segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Espadana-dos-montes (Gladiolus communis)

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 Espadana-dos-montes * (Gladiolus communis L.**)
Erva perene, bulbosa, glabra, com 25 a 90 cm. Bolbo com 1 a 3 cm de diâmetro, coberto com túnica formada por fibras finas e paralelas, dispondo-se estas em forma de rede na parte superior; folhas ensiformes que, por via de regra, não alcançam a base da inflorescência, só atingindo as flores inferiores em casos raros; inflorescência especiforme, em geral, simples e unilateral, normalmente com 6 a 10 flores;  perianto purpúreo; tépalas (6) elípticas ou obovadas, as 3 superiores sem manchas; as 3 inferiores com mancha central esbranquiçada, elíptica,  mais estreita na tépala central do que nas 2 laterais; anteras amarelas, com comprimento, em geral, inferior ao do respectivo filamento; fruto (cápsula) obovado, mais comprido que largo; sementes comprimidas com uma asa membranácea.
Tipo biológico: geófito;
Família: Iridaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em todo o território do Continente. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: clareiras de matos; relvados e pastagens em terrenos secos, com frequência pedregosos, ensolarados, a altitudes até 1500 m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Bordões-de-São-José; Calças-de-cuco; Espadana-bulbosa; Estoque; Gladíolo; Palmas-de-Santa-Rita.
*Sinónimos: Gladiolus illyricus W.D.J. Koch.; Gladiolus reuteri Boiss. in Boiss & Reut.; Gladiolus illyricus subsp. reuteri (Boiss.) K.Richt.
[Avistamentos: concelho de Silves; 8 - Março - 2016 (foto 6); Serra de Montejunto; 17 - Maio - 2016 (fotos 2, 3 e 5); Arriba Fóssil (Costa da Caparica); 8 - Maio - 2021 (fotos restantes)

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Lepídio (Lepidium heterophyllum)





Lepídio (Lepidium heterophyllum Benth.)

Erva perene, com rizoma um tanto lenhoso, com revestimento de pêlos curtos e algo ásperos. Caules erectos ou decumbentes com 15 a 45 cm.; folhas basais, pecioladas, subglabras, dispostas em roseta; as caulinares, amplexicaules, triangular-ovadas; flores com pétalas claramente unguiculadas, brancas, agrupadas em inflorescências em cachos densos na ântese e menos densos na frutificação; frutos elípticos alados no terço superior e ligeiramente emarginados no ápice.
Tipo biológico: hemicriptófito
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: planta nativa do Centro e Oeste da Europa. Introduzida no Norte da Europa, na América do Norte e Nova Zelândia.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em quase todo o território do Continente, sendo, no entanto, bem mais comum nas regiões a Norte do rio Tejo do que nas regiões a Sul do Tejo. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: pastagens, valas e taludes, preferentemente em zonas de montanha e em solos siliciosos, a altitudes até 2200m.
Floração: de Março a Julho.

terça-feira, 27 de julho de 2021

Salsinha-de-cabeça-rente (Torilis nodosa)




Salsinha-de-cabeça-rente  [Torilis nodosa (L.) Gaertn.*]
Erva anual, procumbente ou decumbente. Caules ramificados, com 20 a 50 cm, revestidos com pêlos híspidos, retrorsos; folhas multipenatissectas (2 ou 3 vezes) com divisões de última ordem ovadas, hispídulas ou subglabras; flores hermafroditas, sésseis, com pétalas brancas ou rosadas, agrupadas em inflorescências com 1 a 2 cm de diâmetro, curtamente pedunculadas, dispostas em oposição às folhas; frutos elipsóides ou ovóides.
Tipo biológico: terófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Centro e Oeste da Europa; Sudoeste da Ásia; Noroeste da África e Macaronésia.
Em Portugal ocorre como planta autóctone, quer no território do Continente, quer no arquipélago da Madeira e como exótica no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta ruderal, presente na orla de terrenos cultivados, incultos ou em pousio, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1300.
Floração: de Março a Junho.
*Sinonímia: Tordilium nodosum L. (Basónimo)
(Local e data do avistamento: Condeixa; 9 - Junho - 2016)
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sexta-feira, 9 de julho de 2021

