sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Fritillaria nervosa subsp. nervosa



Fritillaria nervosa Willd. subsp. nervosa     
Erva vivaz, bolbosa, glabra, da família Liliaceae, com caule que pode atingir até 40cm de altura apresentando folhas linear-lanceoladas, alternas e, a rematar, flor solitária com perianto acampanulado.
Habitat: "clareiras de matos e fendas de rochas, em zonas de montanha" (Fonte)
É, aparentemente, rara em Portugal, tendo em conta que a fonte citada apresenta apenas ocorrências em três locais no Centro e Norte do Continente.
Floração: de Abril a Junho.
(Local e data: Serra da Estrela; 08 - Junho - 2012)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Aster tripolium subsp. pannonicus







Aster tripolium L. subsp. pannonicus (Jacq.) Soó  

Erva vivaz, ou anual, da família Asteraceae, que pode atingir até 50 cm de altura
Habitat: terrenos de sapal, em geral, em zonas de sapal alto e noutros terrenos salgados nas margens de estuários.
Em Portugal distribui-se ao longo de todo o litoral.
Floração: em grande parte do Verão e do Outono.
(Local e data: Estuário do Tejo - Seixal; 22 -Novembro - 2012)
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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Meimendro-branco (Hyoscyamus albus)

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Meimendro-branco (Hyoscyamus albus L.)

Erva vivaz, por vezes, bienal, ou mesmo anual, hirsuta, da família Solanaceae, que pode atingir até 80 cm de altura.
Distribuição: Sul da Europa, Norte de África, Sudoeste da Ásia e arquipélagos da Macaronésia, com excepção de Cabo Verde. Encontra-se, todavia, naturalizada noutras regiões, como é o caso, por exemplo, de alguns Estados dos E.U.A.
Em Portugal, além dos Açores e Madeira, ocorre, de forma irregular, sobretudo, no Centro e Sul do território do Continente, não sendo, pelo menos aparentemente, muito vulgar. 
É classificada quanto ao habitat, como ruderal, o que significa que está presente em locais onde haja actividade humana, tais como bermas de estradas e caminhos, terrenos agricultados, ou em pousio,  entulheiras, paredes, muros e outras construções.
Floração: de Março a Outubro
Planta com elevado grau de toxicidade, devido à presença de grande quantidade de alcalóides, com predominância da hiosciamina e da escopolamina, é, no entanto, usada em fitoterapia, em doses adequadas, para obtenção de efeitos sedativos e antiespasmódicos.
[Locais e datas: Peniche; 30 - Agosto - 2012 (fotos 1 e 2) Sbeitla - Tunísia ; 7 - Abril - 2010 (foto 3)]
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sábado, 17 de novembro de 2012

Mollugo verticillata




Mollugo verticillata L.
Erva anual, da família Molluginaceae, multicaule, com ramos prostrados ou ascendentes (que podem formar,  em terreno livre,  tapetes mais ou menos extensos, mas que podem igualmente aproveitar plantas vizinhas ou outros obstáculos à procura da luz solar); folhas inteiras, espatuladas, glabras, verticiladas (em grupos de 3 a 8 folhas em cada nó); flores isoladas ou em grupos de 2 a 5 dispostas nas axilas foliares, apresentando corolas com cinco pétalas livres, brancas, raiadas de verde no exterior.
Originária das regiões tropicais da América, encontra-se actualmente naturalizada e distribuída por regiões  tropicais e zonas temperadas de todos os continentes.
Em Portugal é considerada planta exótica e, aparentemente, não é muito comum (o Portal Flora.On não apresenta, nesta altura, mais que 2 registos) mas localmente pode ser abundante.
Habitat: em locais húmidos, tais como margens e leitos arenosos de rios e pântanos; em terrenos perturbados; e à beira de estradas e caminhos. 
No Brasil,  é designada pelos nomes comuns de Cabelo-de-guia; Capim-tapete; Mofungo; e Molugo
Floração: de Junho a Setembro.
(Local:  leito de cheia do Rio Ocresa; 13 - Agosto - 2012)
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Marujinha (Montia fontana)






