domingo, 10 de novembro de 2019

Miosótis ou Não-me-esqueças (Myosotis welwitschii)







Miosótis ou Não-me-esqueças * (Myosotis welwitschii Boiss. & Reut.)
Erva anual ou bienal, sem estolhos, que pode atingir até cerca de 60 cm; com caules erectos densamente revestidos, pelo menos na parte inferior, com pêlos compridos, flexíveis e inseridos perpendicularmente ao caule (patentes); folhas alternas, com morfologia variada, e com revestimento mais ou menos denso de pêlos compridos; flores com corola  tingida de azul pálido e de amarelo ao centro, com guias nectaríferas brancas, agrupadas em inflorescências pouco densas.
Tipos biológicos: terófito; hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Oeste da Península Ibérica e Noroeste de Marrocos.
Em Portugal distribui-se praticamente por todo o território do Continente,
Ecologia/habitat: relvados húmidos; turfeiras; margens de lagoas, fontes e cursos de água, em solos ácidos, a altitudes até 950m.
Floração: decorre ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade de Março a Agosto.
* As designações vernaculares acima apontadas são comuns às diversas espécies do género Myosotis  que ocorrem no país.
(Local e data do avistamento: Serra da Lousã; 4 - Maio - 2019)

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Radiola linoides





Radiola linoides Roth
Erva anual, glabra, de reduzidas dimensões (2 a 13 cm), com caules filiformes, gráceis, ramificados dicotomicamente; folhas elípticas ou ovadas; flores muito pequenas, com pétalas brancas; fruto sob a forma de cápsula globosa.
Tipo biológico: terófito;
Família: Linaceae;
Distribuição: grande parte da Europa; ilhas do Mediterrâneo; Líbano; Noroeste de África (Marrocos, Argélia e Tunísia); montanhas da África Tropical e Macaronésia. Introduzida e naturalizada no Oeste do Canadá.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, quer em quase todo o território do Continente, quer no arquipélago da Madeira. Duvidosa a presença nos Açores.
Ecologia: pastos anuais, em solos frequentemente arenosos, húmidos ou temporariamente encharcados, a altitudes até 1400m.
Floração: de Março a Julho.
[Local e data do avistamento: Fernão Ferro (Seixal); 26 - Abril - 2019]
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sábado, 2 de novembro de 2019

Lathyrus nudicaulis




Lathyrus nudicaulis (Willk.) Amo *
Erva rizomatosa, perene, escandente, glabra ou, por vezes, parcialmente pubescente, com caules ápteros, ramificados ou não a partir da base  que podem atingir até 160 cm; folhas pecioladas, com 2 a 6 folíolos opostos ou alternos, geralmente terminadas em gavinhas simples ou ramificadas; flores com cálice giboso, geralmente azulado e pétalas (estandarte, asas e quilha) de cor púrpura, dispostas geralmente em grupos de 3 a 9 em inflorescências pedunculadas, sem brácteas, com pedúnculo mais comprido que a folha axilante. 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae).
Distribuição: endemismo ibérico, circunscrito ao Norte, Centro e Oeste da Península Ibérica.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, sendo dado como presente no Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Douro Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/ habitat: sítios muito húmidos ou encharcados, em prados, clareiras de matos, margens de lagoas e cursos de água, em solos arenosos, turfosos, argilosos ou calcários, a altitudes até 1400 m.
Floração: de Março a Julho.
Observação: planta incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental  como espécie ameaçada. Categoria de ameaça IUCN : "Vulnerável".
* Sinonímia:  Lathyrus palustris L. var. nudicaulis Willk. (Basónimo).
[Local e data do avistamento: Rio de Couros (Ourém); 1 - Maio - 2019]

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Sumagre (Rhus coriaria)






Sumagre *(Rhus coriaria L.)
Arbusto ou pequena árvore (com 1 a 5 m); caule muito ramificado, erecto, folhoso e densamente piloso; folhas pecioladas, compostas, algo coriáceas, com ráquis alada na parte superior; flores unissexuais, embora por vezes hermafroditas, verde-amareladas ou esverdeadas, agrupadas em inflorescências terminais ou axilares mais densas (inflorescências femininas) ou menos densas (inflorescências masculinas); frutos lenticulares, densamente híspidos, mas não glandulosos.
Tipo biológico: fanerófito;
Família:  Anacardiaceae;
Distribuição: originária da Região Mediterrânica Oriental, Crimeia, Cáucaso e Norte do Irão, introduzida e naturalizada em toda a Região Mediterrânica e Macaronésia.
Em Portugal ocorre como espécie introduzida, quer no território do Continente (Algarve; Alto Alentejo; Beira Baixa, Beira Alta e Trás-os- Montes), quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: taludes; bermas de estradas e caminhos; divisórias e tapumes de campos cultivados; antigos campos de cultivo e outros terrenos perturbados, a altitudes até 1100m.
Floração: de Abril a Julho.
Usos: outrora usada no curtimento de peles, a planta é ainda actualmente utilizada nas regiões de origem. De facto os frutos são ali usados, em fresco, na confecção de saladas avinagradas e, depois de secos e moídos, como especiaria em pratos de carne ou de peixe. Em medicina popular, as raízes e a casca da planta são usadas na feitura de preparados a que são atribuídos efeitos antidiarreicos e hemostáticos.
*Outros nomes comuns: Sumagre-dos-curtidores; Sumagre-aromático; Sumagreira.
(Local e data: Vila Nova de Foz Côa; 15 - Junho - 2019)

