quinta-feira, 6 de março de 2014

Quase se diria uma miniatura









Erophila verna (L.) Chevall. *  
Não é caso único, longe disso, pois até na mesma família (Brassicaceae) há exemplos idênticos, mas é certo que Erophila verna, dadas as suas reduzidas dimensões, mais parece uma miniatura. Vejam-se em algumas das imagens supra, para termo de comparação, os grãos de areia em redor das plantas publicadas:  os mais grossos apresentam um tamanho quase igual ao das folhas (agrupadas em roseta basal) tamanho que, nalguns casos, é maior que o das flores.
Não admira, por isso, dada  sua pequena dimensão que possa passar facilmente despercebida ao observador. A verdade, porém,  é que, não obstante as suas diminutas dimensões, esta planta anual (tipo biológico: terófito) tem larga distribuição mundial. Originária de grande parte da Europa, da Região Mediterrânica, do Centro e Sudoeste da Ásia, ela encontra-se também naturalizada na América do Norte, Austrália e Nova Zelândia. Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, (Algarve, Estremadura, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral e Trás-os-Montes)
Ecologia/Habitat: pouco exigente em matéria de substrato, pode encontrar-se na berma de caminhos, em terrenos incultos e baldios, em clareiras de matos e mesmo em muros e rochas e, mais genericamente, diria eu, em locais onde não sofra grande concorrência de outras espécies de maior envergadura.
Floração: de Fevereiro a Julho
*Sinonímia: Draba verna L. (Basónimo)
(Local e data: Castelo de Ourém; 26 - Fevereiro - 2014)
Lugar onde:




 Castelo de Ourém

sábado, 1 de março de 2014

Mercurialis tomentosa





Mercurialis tomentosa L.
Planta perene (tipo biológico: hemicriptófito) dióica, da família Euphorbiaceae, densamente coberta por tomento cinzento prateado, com caule erecto (30 a 70 cm) lenhoso na base, muito ramificado, frondoso.
Distribuição: Sudoeste europeu (Sul de França e Península Ibérica). Não sendo, digo eu, aparentemente muito comum em Portugal, a sua ocorrência está limitada ao território do Continente, assinalando-se a sua presença no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Baixa, Beira Litoral, Estremadura, Ribatejo e Trás-os-Montes.
Ecologia/Habitat; terrenos pedregosos e/ou arenosos, bermas de caminhos, campos abandonados, em locais de clima seco, a altitudes até aos 1600m.
Floração: de Fevereiro a Julho.
(Local e data: Fátima - Ourém; 26 - Fevereiro - 2014)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Silene fuscata



Silene fuscata Link ex Brot. 
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Caryophyllaceae, com caule (8 a 55 cm) erecto, simples ou ramificado a partir da base, densamente glanduloso-pubescente, com pêlos um tanto avermelhados.
Distribuição; Região Mediterrânica Ocidental; Ásia Menor; Creta; Líbia.
Em Portugal Continental, onde, aparentemente não é espécie muito comum, surge apenas na Beira Litoral, Estremadura e Ribatejo e, eventualmente, também na Beira Baixa. Ausente nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Ecologia/habitat: Terrenos de pastagem, geralmente,  sobre solos argilosos ou calcários.
Floração: de Fevereiro a Maio.
(Local e data; Serra de Monte Agraço; 22 - Fevereiro - 2014)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Bruco-fétido (Margotia gummifera)









Bruco-fétido [Margotia gummifera (Desf.) Lange in Willk. & Lange]
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Apiaceae, com caule erecto que pode atingir até 180cm, não ramificado, cilíndrico; folhas penatissectas, com segmentos de última (3ª ou 4ª) ordem lineares ou linear-lanceolados; flores com cinco pétalas brancas, encurvadas, reunidas em inflorescências compostas com 20 a 35 raios.
Distribuição: Península Ibérica e Noroeste de África. Em Portugal ocorre em boa parte do território do Continente, designadamente, no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Litoral, Beira Alta e Trás-os-Montes. É algo duvidoso o seu aparecimento nas restantes regiões.
Ecologia/habitat: em matagais degradados, em sítios algo secos, sobre solos geralmente ácidos e menos frequentemente básicos.
Floração: de Maio a Junho.
[Locais e datas: Parque da Paz - Almada; 30 - maio - 2013 (fotos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 8); Cabo Espichel; 1 - Fevereiro - 2014 (foto  7) ]

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Silene scabriflora subsp. scabriflora