Marujinha (Montia fontana L.)
Erva anual, ou bienal, da família Portulacaeae, com caules (5-50 cm) ramificados nos nós inferiores, com ramos geralmente prostrados; folhas algo suculentas, sésseis, aproximadamente espatuladas, inteiras, opostas; flores diminutas,com 5 pétalas brancas, dispostas em cimeiras terminais e laterais, em qualquer caso, com poucas flores. 
Quanto à distribuição, é actualmente considerada como cosmopolita, estando, pois, presente em regiões de todos os continentes.
Em Portugal  é mais frequente no Centro e Norte do Continente do que no Sul.
Quanto ao habitat é uma espécie hidrófita (planta que se desenvolve em meio aquático) e helófita (planta que se desenvolve na lama). Não admira, pois, que surja junto de nascentes, nas margens e no leito de pequenas represas adjacentes, nas margens e no leito de cursos de água (em geral, fracos) como  regatos ou simples regueiros, onde aparece a formar mouchões ou tapetes que podem ser mais ou menos extensos, sendo, suponho, raro o caso de aparecerem exemplares isolados. 
Nas regiões onde ocorre esta espécie [que também é designada pelos nomes comuns de morugem; merugem; merugens e meruges (esta, a designação vulgar na minha região de origem)] é usada na confecção de saladas que são, por sinal, muito agradáveis pela sua frescura e que servem de excelente acompanhamento para pratos de carne grelhada de borrego ou cabrito. Fala, neste caso, a própria experiência como consumidor.
Floração: de Abril a Outubro.
(Local e data: Serra da Estrela; 08 - Junho - 2012)
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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Bidens aurea




Bidens aurea (Aiton) Sherff
(Mais informação aqui)
(Local e data: Parque da Paz - Almada; 06 - Novembro - 2012)
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ruínas (Wahlenbergia hederacea)







Ruínas *[Wahlenbergia hederacea (L.) Rchb.]   

Erva vivaz (tipo biológico: caméfito) da família Campanulaceae, com caules (até 30cm)  finos, glabros, de  prostrados a ascendentes; folhas pecioladas, alternas ou subopostas, cordiformes, com limbo contornado por  lóbulos triangulares, mais ou menos agudos; flores solitárias, surgindo nas axilas foliares, com pedicelos relativamente compridos (por vezes superiores a 5 cm), com corola campanulada, azul-clara.
Distribuição geral: Europa Ocidental, incluindo a Grã-Bretanha e boa parte da Europa Central. Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente, com excepção do Alto e Baixo Alentejo. Alegada e um tanto curiosamente, é dada como ocorrendo também na região mais a sul, o Algarve. Nesta altura, no entanto, o portal Flora.On não contém qualquer registo de ocorrência nesta Região.
Habitat: geralmente, em lugares húmidos, nomeadamente junto de nascentes, de pequenos regatos, mas também em encostas e em muros degradados de suporte de terras.  
Floração: de Junho a Outubro.
*A designação vulgar não é específica desta espécie.
(Local e datas: Troviscal - Sertã; 13/14 - Junho - 2011)
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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Lâmio-roxo (Lamium purpureum)



Lâmio-roxo (Lamium purpureum L.)
Erva anual (forma biológica: terófito) mais ou menos pubescente, da família Lamiaceae, com caules de secção quadrangular, geralmente erectos, por vezes, ascendentes (com 10 a 40 cm), frequentemente simples; folhas cordiformes, com margens serradas ou crenadas; flores (com corola, geralmente  purpúrea, bilabiada, com o lábio superior inteiro e o inferior com dois lóbulos com manchas mais ou menos escuras) agrupadas em inflorescências terminais formadas por verticilastros, muito próximos entre si, com um número variável de flores (6 a 16). 
Distribui-se por quase toda Europa, pelo Ocidente da Ásia,  Noroeste de África e Macaronésia, com excepção de Cabo Verde, mas entretanto introduzida noutras partes do globo, como a América do Norte,  por exemplo, onde se encontra naturalizada. 
Em Portugal  ocorre por todo o território do Continente. Alegadamente, não está presente nas regiões do Algarve, Baixo Alentejo e Minho.
Habitat: em sítios com alguma humidade e, designadamente, em terrenos relvados, pastagens, clareiras de bosques, terrenos incultos, mas também, frequentemente, nas bermas de estradas e caminhos. 
Floração: de Fevereiro a Julho.
(Local e data: Troviscal - Sertã; 11 - Março - 2010)
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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Helianthemum apenninum subsp. apenninum





