segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Euphorbia dulcis




Euphorbia dulcis L.
Planta perene, rizomatosa; caules com 27 a 40 cm, erectos ou ascendentes, em geral solitários, com 3 a 9 ramos laterais férteis; folhas curtamente pecioladas, pouco consistentes, elípticas ou obovadas; pleiocásio com 3 a 6 raios, compridos (com 3 a 5 cm), delgados, bifurcados até 3 vezes; ciátio com nectários sem apêndices, verde-amarelados na ântese, purpúreos depois; fruto subesférico, glabro, sulcado, com lóculos arredondados, com verrugas no dorso.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: Centro, Oeste e Norte da Europa.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, circunscrita às regiões a norte do Tejo e à serra de S. Mamede, no Alto Alentejo. Inexistente quer no arquipélago da Madeira, quer no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: prados húmidos, na orla e sob coberto de bosques caducifólios, por vezes, na proximidade de pequenos cursos de água, a altitudes até 1500m. Indiferente à natureza do solo.
Floração: de Abril a Julho. 
(Avistamento: Serra da Lousã; 25 - Junho - 2021)
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sábado, 4 de setembro de 2021

Ervas-novas-do-arroz (Heteranthera reniformis)






 Ervas-novas-do-arroz *(Heteranthera reniformis Ruiz & Pav.)
Planta perene com caules procumbentes, com 6 a 80 cm, ramificados, radicantes nos nós; folhas com limbo reniforme e pecíolo glabro; inflorescência com 2 a 8 flores dispostas em espiga; flores cosmógamas, com perianto branco com 6 lóbulos, 5 orientados para cima e 1 para baixo, apresentando o superior central uma mancha amarela ou esverdeada; fruto constituído por uma cápsula fusiforme.
Tipo biológico: hidrófito;
Família: Pontederiaceae;
Distribuição: planta originária da América do Sul e Central e das regiões subtropicais e temperadas dos Estados Unidos, na América do Norte. Introduzida e naturalizada na Europa (Portugal, Espanha e Itália).
Em Portugal, por enquanto, parece limitada  às bacias hidrográficas do Mondego e do Tejo, mas, dadas as características que apresenta, não me surpreenderia se vier a expandir-se, a curto prazo,  para outras bacias hidrográficas com correntes lentas.
Ecologia/habitat:  águas paradas ou com pouco movimento, eutróficas, frequentemente em arrozais, a altitudes até 400m.
Floração: de Junho a Outubro.
* Outros nomes comuns: Espiga-azul-da-folha-redonda; Espiga-azul-do-arroz; Falsas-alismas (fonte). No Brasil: Agrião-do-Brejo; Águapé-mirim, Pavoa, Hortelã-do-brejo.
(Avistamentos: vale dos rios Sor e Sorraia; Agosto e Setembro - 2021)
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quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Joina-das-searas (Tanacetum annuum)









 Joina-das-searas (Tanacetum annuum L.*)
Planta anual, pubescente, com caule erecto, ramificado na parte superior, podendo atingir até 60cm; ramos laterais erecto-patentes que podem ultrapassar em comprimento o eixo principal; folhas pubescentes, sésseis; as inferiores: penatissectas, bi-penatissectas ou com limbo trilobado, com segmentos lineares; as superiores, por vezes, inteiras, lineares; flores amarelas tubulares, diminutas com corola com 4 ou 5 lóbulos, dispostas em capítulos de reduzida dimensão (4 a 5 mm de diâmetro) agrupados em glomérulos terminais, densos, reunindo até 30 capítulos; frutos (aquénios) com 1,5 a 2 mm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Asteraceae (Compositae);
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental (Península Ibérica, França e Marrocos).
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e, atendendo ao número de ocorrências registadas no portal da SPBotânica (Flora.on), parece poder concluir-se que não é muito comum, visto que apenas são registados avistamentos no Algarve e na Estremadura.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem, eventualmente em locais com encharcamento temporário, com frequência em solos argilosos.
Floração: de Agosto a Novembro.
*Sinonímia: Vogtia annua (L.) Oberpr. & Sonboli; Balsamita annua (L.) DC.; Balsamita multifida Clemente; Chrysanthemum annuum (L.) Hayek ex P.Fourn.
[Avistamento: Serra de S. Luís (Arrábida); Julho/Agosto; 2021]
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sábado, 28 de agosto de 2021

Hymenocarpos hamosus







Hymenocarpos hamosus (Desf.) Vis.*
Erva anual, ramificada a partir da base, com caules (em geral com 20 a 50 cm) erectos ou ascendentes; folhas basais com 3 a 5 folíolos, sendo o terminal maior que os restantes; as caulinares com 7 a 11 folíolos inteiros, elípticos ou oblongos; flores sésseis, com corola de cor amarelo-alaranjada, pouco mais comprida que o cálice, agrupadas (12 a 25) em glomérulos com pedúnculos com comprimento até 6 cm, igual ou inferior ao das folhas correspondentes; frutos glabros, em forma de gancho (hamosos); sementes reniformes, acastanhadas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Sudoeste da Península Ibérica e Norte de África (Marrocos, Argélia e Tunísia).
Em Portugal ocorre no território do Continente e circunscrita ao Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Baixa. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: dunas e areais costeiros; pastagens anuais, sobretudo em solos arenosos, a altitudes até 400m.
Floração: de Março a Junho.
* Sinonímia: Anthyllis hamosa Desf. (basónimo).
[Locais e datas: Amora (Seixal); 12 - Maio - 2021 (as 5 primeiras fotos) bejos de Azeitão (Setúbal); 10 - Maio - 2015 (as 2 últimas)]
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terça-feira, 24 de agosto de 2021