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Silene scabriflora Brot. subsp. scabriflora 
Erva geralmente anual, com caules (20 a 40 cm), em regra, erectos, por norma, ramificados a partir da base, por vezes, simples; folhas médias e superiores de elípticas a lineares, agudas; flores com cinco pétalas de cor rosada, raramente branca.
Família: Caryophyllaceae.
A espécie, que tem a sua distribuição limitada à Península Ibérica e Noroeste de Marrocos, está dividida em quatro subespécies: a nominal (S. s. scabriflora) que, em território português, ocorre no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes; a subsp. tuberculata, com presença limitada, no que respeita a Portugal, ao Algarve; a subsp. megacalycina  e a subsp. gallaecica, que ocorrem apenas em território espanhol.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem, clareiras de matos e bosques, sobre solos arenosos e secos (substrato ácido) a altitudes até 1200m
Floração: de Abril a Julho.
[Locais e datas: Montalvo - Alcácer do Sal; 11 - Junho - 2011 (fotos 1, 6 e 7); Bom Sucesso - lagoa de Óbidos; 9 - Maio - 2013 (fotos 2 e 8) Parque da paz - Almada ; 30 - Maio - 2013 ( fotos 3, 4, 5 e 9)]

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Serralha-áspera (Sonchus asper)

 





Serralha-áspera * [Sonchus asper (L.) Hill **]
Erva anual ou bienal da família Asteraceae, espécie que engloba duas subespécies: a nominal (S. a. asper)  e a subsp. glaucescens, correspondentes, ao que parece,  aos dois tipos biológicos da espécie: terófito, aquela e hemicriptófito, esta, com ciclo vegetativo anual e bienal respectivamente. As duas subespécies distinguir-se-iam, em particular, pelo facto de a subsp. glaucescens ser muito mais espinhosa do que a subespécie nominal.
Distribuição: A espécie é originária da Europa, Região Mediterrânica e de parte da Macaronésia. Presentemente é considerada como planta subcosmopolita quanto à distribuição, dado ter sido introduzida e encontrar-se naturalizada em várias outras regiões do globo, sendo que nalgumas ela é mesmo, actualmente, considerada como planta invasora. Em Portugal, onde ocorrem as duas subespécies, a planta é considerada como autóctone quer no território do Continente, quer na Madeira e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: baldios, campos cultivados ou em pousio, bermas de caminhos, em locais com alguma humidade, a altitudes até aos 1500 m.
A floração em Portugal decorre, com maior ou menor intensidade, ao longo de quase todo o ano.
*Outros nomes comuns: Serralha-espinhosa; Serralha-escura; Serralha-preta
**Sinonímia: Sonchus oleraceus var. asper L. (Basónimo)
Obervação complementar: as folhas desta espécie são comestíveis, sendo utilizadas, designadamente, em saladas.
(Local e data: Serra da Arrábida; Março/ Abril - 2012)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Uva-de-gato (Sedum hirsutum subsp. hirsutum)





Uva-de-gato (Sedum hirsutum All. subsp. hirsutum)
Erva perene, glandulosa, hirsuta (= coberta de pêlos flexíveis, densos) em todas as partes aéreas, com caules que podem atingir até 15cm; folhas opostas, obovadas, carnudas, esverdeadas; flores pentâmeras, com pétalas brancas ou rosadas.
Família: Crassulaceae;
Distribuição: Sudoeste da Europa e Noroeste de África. Em Portugal é frequente na metade norte do território do Continente. Rara na metade sul.
Ecologia/habitat: rochedos, pedreiras, muros, paredes e, em geral, em solos pobres em bases, de origem granítica ou quartzítica, a altitudes até 2500m.
Floração: de Junho a Agosto.
(Local e data: Serra das Mesas (Serra de Malcata) - Foios - Sabugal; 22 - Junho - 2013)
(Clicando nas imagens, amplia)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Leituga-tuberosa (Leontodon tuberosus)

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Leituga-tuberosa (Leontodon tuberosus L.)
Erva perene (tipo biológico: geófito) da família Asteraceae
Apresenta semelhanças com a sua congénere Leontodon taraxacoides subsp. taraxacoides, distinguindo-se, no entanto, dela por algumas características que esta não possui, a saber: "Raízes claramente tuberosas e fasciculadas" e " Divisões da folha recurvadas para trás" (Fonte)
Distribuição geral: Região Mediterrânica. Em Portugal ocorre em quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem, prados mais ou menos húmidos, clareiras de matos e bosques, bermas de caminhos.
Floração: de Dezembro a Maio. 
[Locais e datas : Capuchos - Almada; 13 - Fevereiro - 2013 (fotos 1, 3 e 4): Serra da Arrábida; 27 Fevereiro 2013 (Foto 2)]
(Clicando nas imagens, amplia)