Cardo-italiano (Carduus pycnocephalus)


Cardo-italiano ou Cardo-asnil (Carduus pycnocephalus L.)
Erva anual, eventualmente bienal, espinhosa, com revestimento de pelos unicelulares e pluricelulares; caules erectos, simples ou ramificados na parte superior, folhosos, com revestimento de espinhos, podendo atingir até 130cm; folhas sésseis, decurrentes; flores com corola rosado-purpúrea ou branca agrupadas em capítulos curtamente pedunculados (com pedúnculos áfilos, branco-tomentosos, com até 45mm de comprimento) solítários ou em grupos de 2 a 4.
Tipo biológico: terófito;
Família: Asteraceae (Compositae);
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia (Madeira e Canárias). Introduzida em várias regiões do globo, sendo considerada como erva daninha em algumas delas, como é o caso da Califórnia.
Em Portugal ocorre como planta autóctone, quer no Continente (Alto Alentejo, Estremadura, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes), quer no arquipélago da Madeira. Inexistente no arquipélago dos Açores. 
Ecologia/habitat: planta ruderal e nitrófila ocorre em terrenos relvados, frequentemente perturbados, a altitudes até 1300.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamentos: Alqueidão (Sobral de Monte Agraço); 2 - Junho - 2014 (fotos 1 e 2); Serra da Marofa (Figueira de Castelo Rodrigo); 27 - Maio - 2014 (foto 3)]

sábado, 3 de julho de 2021

Erva-de-Santa-Bárbara (Barbarea vulgaris)







Erva-de-Santa-Bárbara * (Barbarea vulgaris R.Br. **)
Planta bienal ou perene de vida curta, glabra, com 30 a 100cm. Caules erectos, ramificados pelo menos no terço superior; folhas basais e médias longamente pecioladas, lirado-penatissectas, com 2 a 4 pares de segmentos laterais e um segmento terminal muito maior que os laterais; as caulinares superiores sésseis, auriculadas, irregularmente fendidas ou dentadas; flores com (4) pétalas tingidas de amarelo dourado, agrupadas em inflorescência em cacho, denso na ântese e com 10 a 35 cm na frutificação; pedicelos, erecto-patentes, mais estreitos que os frutos, com 3 a 4 mm de comprimento;  frutos erectos ou erecto-patentes, com secção aproximadamente tetragonal, atenuada no ápice. 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: espécie nativa da Europa e Ásia. Naturalizada na  África, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia.
Em Portugal encontra-se apenas no território do Continente não sendo, aparentemente, muito comum.  Ocorrência circunscrita ao Alto Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: locais húmidos e sombrios, nas margens de cursos de água, em taludes e prados, em solos siliciosos ou calcários, a altitudes até 1200m.
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Erva-carpinteira; Erva-dos-carpinteiros;
**Sinonímia: Erysimum barbarea L. (Basónimo)
Nota: planta a que são atribuídas propriedades fitoterápicas: macerada com azeite é usada no tratamento de feridas. Como infusão é considerada diurética e estimulante do apetite. 
Alegadamente, as folhas podem ser usadas em saladas.
[Avistamento: concelho de Vimioso (Trás-os-Montes); 1 - Junho - 2018]
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sexta-feira, 25 de junho de 2021

Limonium virgatum







Limonium virgatum (Willd.) Fourr.
Planta perene, multicaule, glabra; cepa com folhas em disposição densa; escapos com 10 a 50 cm, erectos ou ascendentes.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Plumbaginaceae;
Distribuição:  Região Mediterrânica.
Em Portugal encontra-se apenas no território do Continente e com ocorrência limitada ao Algarve, Baixo Alentejo e Estremadura.
Ecologia/habitat: arribas, rochedos e areias litorais.
Floração: de Abril a Setembro.
Sinonímia: Statice virgata Willd. (Basónimo)
(Local e data: Sesimbra, 7 - Junho - 2021)
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sexta-feira, 18 de junho de 2021

