segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Lomelosia stellata


(1)

(2)

(3)

(4) 

(5) 

(6)
 
(7)

(8)
 Lomelosia stellata (L.) Raf. *
Erva anual com 5 a 40 cm; caules erectos, geralmente simples, por vezes ramificados na base.
Apresenta evidentes semelhanças com congénere Lomelosia simplex. Têm, no entanto, características facilmente observáveis que permitem distingui-las com toda a segurança. Nota-se, desde logo, que a L. stellata possui, em geral, dimensões bem mais modestas que a congénere, pois esta pode alçar-se até aos 70cm. Todavia, decisivas na identificação são as características apontadas pelo portal da SPBotânica (Flora.on): as brácteas do capítulo são inteiras na L. simplex, enquanto que na L. stellata, algumas, pelo menos, apresentam-se profundamente divididas; na L. stellata as aristas ultrapassam largamente a coroa, ao passo que, na congénere, as aristas são bastante mais curtas, pois, ou nem sequer vão além da coroa ou ultrapassam-na apenas ligeiramente.
Tipo biológico: terófito:
FamíliaDipsacaceae;
Distribuição: Sudoeste da Europa; Norte de África.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, estando a sua presença limitada ao Algarve, Alto e Baixo Alentejo (presença confirmada por registos existentes no Portal Flora.on). A Flora Iberica dá-a outrossim como existente na Beira Baixa e em Trás-os-Montes e, dubitativamente, também na Beira Alta. Em qualquer caso, a espécie é, aparentemente, bastante rara, pois o Flora.on, não regista, por esta altura, mais que 7 avistamentos.
Ecologia/habitat: Terrenos baldios; clareiras de matos e  bosques, em solos calcários, argilosos ou gessosos, a altitudes até 1600m.
Floração: de Abril a Junho.
* Sinonímia: Scabiosa stellata L. (Basónimo)
[Local e datas: concelho de São Brás de Alportel (Algarve); 21 - Maio - 2016 (fotos 1 a 6); 21 - Maio - 2015 (Fotos 7 e 8)]
(Clicando nas imagens, amplia)

domingo, 14 de agosto de 2016

Recapitulando: Limoniastrum monopetalum



Limoniastrum monopetalum (L.) Boiss.
Família: Plumbaginaceae;
[Local e data: Sapal de Castro Marim (Algarve); 24  - Maio - 2016]

sábado, 13 de agosto de 2016

Titímalo-do-Algarve (Euphorbia clementei subsp. clementei)

(1)

(2)

(3)

(4)

(5)

(6)

(7)

(8)
Titímalo-do-Algarve [Euphorbia clementei subsp. clementei (Boiss.)]
Planta perene, rizomatosa, glabra, com caules lenhosos na base, erectos ou ascendentes, que podem atingir até 80 cm.
Tipo biológico: fanerófito; caméfito;
FamíliaEuphorbiaceae;
Distribuição: Península Ibérica e Norte de África (Marrocos, Argélia e Tunísia).
Em território português ocorre apenas na região do Algarve.
Ecologia/habitat: clareiras de matos, frequentemente em terrenos pedregosos de natureza calcária, a altitudes até aos 1000m.
Floração: de Abril a Julho.
[Local e data: Querença (Algarve); 11 - Março - 2016 (Fotos 6,7 e 8); 21 - Maio - 2016 (fotos restantes)]

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Recapitulando: Notobasis syriaca



 Notobasis syriaca (L.) Cass.
Família: Asteraceae / Compositae;
[Local e data: Pernes (Santarém); 3 - Junho - 2016]

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Alho-bravo (Allium sphaerocephalon)

 (1)

(2)

(3)

(4)

(5)

(6)
Alho-bravo (Allium sphaerocephalon L.)
Erva perene, bulbosa, com 1 bolbo globoso ou ovóide, acompanhado por 1 a 5 bulbilhos, caule com 20 a 70 cm, maçico, com secção circular; folhas (2 a 4) sésseis, lineares, dispostas na metade inferior do caule; flores (28 a 250) agrupadas em inflorescência aproximadamente esférica ou semiesférica, densa, protegida por espata com 2 segmentos quase iguais.
Esta espécie apresenta claras semelhanças com a congénere Allium pruinatum. Para distinguir as duas espécies o portal da SPBotânica (Flora.on) recomenda que se atente na posição dos estames: "incluídos no perianto" (A. pruinatum); "claramente salientes do perianto" (A. sphaerocephalon).
Tipo biológico: geófito;
FamíliaAmaryllidaceae
Distribuição: Centro e Sul da Europa e Noroeste de África (Marrocos)
Em Portugal encontra-se em todas as regiões do Continente.
Ecologia/habitat: prados, clareiras de matos e  bosques, dunas e, em geral, em  locais secos, rochosos e/ou pedregosos, a altitudes até 2500 m.
Floração: de Maio a Agosto.
[Locais e datas: Perais (Vila Velha de Ródão); 12 - Junho - 2016 (fotos 1 e 2); Folques (Arganil); 8 - Junho - 2016 (foto 3); Casmilo (Condeixa); 1 - Julho - 2016 (foto 4); Serra de Montejunto; 30 -Junho - 2016 (fotos 5 e 6)]

sábado, 6 de agosto de 2016

Flores na praia: Erva-pinheira (Sedum sediforme)






