quarta-feira, 30 de junho de 2010

Selo-de-salomão (Polygonatum odoratum)


Selo-de-salomão [Polygonatum odoratum (Mill.) Druce]
Planta da família Ruscaceae é considerada originária da Europa e da Ásia. Segundo os sítios consultados, o Selo-de-salomão dá-se bem em terrenos húmidos e sombrios, o que é confirmado pelo local (Mata da Margaraça - Serra do Açor) onde a fotografei. Pelo que vejo, é uma planta tóxica.
(Sinónimos: Convallaria polygonatum sensu Brot.; Polygonatum ambigum Link; Polygonatum odoratum (Mill.) Druce var. ambiguum (Link) Rothm. et P. Silva; Polygonatum officinale All.; Polygonatum officinale All. var. ambigum (Link) Henriq.; Polygonatum vulgare Desf.)
(Local e data: Mata da Margaraça; 11-Junho-2010)
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terça-feira, 29 de junho de 2010

Hipericão-do-gerês (Hypericum androsaemum)


O Hipericão-do-gerês (Hypericum androsaemum L.) também designado por  Androsemo,  Erva-da-pedraErva-mijadeira é uma planta da família Hypericaceae, distribuindo-se pela Europa ocidental e do sul até ao Próximo Oriente. Ocorre em vales húmidos e até frequentemente no curso de pequenos regatos. Em Portugal, a sua distribuição encontra-se limitada a algumas regiões no centro e  norte do país.
Tem aplicação em fitoterapia, sendo indicado no tratamento de doenças hepáticas, sob a forma de infusão das suas partes floridas.
(Local e data: Mata da Margaraça - Serra do Açor; 11-Junho-2010)
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terça-feira, 22 de junho de 2010

Plantas ornamentais: Ave-do-paraíso (Strelitzia nicolai)

(Strelitzia nicolai Regel & K.Koch)
Esta planta da família Strelitziaceae, originária da região nordeste da Província do Cabo (África do Sul) foi introduzida noutras regiões do globo como planta ornamental. Em Portugal, é conhecida pelo nome comum Ave-do-paraíso.
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sábado, 19 de junho de 2010

Azedas (Rumex acetosa)

Azedas (Rumex acetosa L.)
Esta planta, da família Polygonaceae, é também conhecida por outros nomes vulgares tais como Erva-vinagreira e Vinagreira. Na minha região, todavia, onde se encontra com frequência, é conhecida pela designação de Azedas e é como tal que pessoalmente a conheço.  Distribui-se pela Europa, Ásia e América do Norte e surge habitualmente em terrenos húmidos. Em Portugal surge sobretudo no território a Norte do Tejo, em zonas de "lameiros". 
As suas folhas são comestíveis, mesmo em natureza e embora algo ácidas têm um sabor muito agradável. Tal é, pelo menos, a recordação que guardo da sua degustação, nos tempos da minha infância e juventude.
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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Espadana-de-água (Sparganium erectum)

(A planta)

(Inflorescências masculinas (mais pequenas, em cima) e femininas]
A Espadana-de-água (Sparganium erectum L.) é uma planta da família Sparganiaceae, nativa da Europa, Ásia e Norte de África e, alegadamente encontra-se também naturalizada na Austrália. É uma planta tipicamente ripícola, surgindo geralmente nas margens lodosas de cursos de água.
[Local e data: Rio Côa - Rapoula do Côa  (Sabugal); 15 e 16-Junho-2010]
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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Labaça-crespa (Rumex crispus)

(A planta)

(Pormenor)
Considerada originária da Europa e da Ásia Ocidental,  a Labaça-crespa (Rumex crispus L.) (planta da família Polygonaceae) encontra-se naturalizada em muitas outras regiões do mundo, desde a América do Norte e América do Sul até à Nova Zelândia e  Austrália, sendo nalgumas dessas regiões considerada como planta invasora (Fonte). Em Portugal distribui-se por todo o território. Prefere terrenos húmidos, como relvados e lameiros, gostos que, aliás, partilha com outras espécies do mesmo género (Rumex).
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terça-feira, 8 de junho de 2010