Verbesina (Eclipta prostrata)






Verbesina [Eclipta prostrata (L.) L.*]
Erva anual, áspera ao toque, com revestimento de pêlos curtos, antrorsos; caules prostrados, ascendentes ou erectos, eventualmente enraizantes nos nós, ramificados a partir da base, podendo atingir até 70 cm; folhas oblongas, lanceoladas, ou elípticas, acuminadas, sésseis ou curtamente pecioladas, com margens levemente serrilhadas, com pilosidade nas duas páginas; flores hermafroditas, agrupadas em capítulos pedunculados, terminais ou axilares, brancas e liguladas as exteriores, tubulares as do disco; frutos (aquénios) trígonos (os exteriores) ou tetrágonos (os interiores), uns e outros desprovidos de papilho.
Tipo biológico: terófito.
Família: Asteraceae (Compositae);
Distribuição: originária da Ásia, mas actualmente naturalizada nas regiões tropicais e temperadas quentes em redor de todo o globo, sendo frequentemente considerada como erva daninha.
Em Portugal ocorre, enquanto espécie introduzida, no território do Continente, embora não na sua totalidade.
Ecologia/habitat: margens e leitos de cheia de cursos de água, valas, lagoas, campos agrícolas irrigados e noutros locais húmidos, a altitudes até 1500m.
Floração: em Portugal decorre com maior intensidade de Junho a Novembro.
* SinonímiaVerbesina prostrata L. (Basónimo); Eclipta alba (L.) Hassk.
(Avistamento: rio Sorraia (Coruche); 4 - Agosto - 2021)
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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Erva-pessegueira (Polygonum persicaria)






Erva-pessegueira * (Polygonum persicaria L.)
Erva anual com caules erectos ou ascendentes, em geral ramificados, com 30 a 70 cm; folhas alternas, lanceoladas, quase sésseis,  inteiras, ciliadas, glabras, ou com alguma pilosidade na página inferior, apresentando, com frequência, uma mancha escura na página superior; ócreas aplicadas ao caule, fimbriadas no ápice; inflorescências espiciformes, densas, aproximadamente cilíndricas.
Tipo biológico: terófito;
Família:  Polygonaceae;
Distribuição: planta cosmopolita, presente em todos os continentes.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, quer ao longo de todo o território do Continente, quer no arquipélago da Madeira. Presente também no arquipélago dos Açores, mas como espécie introduzida. 
Ecologia/habitat: locais com algum grau de humidade permanente, como margens de cursos de água, valas, relvados húmidos; terrenos agrícolas de culturas de regadio, a altitudes até 1500m.
Floração: de Maio a Novembro.
* Outros nomes comuns: Erva-das-pulgas; Erva-pulgueira; Persicária; Persicária-vulgar; Pessegueira; Pesseguelha; Cristas.
[Avistamento: Costa da Caparica (Almada); 22 - Agosto - 2021]
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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Funcho (Foeniculum vulgare)

 








Funcho * (Foeniculum vulgare Mill.)
Planta perene com 50 a 250 cm; caules erectos, estriados, sólidos, glaucos, glabros; folhas caulinares médias e basais (estas caducas precocemente) de contorno triangular, pecioladas, glabras, multipenatissectas (3 ou 4 vezes) com segmentos de última ordem lineares; as superiores reduzidas a um pequeno apêndice, menor que a baínha; flores com pétalas amarelas, incurvadas, homogéneas, agrupadas em umbelas compostas, terminais e laterais, com 4 a 44 raios desiguais, glabros; umbélulas com 12 a 40 raios, também desiguais e glabros; frutos ovóides, glabros.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia. Introduzido, cultivado e naturalizado noutras regiões do globo, como a América (do Norte, do Sul e Central) e o Japão.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone em todo o território do Continente e no arquipélago da Madeira. Como espécie introduzida está também presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta ruderal frequente em bermas de estradas e caminhos, terrenos cultivados ou em pousio e baldios, a altitudes até 1200m.
Floração; de Abril a Novembro.
Observação: planta muito aromática, tem aplicações várias, quer em culinária, quer em fitoterapia. 
* Outros nomes comuns: Erva-doce; Fiolho; Funcho-amargo; Funcho-bravo; Funcho-doce; Funcho-hortense; Funcho-de-Florença.

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Junça (Bolboschoenus glaucus)






Junça [Bolboschoenus glaucus (Lam.) S.G.Sm.]
Erva perene, rizomatosa. Rizoma com 4 mm de diâmetro e cormos com 6 a 13 mm de diâmetro; caules triangulares,  verdes ou glaucos, com 45 a 100 cm; inflorescência formada por uma antela, em geral, simples ou, por excepção, ramificada uma só vez, composta por 6 a 53 espiguetas agrupadas, a maioria delas, em 2 a 7 fascículos pedunculados, cada um com 1 a 11 espiguetas, contendo estas desde 14 a  64 flores.
Tipo biológico: geófito;
Família: Cyperaceae
Distribuição: planta cosmopolita nativa da Ásia, Europa e África. Introduzida e naturalizada na América do Norte.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, encontrando-se, aparentemente, confinada ao Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: margens de cursos de água e outras zonas húmidas, designadamente na proximidade de superfícies de água doce, a altitudes até 1000m.
Floração: de Abril a Outubro.
[Avistamento: rio Sorraia (Coruche); 4 - Agosto - 2021]
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