Helianthemum apenninum (L.) Mill. subsp. apenninum

Arbusto da família Cistaceae, de pequeno porte (cerca de 30cm), em geral muito ramificado a partir da base, com caules ora erectos, ora ascendentes e mesmo prostrados; folhas de lineares a linear-oblongas, verde-escuras, algo tomentosas, com acentuada depressão ao longo da nervura central e com margens revolutas; inflorescências em cimeira com 3 a 10 flores, apresentando estas sépalas algo pubescentes e cinco pétalas brancas, mas amarelas na base (unha).
Distribui-se pela zona europeia da Região Mediterrânica, surgindo em terrenos secos, pedregosos, frequentemente calcários.
Em Portugal continental é dado como presente no Nordeste, no Centro Este e Centro Oeste incluindo a Serra da Arrábida, considerando abrangida por esta toda a zona costeira a sul do Cabo Espichel.
Floração: de Março a Agosto.
(Local e data:  Cabo Espichel - Serra da Arrábida; 28 - Maio - 2012)
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sábado, 27 de outubro de 2012

Paliteira (Ammi visnaga)







Paliteira * [Ammi visnaga (L.) Lam.]
Erva anual ou bienal, glabra, (tipo fisionómico: terófito), da família Apiaceae, com caule (geralmente com 40  a 100 cm de altura), robusto, algo suculento, normalmente ramificado; com folhas bi-penatissectas, ou tri-penatissectas, com segmentos de última ordem, estreitos, com margem inteira e aproximadamente lineares; e com flores, com pétalas brancas, agrupadas em inflorescências em forma de umbela composta de umbélulas.
Nativa da Região Mediterrânica, trata-se duma espécie que é cultivada nalguns países, supostamente devido à sua utilização na higiene oral e também em fitoterapia, por, alegadamente, os seus componentes terem acção anti-espasmódica e efeito bronco-dilatador. Tenha sido, ou não, essa razão, o facto é que foi introduzida como planta cultivada noutras regiões do globo, designadamente na América do Norte, onde, entretanto, se naturalizou.
Em Portugal, ocorre segundo esta fonte, no Alto Alentejo, Estremadura, Beira Litoral e Minho e também, tendo em conta a minha própria observação, na Península de Setúbal.
Habitat em terrenos cultivados, incultos ou em pousio, à beira de caminhos e mesmo em terrenos recentemente revolvidos e perturbados. 
Floração: de Maio a Setembro
*Outros nomes comuns: Bisnaga-das-searas; Funcho-silvestre; Ninhos-de-perdiz.
(Local e data: Costa da Caparica; 27 - Julho - 2010)
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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Rilha-boi (Ononis mitissima)




Rilha-boi *(Ononis mitissima L.)

Erva anual (tipo fisionómico: terófito) da família Fabaceae, com caule algo lenhoso, muito ramificado a partir da base, com porte erecto, ascendente, ou decumbente, que pode atingir até 60 cm; folhas trifoliadas, com folíolos geralmente glabros, elípticos, com margem serrada; flores com estandarte cor de rosa e quilha esbranquiçada, agrupadas em inflorescências terminais muito densas.
Distribui-se por toda a Região Mediterrânica, Médio Oriente e Macaronésia (Madeira e Canárias). Em Portugal, no território do Continente é dado como presente em todo o Alentejo, Algarve, Estremadura e Beira Litoral.
Ocorre em terrenos incultos, por vezes, degradados, na beira de caminhos, em solos algo secos, geralmente, argilosos.
Floração: de Maio a Julho.
*Outros nomes comuns: Unha-gata; Unha-gata-macia
(Local e data: Cova da Piedade - Almada; 10 - Junho - 2011)