Junção (Cyperus eragrostis)


Junção (Cyperus eragrostis Lam.)
Originária da América do Sul, esta planta da família Cyperaceae, foi introduzida na Europa e também em Portugal, provavelmente, para fins ornamentais, dado que é frequente encontrá-la a desempenhar essa finalidade em parques e jardins. Encontra-se naturalizada em Portugal, surgindo espontânea em relvados e em terrenos húmidos. Embora naturalizada, não deixa de lhe ser atribuído potencial invasor.
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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Hipericão ( Hypericum perforatum)

 (A planta)

(A flor)

Planta da família Clusiaceae, o Hipericão (Hypericum perforatum L.) também designado por Erva-de-são-joão e Milfurada, é originário da Europa, Ásia e Norte de África, tendo sido introduzido na América do Norte, onde se encontra naturalizado. Em Portugal distribui-se por todo o território, onde ocorre, principalmente, em terrenos incultos, desenvolvendo-se mesmo em terrenos com pouca humidade. É também frequente encontrar-se à beira dos caminhos. Floresce de Maio a Outubro.
É usado em fitoterapia, sendo indicado no tratamento de situações de ansiedade, depressão e agitação, bem como no tratamento exterior de queimaduras ligeiras e de mialgias.
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domingo, 6 de junho de 2010

Bico-de-pomba-menor (Geranium molle)


(Foto 1: Aspecto geral)

(Foto 2: Folhas - pormenor)

(Foto 3:  Flor - pormenor)
Designada entre nós por Bico-de-pomba-menor, esta planta da família Geraniaceae, com a designação científica de Geranium molle L., é originária da Europa e da Ásia, tendo sido introduzida na América do Norte, onde, nalgumas regiões, é actualmente considerada planta daninha.
É uma planta vulgar em Portugal, onde se distribui por todo o território, encontrando-se com frequência à beira dos caminhos (v. foto 1). Tal facto é tão vulgar que a planta até é designada em Espanha por  Geranio de los caminos. Normalmente encontra-se associada a outras plantas do mesmo género (Geranium), e designadamente ao Geranium rotundifolium, do qual nem sempre é fácil distingui-la, pois as folhas das  duas plantas apresentam claras semelhanças. Dissemelhantes são, no entanto, as flores, pois as pétalas da flor do Geranium rotundifolium não apresentam o entalhe profundo das pétalas da flor do Geranium molle.
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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Queiró (Erica umbellata)

(Aspecto geral)

(Flores - pormenor)
Respondendo pelos nomes de Queiró, Queiroga, Torga e Urze, esta planta da família Ericaceae (com a designação científica de Erica umbellata Loefl. ex L.; sinErica umbellata L. subsp. major (Willk.) P. Silva et Teles;  Erica umbellata L. var. subcampanulata Benth. )  distribui-se pela metade ocidental a Península Ibérica e pelo Noroeste de África.
Vê-la feliz, é nas encostas pouco húmidas, ou mesmo áridas, de solos predominantemente xistosos, mesmo que aí tenha que sofrer a concorrênca de outros arbustos (como a esteva, a carqueja ou os tojos) ou mesmo de árvores, como os pinheiros e eucaliptos.
Floresce de Março a Agosto.
(Local e data: Troviscal - Sertã; 19-Maio-2010)
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terça-feira, 1 de junho de 2010

Aipo-dos-cavalos (Smyrnium olusatrum)

(Aspecto antes da floração)

(Durante a floração)

(Pormenor da folha)

(Inflorescência)