 Erva-pinheira [Sedum sediforme (Jacq.) Pau]
Família: Crassulaceae;
(Local e data: Praia da Fonte da Telha (Costa da Caparica); 3 - Agosto - 2016)

Endrão (Ridolfia segetum)



 




Endrão * [Ridolfia segetum (L.) Moris]
Erva anual, glabra, com 20 a 150cm; caules erectos, ramificados quase desde a base; folhas pecioladas, penatissectas, com segmentos de última ordem filiformes; flores com pétalas amarelas agrupadas em umbelas terminais e laterais, compostas por (8 a 56) umbélulas, cada uma com 15 a 36 flores.
Tipo biológico: terófito;
Família: ApiaceaeUmbelliferae ;
Distribuição: Sul da Europa, Norte de África, Anatólia, Líbano, Palestina e Canárias. 
Em Portugal ocorre como espécie autóctone no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral) e como planta introduzida no arquipélago dos Açores. 
Ecologia/habitat: pastagens, searas e outros campos agrícolas, cultivados ou em pousio, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 700m.
Floração: de Abril a Agosto.
*Outros nomes comuns: Andrage; Endro; Funcho-bastardo. 
[Local e data: Castro Marim (Algarve); 24 - Maio - 2016]

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Astragalus epiglottis



Astragalus epiglottis L.
Erva anual, com 4 a 25 cm; caules erectos ou ascendentes, escassamente ramificados, densamente pilosos.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica.
Em Portugal encontra-se apenas em algumas regiões do território do Continente (Algarve; Alto e Baixo Alentejo; e Estremadura).
Ecologia / habitat: pastagens pobres em terrenos preferentemente calcários, a altitudes até 1300m.
Floração: de Fevereiro a Maio.
(Local e data: S. Brás de Alportel (Algarve); 21 - Maio - 2016)

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Flores na praia: Tomilho-das-dunas (Thymus carnosus)






Tomilho-das-dunas ou Tomilho-carnudo (Thymus carnosus Boiss.)
Família: Lamiaceae / Labiatae;
(Local e data: Praia da Fonte da Telha (Costa da Caparica); 3 - Agosto - 2016)

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Lóios-ásperos (Centaurea aspera)




Lóios-ásperos (Centaurea aspera L.)
Erva perene, com raiz axonomorfa, multicaule, inerme, salvo nas brácteas do invólucro dos capítulos, com caules erectos, ascendentes ou decumbentes, por regra, muito ramificados, que podem atingir até cerca de 100cm; folhas com morfologia variada, mas todas não decurrentes, característica que, a par do número de espinhos dos apêndices das brácteas involucrais, permite facilmente distingui-la da Centaurea sphaerocephala subsp. lusitanica (Flora.on); flores agrupadas em capítulos terminais e solitários, com invólucro revestido por 5 ou 6 séries de brácteas imbricadas, apresentando as exteriores e as médias um apêndice apical espinhoso (as exteriores com 1 a 3 espinhos; e as médias  com 1 a 5, ou até 7, eventualmente).
Tipo biológico: hemicriptófito;  
Família: Asteraceae / Compositae;
Distribuição: Sul e Sudoeste da Europa (Portugal, Espanha, França e Itália); Noroeste de África (Argélia e Marrocos), mas presente, como espécie introduzida, em vários outros países europeus, bem como na América do Norte, Austrália e Canárias.
De acordo com  a Flora Iberica, ocorrem na Península Ibérica, três subespécies; a nominal (C. aspera aspera); a Centaurea aspera subsp. stenophylla e a Centaurea aspera subsp. scorpiurifolia. Das referidas três subespécies só ocorrem em Portugal, segundo a mesma fonte, as duas primeiras: a nominal, em grande parte do território do Continente (Algarve, Estremadura, Ribatejo, Beira Alta, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes); e a C. a. stenophylla circunscrita à região do Algarve.
Ecologia/habitat: clareiras de matos e pinhais, baldios, bermas de estradas e caminhos, em solos mais ou menos nitrificados, com preferência por substratos básicos, a altitudes até 1500m. 
Floração: centrada nos meses de Abril a Junho, podendo esporadicamente surgir noutros meses ao longo de quase todo o ano.
Nota: Segundo a já citada Flora Iberica, para o reconhecimento das 3 citadas subespécies, terá sido determinante a morfologia foliar, em particular a forma das folhas caulinares médias: penatipartidas ou penatissectas com 1 a 4 lóbulos, ou, se inteiras, com 2 a 5 mm de largura (C. a. aspera); em geral inteiras, lineares, filiformes com 2 mm de largura (C. a. stenophylla); em geral inteiras, lanceoladas, oblongo-lanceoladas ou elípticas com 5 a 20 mm de largura (C. a. scorpiurifolia). 
(Local e data: Ludo - Faro (Algarve); 22 - Maio - 2016)