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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Plantas exóticas: Meimendro-dourado (Hyoscyamus aureus)





Meimendro-dourado (Hyoscyamus aureus L.)

Planta bienal ou perene, pubescente-glandulosa, com pêlos longos e curtos; caules muito ramificados com até 70 cm de altura; folhas pecioladas, ovado-lanceoladas, lobadas, com lobos triangulares, agudos; flores com corola em forma de funil, amarelo-dourada, com mancha arroxeada na garganta, com estilete e estames salientes.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Solanaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica Oriental (Chipre, Egipto, Grécia, Iraque, Creta, Líbano, Síria, Palestina e Turquia).
Ecologia/habitat: fendas de rochas e muros, bermas de estradas e caminhos e outros locais ruderalizados, com preferência por substrato básico e nitrificado, a altitudes até 1300 m.
Floração: ao longo de quase todo o ano, mas com maior intensidade de Fevereiro a Junho.
[Avistamento: Antália (Turquia); 2 - Abril - 2011]

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Cambroeira (Lycium europaeum)

 





Cambroeira * (Lycium europaeum L.)

Arbusto com copa algo irregular, podendo atingir até 3 m de altura; caule muito ramificado, com ramos protegidos por espinhos robustos; folhas alternas ou agrupadas em fascículos; flores hermafroditas, pediceladas, solitárias ou agrupadas (2 a 4) em fascículos, com corola hipocrateriforme, de cor esbranquiçada, com manchas de cor violeta, passando a creme, depois de seca; fruto (baga) esférico, avermelhado, quando maduro, com 5 a 6 mm de diâmetro.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Solanaceae;
Distribuição: Região Meditterânea; Sudoeste da Ásia e arquipélago da Madeira. Em Portugal Continental, pelos registos conhecidos, a sua ocorrência parece limitada ao Algarve, Alentejo e Estremadura.
Ecologia/habitat: sebes, taludes; bermas de estradas e caminhos eoutros sítios ruderalizados, em solos nitrificados, a altitudes até 1100m.
Floração:  dispersa ao longo de quase todo o ano.
* Outros nomes comuns: Cambroeira-bastarda; Espinheiro-alvar-na-casca; Espinheiro-de-casca-branca.
(Avistamento: Cacela a Velha (Algarve); 14 - Outubro - 2021)

sábado, 27 de setembro de 2025

Plantas ornamentais: Solanum bonariense

 
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Solanum bonariense L. *
Arbusto inerme ou espinhoso, erecto, muito ramificado, podendo atingir até cerca de 2,5 m de altura. Apresenta folhas pecioladas, lanceoladas, com margens sinuado-lobadas; flores pediceladas, hermafroditas, actinomorfas, ebracteadas, com cálice campanulado e corola rotácea, com 5 lóbulos, de cor azulada ou branca; fruto (baga) globoso, com cerca de 1 cm de diâmetro, esverdeado, de início, mas amarelado ou alaranjado depois de maduro.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Solanaceae;
Distribuição: planta nativa da América do Sul (Sul e Sudeste do Brasil, Uruguai e Nordeste da Argentina). Introduzida para fins ornamentais e naturalizada no Norte de África (Argélia e Tunísia) e no Sul da Europa (Espanha, Itália e França e também em Portugal, onde já aparece como planta assilvestrada, mormente em terrenos perturbados).
*Sinonímia: Solanum fastigiatum Willd.
(Avistamento: Costa da Caparica; 24 - Agosto 2022 (fotos 1 a 5); 4 - Setembro 2025 (fotos 6 a 8)]

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Plantas ornamentais: Solandra maxima

 




Solandra maxima (Sessé & Moc.) P.S.Green
Arbusto trepador, podendo atingir até cerca de 10/12 m de comprimento, usado como planta ornamental atendendo à suas flores com grandes dimensões (cálice com 5 a 8 cm de comprimento e corola infundibuliforme, com tons de amarelo variáveis ao longo da sua duração, com 15 a 24 cm de comprimento e com 8 a 15 cm de diâmetro), apresentando folhas coriáceas com superfície brilhante sobretudo na página superior, também interessantes do ponto de vista ornamental.
Tipo biológico: Fanerófito;
Família: Solanaceae;
Distribuição: Planta originária da América do Sul, América Central e México, introduzida noutras partes do globo para fins ornamentais.
Floração: ao longo de quase todo o ano, embora com intensidade variável.
Toxicidade: é considerada como planta tóxica. 
[Avistamento: Murfacém - Trafaria (Almada); 7 - Novembro - 2023]

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Erva-do-tabaco (Nicotiana tabacum)