O Aipo-dos-cavalos, ou Salsa-de-cavalo (Smyrnium olusatrum L.) é uma planta da família Apiaceae, originária da Europa meridional (Grécia, Itália, França, Portugal, Espanha e países da ex-Jugoslávia) do Norte de África (Marrocos, Argélia e Tunísia) e da Ásia (Turquia, Chipre, Israel, Líbano e Síria) (Fonte).
A planta encontra-se, no entanto, mais amplamente difundida, até porque é usada como planta ornamental. Como planta espontânea desenvolve-se sobretudo em relvados húmidos e à beira de caminhos onde haja alguma humidade. Estão neste último caso as plantas fotografadas.
Ao que parece, a sua designação, em vernáculo, fica a dever-se ao facto de ser muito apreciada, enquanto alimento, pelos cavalos (Fonte).
Para além da sua utilização como planta ornamental e como alimento para animais, as folhas jovens e os rebentos também podem ser usados como legumes e como aromatizantes na alimentação humana (Fonte).
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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Abrótea-fina (Asphodelus fistulosus)

(Aspecto geral)

(Folhas em roseta basal)


(Ramos com flores e frutos imaturos)

(Flor - pormenor)
Planta da família Asphodelaceae, a Abrótea-fina (Asphodelus fistulosus L.) se bem que originária da Região Mediterrânica, tem a sua distribuição alargada a outras regiões onde foi introduzida principalmente para fins ornamentais. Tão bem se adaptou nalgumas regiões como a Califórnia, Arizona, Novo México e Texas que já é considerada nos Estados Unidos como planta invasora (Fonte). Em Portugal, floresce entre Março e Junho.
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sábado, 29 de maio de 2010

Penachos - Erva-toira (Orobanche crenata)




Designação vulgar: Penachos, ou Brincalheta. Também é designada por Erva-toira, nome comum a outras espécies do género Orobanche;
Designação científica: Orobanche crenata Forssk.;
Família: Orobanchaceae;
Distribuição: Sul da Europa, Norte de África e Sudoeste da Ásia, não se excluindo a eventualidade de ter sido introduzida noutras regiões;
Plantas hospedeiras: Como é sabido, as plantas do género Orobanche não possuem clorofila, pelo que para se alimentarem e se desenvolverem são forçadas a parasitar outras plantas (as hospedeiras). No caso da Orobanche crenata é voz comum que as plantas por ela parasitadas são geralmente leguminosas.
(Local e data: Terras da Costa - Costa da Caparica; Maio-2010)
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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Fel-da-terra (Centaurium erythraea)

(Aspecto geral da planta)

(Flores)
Designação comum: Fel-da-terra, ou Fel-do-mato;
Designação científica: Centaurium erythraea Rafn ssp.grandiflorum (Biv.) Melderis; sin. : Erythraea centaurium (L.) Pers. var grandiflora (Biv.) Pérez Lara;
Família: Gentianaceae;
Distribuição: Sudoeste da Europa e Açores;
Habitat: terrenos incultos e matagais;
Fitoterapia: Uso recomendado para casos de perda de apetite e dispepsia;
Nota: Há dias, num comentário a este "post", a Anabela confessava-se intrigada  com os nomes vulgares que se dão às plantas, sentimento que também partilho. Desta vez, porém, encontrei a razão para o nome atribuído a esta. A explicação, neste caso, é simples: "De aspecto elegante, sorridente e atraente, esta pequena herbácea tem um sabor de tal forma amargo que a cultura popular assim a nomeou há tempos idos que já ninguém sabe datar. Uma simples pétala na ponta da língua em segundos faz transparecer uma feia careta no rosto do incauto ou aventureiro. E pior - esse amargo demora tempo a passar e não sai com água!
Eu confesso que a não provei.
(Local e data: Plataforma superior da Arriba Fóssil - Costa da Caparica; 17-Maio-2010)
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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Tanchagem-maior (Plantago major)


(A planta)

(Folha)