Leucanthemopsis flaveola

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Leucanthemopsis flaveola (Hoffmanns. & Link) Heywood
Planta perene (tipo biológico: caméfito) da família Asteraceae (Compositae).
Distribuição: Planta endémica da Península Ibérica.
A sua ocorrência em Portugal, obviamente circunscrita ao território do Continente, dado tratar-se de um endemismo ibérico, está limitada a regiões situadas a norte do Tejo (Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de matos, bermas de estradas e caminhos, em terrenos pedregosos e rochosos, com frequência de origem granítica, a altitudes desde 100 a 1400m.
Floração: de Março a Julho.
Subespécies: socorro-me, neste ponto e uma vez mais, do saber do Paulo Araújo que, em mais um dos  excelentes textos publicados no Dias com árvores, nos esclarece que "João do Amaral Franco, no vol. II da Nova Flora de Portugal, propõe duas subespécies (subsp. flaveola e subsp. alpestris) que se diferenciariam apenas (e pouco) pelo tamanho, mas [que] é improvável que essa distinção taxonómica seja acolhida pela Flora Ibérica".
Sinonímia: Pyrethrum flaveolum Hoffmanns. & Link (Basónimo)
[Avistamentos: Coentral (Castanheira de Pera); 12 - Maio - 2013 (fotos 1, 2 e 4); Foios (Sabugal); 16 - Junho - 2013 (foto 5); Penha Garcia (Idanha-a-Nova) 7 - Abril - 2016 ( foto 4)].
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sábado, 5 de junho de 2021

Erva-da-moda (Galinsoga parviflora)





Erva-da-moda ou Picão (Galinsoga parviflora Cav.)
Erva anual com caule, em geral, muito ramificado que pode atingir até 80cm; folhas de ovadas a lanceoladas, com margens serradas; as inferiores pecioladas; as superiores, sésseis; inflorescência em capítulos subglobosos com 4 a 7 mm de diâmetro agrupando 5 ou 6 flores externas (com lígulas brancas tridentadas, quase tão compridas quanto largas) e as flores tubulares amarelas do disco; frutos (cipselas) com pêlos curtos.
Tipo biológico: terófito
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição: Planta originária da América do Sul, ocorre em Portugal, quer no território do Continente, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, como espécie exótica.
Ecologia/habitat: locais ruderalizados (bermas de estradas e caminhos; ruas, praças e outros espaços no interior de povoações); campos agrícolas, em particular se de regadio, onde se comporta como infestante.
Floração: ao longo de todo o ano, mas com maior intensidade nos meses de Maio a Setembro.
Observação: em Portugal tem o estatuto de espécie invasora ( anexo I do Decreto-Lei n° 565/99, de 21 Dezembro)
[Local e data do avistamento: Costa da Caparica (Almada); 3 - Junho - 2021]
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quarta-feira, 2 de junho de 2021

Armeria pinifolia








Armeria pinifolia (Brot.) Hoffmanns. & Link
Planta herbácea perene com cepa pouco ramificada; escapos com 30 a 50 cm, pubérulos; folhas (com 50 a 90mm) homomorfas, filiformes, pubérulas; flores (com cálice com aristas em geral iguais ou maiores que os lóbulos e corola de branca a rosada) agrupadas em glomérulos protegidos por invólucros com 17 a 25 mm de diâmetro, formados por 18 a 24 brácteas involucrais de cor canela ou acastanhada clara, pubescentes ou pubérulas, dispostas em escama, crescendo em tamanho do exterior para o interior.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Plumbaginaceae;
Distribuição: planta endémica de Portugal Continental (LU) com ocorrência circunscrita ao Ribatejo, Estremadura, Baixo Alentejo e  Algarve (Aljezur).
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de matos e pinhais próximos do litoral, em solos arenosos, a altitudes até 150 m.
Floração: de Abril a Junho.
Sinonímia: Statice pinifolia Brot. (Basónimo)
Estatuto de conservação da espécie: incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental na categoria IUCN de "Vulnerável".
(Local e data: Fernão Ferro (Seixal) - Maio - 2021)
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