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Bupleurum tenuissimum







Bupleurum tenuissimum L.
Erva anual, com caules erectos e ramificados que podem atingir entre 10 e 70cm; folhas mais ou menos lineares, agudas ou acuminadas; murchas as basais ainda antes da floração; flores de reduzidas dimensões, com pétalas geralmente de cor amarela, agrupadas em umbelas terminais e laterais.
Tipo biológico: terófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Centro, Sul e Oeste da Europa; Sudoeste da Ásia e Noroeste de África.  
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, encontrando-se aparentemente confinado a algumas regiões próximas do litoral (Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral).
Ecologia/habitat:  margens de cursos de água, lagoas; terrenos de sapal, em substratos margosos, argilosos, mesmo salgados, a altitudes até 800 m.
Floração: de Agosto a Novembro.
(Local e data do avistamento: Moinhos de Maré; Seixal; 23 - Agosto - 2019)
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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Cila-de-Outono (Scilla autumnalis)







Cila-de-outono (Scilla autumnalis L.)
Planta herbácea, bolbosa, perene, encontra-se actualmente classificada como pertencendo à família Asparagaceae , depois de ter "abandonado" a família Hyacinthaceae.
É uma planta de reduzidas dimensões, cuja haste floral, a  primeira a surgir, pode variar, em altura, entre 10 a 30 cm embora, por regra, não vá além dos 20cm. As folhas, em número variável (2 a 6) são todas basais.
Distribui-se por grande parte da  Europa, pelo sudoeste asiático e pelo noroeste de África, surgindo em clareiras de matos, em terrenos incultos e em locais rochosos, por vezes, mesmo nas fendas de rochas, sendo, aparentemente, indiferente à composição dos substratos, pois ocorre em solos argilosos, arenosos, calcários, siliciosos e até mesmo xistosos.
É fácil a sua identificação, pois é a última do seu género a florir, podendo a floração decorrer desde Agosto até Novembro.
(Local e data do avistamento: Almada; 25 - Outu bro - 2019)
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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Losna (Artemisia argentea)






Losna (Artemisia argentea L'Hér.)
Pequeno arbusto ramificado que pode atingir até cerca de 75cm. de altura; folhas com limbo aproximadamente triangular, lobado, com tomento prateado, com odor intenso, se esmagadas; flores amarelas diminutas formando capítulos também pequenos, orientados para o mesmo lado e agrupados em inflorescências em forma de panículas mais ou menos densas.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Asteraceae (Compositae);
Distribuição: planta endémica do arquipélago da Madeira, com ocorrência circunscrita às ilhas da Madeira, Porto Santo e Desertas. Ausente das Ilhas Selvagens.
Ecologia/habitat locais secos e rochosos próximos do litoral nas diversas ilhas onde ocorre e picos e ilhéus de Porto Santo.
Floração: decorre ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade durante os meses de Abril a Agosto.
Nota:  é usada como planta ornamental.
(Local e data do avistamento: Ilha de Porto Santo; 5 - Outubro - 2019)
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sábado, 19 de outubro de 2019

Erva-de-São-João (Glechoma hederacea)








Erva-de-São-João *(Glechoma hederacea L.)
Erva perene, rasteira, com caules, enraizantes nos nós, que podem atingir até cerca de 90cm; folhas com pilosidade variável, não uniformes (ovadas ou triangular-ovadas; cordiformes ou reniformes; com margens crenadas ou dentadas); flores pediceladas, com corola de cor azulada ou violeta, agrupadas em verticilos dispostos ao longo de vários nós. 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Lamiaceae (Labiatae);
Distribuição: quase toda a Europa e grande parte da Ásia; introduzida e naturalizada na América do Norte.
Em Portugal ocorre como planta nativa no território do Continente, aparentemente confinada às regiões a norte do Tejo, estando também presente, enquanto espécie introduzida, no arquipélago dos Açores. Ausente do arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: locais húmidos e sombrios, frequentemente na orla ou sob coberto de bosques caducifólios, a altitudes até 1200m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Março a Julho
* Outros nomes comuns: Hera-terrestre; Malvela; Sanguina.
[Local e data; Serra de Montesinho (Trás-os-Montes); 19 - Junho - 2019]
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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Trifolium medium subsp. medium






Trifolium medium L. subsp. medium
Erva perene, rizomatosa, pubescente, com caules erectos ou ascendentes, glabros ou glabrescentes, mas com pêlos aplicados ou patentes na parte superior; folhas trifoliadas; flores com corola rosada ou purpúrea, agrupadas em inflorescências capituliformes, solitárias, aparentemente terminais, sem invólucro e sem bractéolas.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: grande parte da Europa; Sudoeste da Ásia. Introduzida em várias outras regiões.
Em Portugal dá-se como presente na Estremadura, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: pastagens na orla de bosques de montanha, a altitudes desde 880 a 1600m.
Floração: de Maio a Agosto.
[Local e data da observação: Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 16 - Junho - 2019]