A Tanchagem-maior, ou Tanchagem-de-folha-larga (Plantago major L.) é uma planta da família Plantaginaceae, nativa das regiões temperadas da Europa e Ásia e do Norte de África, mas naturalizada em muitas outras regiões do mundo. Em Portugal distribui-se por quase todo o território, encontrando-se com maior frequência em terrenos e relvados húmidos e à beira dos caminhos.
É empregue em fitoterapia, sendo principalmente indicada para inflamações da pele e das mucosas da boca e garganta.
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terça-feira, 25 de maio de 2010

Erva-montã - Pulicaria odora

(Aspecto geral da planta)

(Folhas da base)

(Ramo floral)

(Flor)
Planta da família Asteraceae, a Erva-montã, ou Montã [Pulicaria odora (L.) Rchb. sin: Inula odora L.] distribui-se por toda a Região Mediterrânica, em terrenos incultos e matagais abertos. Em Portugal distribui-se por quase todo o território, embora de forma não contínua.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Aquilégia (Aquilegia vulgaris)


(A planta)

(Folhas da base)

(A flor)

(A flor noutra perspectiva)

(O fruto)
A Aquilégia (Aquilegia vulgaris L.) também designada pelos nomes comuns de Columbina, Erva-pombinha, Luvas-de-nossa-senhora e Viúvas, é uma planta da família Ranunculaceae, nativa das zonas temperadas da Europa e da Ásia. Não obstante incluir na sua designação científica o qualificativo vulgaris, a meu ver, não é uma planta que se encontre, com frequência, em estado selvagem. Por mim falo que, tanto quanto me recordo, não a devo ter avistado mais que duas vezes e sempre no mesmo local (junto do leito de cheia da Ribeira da Sertã, freguesia do Troviscal - Sertã). É cultivada como planta ornamental, quer nas regiões de origem, quer noutras paragens.
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sábado, 22 de maio de 2010

Douradinha (Asplenium ceterach)

[Douradinha (Asplenium ceterach L). sin: Ceterach officinarum DC.; Ceterach officinarum Willd. subsp. officinarum; Ceterach vulgare Samp.]
Também designada por DoiradinhaErva-dourada e Erva-de-ouro, esta planta da família Aspleniaceae, distribui-se pela Europa Central e Ocidental, pelas regiões temperadas da Ásia e pelas ilhas da Macaronésia.
Em Portugal ocorre por todo o território, mas não se pode dizer que seja uma planta muito vulgar, surgindo apenas em muros e rochas que conservem suficiente humidade para a planta se desenvolver.
Não dispondo de flores, as plantas desta família recorrem a outro método de reprodução que não está ao alcance dum simples amador descrever. Remeto, por isso, o leitor para quem o faz com brilho e com conhecimento de causa.
(Local e data: Troviscal - Sertã; 19-Maio-2010)
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domingo, 16 de maio de 2010

Escamónia-de-montepellier (Cynanchum acutum)


Designada vulgarmente por Escamónia-de-montepellier (Cynanchum acutum L.) esta planta da família Asclepiadaceae, distribui-se pelo  Sul da Europa,  Norte de África e por várias regiões da Ásia. Ocorre também em Portugal, embora não seja muito vulgar. Prefere terrenos com alguma humidade e solos areno-argilosos. Floresce de Junho a Setembro.
(Local e data: Terras da Costa - Costa da Caparica; 02-Agosto-2009)
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Tremoceiro-amarelo (Lupinus luteus)

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O Tremoceiro-amarelo (Lupinus luteus L.) também designado por Tremocilha é uma planta da família Fabaceae, nativa da parte ocidental da Região Mediterrânica, mas cultivada, actualmente, noutras regiões do globo, como planta forrageira. Nalguns países, como a Austrália, onde foi introduzida, com esta finalidade, não só se adaptou perfeitamente nalgumas regiões, como é já considerada planta invasora.   Em Portugal, surge espontâneo por quase todo o território. Nesta altura do ano, podem encontrar-se, sobretudo em terrenos incultos com solos arenosos, extensões, mais ou menos amplas, pintadas com o amarelo das suas flores.