Erva-do-tabaco *(Nicotiana tabacum L.**)
Erva anual, bienal ou perene, densamente glandular-pubescente em todas as suas partes, com pêlos curtos e finos; caule erecto, com até 3 m de altura, pouco ou nada ramificado; folhas com até 40 × 17 cm, oblanceoladas, inteiras, com nervuras principais bem marcadas na página inferior, sésseis (as caulinares), auriculadas, semi-amplexicaules; inflorescência composta por cimeiras helicoidais agrupadas em panícula terminal; flores actinomorfas, hermafroditas, pediceladas e bracteadas, com cálice campanulado, glandular-pubescente, com lóbulos ponteagudos mais curtos que o tubo; corola com 4 a 6 cm, infundibiliforme; tubo verde-amarelado, mais estreito na parte inferior; coroa lobada, branca ou rosada exteriormente, esbranquiçada no interior; fruto em forma de cápsula ovóide com comprimento aproximadamente igual ao do cálice.
Tipo biológico: caméfito; 
Família: Solanaceae;
Distribuição: planta originária da América do Sul. Introduzida e cultivada em várias outras regiões tropicais e temperadas para produção de folhas que, depois de tratadas, são utilizadas para fabricação do tabaco usado para consumo humano.
A planta é conhecida em Portugal e cultivada, ocasionalmente e de forma dispersa, sendo dado como ocorrendo, quer no território do Continente, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Floração (em Portugal): de Fevereiro a Novembro.
*Outros nomes comuns: Erva-de-todos-os-males; Erva-do-rei; Erva-santa; Nicociana.
**Sinonímia: Nicotiana alba Mill.; Nicotiana alipes Steud.; Nicotiana attenuata Steud.; Nicotiana capensis Vilm.; Nicotiana caudata Nutt.; Nicotiana chinensis Fisch. ex Lehm.; Nicotiana crispula Steud.; Nicotiana florida Salisb.; Nicotiana frutescens Lehm.; Nicotiana fruticosa Moc. & Sessé ex Dunal; Nicotiana gigantea Lehm.; Nicotiana gracilipes Steud.; Nicotiana guatemalensis Bailly; Nicotiana havanensis Lehm.; Nicotiana lancifolia Willd. ex Lehm.; Nicotiana latissima Mill.; Nicotiana lingua Steud.; Nicotiana macrophylla Spreng.; Nicotiana marylandica Schübl. ex Dunal; Nicotiana mexicana Schltdl.; Nicotiana mexicana var. rubriflora Dunal; Nicotiana pallescens Steud.; Nicotiana pilosa Dunal; Nicotiana serotina Steud.; Nicotiana tabaca St.-Lag.; Nicotiana verdon Steud.; Nicotiana ybarrensis Kunth; Tabacum latissimum Bercht. & Opiz; Tabacum nicotianum Bercht. & Opiz; Tabacum ovatofolium Gilib.
(Avistamento: Troviscal (Sertã); 15 - Outubro - 2023)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Cambroeira (Lycium intricatum)














Cambroeira (Lycium intricatum Boiss.)
Arbusto com 2 a 3 m de altura, glabro, por vezes glanduloso nas partes jovens, espinhoso (com espinhos robustos, compridos, algo rombos no ápice), muito ramificado (com os ramos de tal forma entrecruzados que bem se justifica a atribuição do epíteto específico intrincatum); folhas espatuladas, obovadas ou elípticas, obtusas, carnudas (que a planta pode perder durante o Verão); flores solitárias com corola violácea, infundibuliforme  ou hipocrateriforme; fruto mais ou menos esférico, vermelho ou alaranjado.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Solanaceae;
Distribuição: Sul da Europa; Norte de África; Madeira e Canárias.
Em Portugal Continental ocorre apenas nas regiões mais a Sul: Algarve e Baixo Alentejo.
Ecologia:  locais  rochosos, pedregosos, eventualmente arenosos, secos, próximos do litoral, em substrato preferentemente básico, a altitudes até 500m.
Floração: irregular, podendo ocorrer (ou não ocorrer) em quase todos os meses ao longo do ano.
(Local e data: Costa Vicentina (Algarve); 9 - Março - 2017)
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Withania frutescens: há que tempos que a não via!







Withania frutescens (L.) Pauquy
É verdade que há já algum tempo que a não via, o que até não é caso para admirar, visto que a "residência"* deste estranho "tomateiro"** não é de visita fácil.
Por sorte, a "visita" permitiu encontrar um indivíduo em frutificação, acontecimento que não se observa todos os dias.
(* A planta, em Portugal, encontra-se apenas nas arribas do Cabo Espichel.)
(**Chamar-lhe "tomateiro" é, naturalmente, uma força de expressão apenas justificada pelo facto de a planta pertencer à mesma família: a das Solanaceae.)
(Local e data: Cabo Espichel; 20 - Abril - 2017)
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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Tabaqueira ou Fona-de-porco (Solanum mauritianum).

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Tabaqueira ou Fona-de-porco (Solanum mauritianum  Scop.)
Arbusto ou pequena árvore, densamente pubescente, que pode ultrapassar 5m de altura, com caules erectos e ramificados; folhas pecioladas, inteiras, ovado-elípticas; flores violetas, agrupadas em inflorescências terminais, corimbiformes. O fruto é uma baga aproximadamente esférica, coberta por pêlos densos, de cor amarela, na maturação.
Tipo biológico: Fanerófito.
Família: Solanaceae
Planta originária da América Central, introduzida e naturalizada em vários países tropicais e também no arquipélago dos Açores, onde terá sido introduzida para fins ornamentais e onde se comporta, actualmente, como espécie invasora. Ocorre também como subespontânea no território português do Continente (Beira Litoral e  Douro Litoral) e no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: baldios, margens de cursos de água, bermas de estradas e caminhos, com frequência, em locais de alguma forma perturbados, a altitudes até 100m.
Floração: de Maio a Junho.
[Locais e datas: Ilha de S. Miguel (Açores); 4 - Maio - 2016 (fotos 3, 4 e 6); Ilha das Flores (Açores) 6 - Maio - 2016( fotos restantes)] 
(Clicando nas imagens, amplia)