quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Ervilhaca-brava-miúda (Vicia disperma)

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Ervilhaca-brava-miúda (Vicia disperma DC,)
Erva anual (tipo-biológico: terófito), trepadora, glabra ou pubescente; com caules que podem atingir cerca de 100cm; folhas penatissectas, com 4 a 10 pares de folíolos, terminando numa gavinha simples ou ramificada; flores lilás ou azuladas agrupadas (até 7 ) em inflorescências pedunculadas, axilares, com pedúnculo igual ou mais curto do que a folha axilante; frutos com 1 ou, no máximo, 2 sementes.
Família. Fabaceae;
Distribuição: Península Ibérica; Sul de França; Sul e Oeste de Itália; ilhas do Mediterrâneo Ocidental, Noroeste de África; e Macaronésia (Madeira, Açores e Canárias). 
Em Portugal está presente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira e praticamente em todo o território do Continente.
Ecologia/Habitat: pastagens e relvados, em solos siliciosos, a altitudes até 1250m.
Floração: de Março a Julho.
[Locais e datas: Serra de S. Mamede; 2 - Maio - 2014 (fotos 1, 2, 3 e 4); Serra de Alvelos; 28 - Abril - 2014 (fotos 5 e 6)]
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Labrêsto-de-flor-amarela (Brassica barrelieri)







Labrêsto-de-flor-amarela [Brassica barrelieri (L.) Janka] 
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Brassicaceae. Planta algo híspida com caules que podem atingir até 80cm; folhas com cerca de 20cm de comprimento, na sua maioria, dispostas em em roseta basal; flores com pétalas amarelas, agrupadas (16 a 40) em inflorescência em cacho; fruto com o rostro mais curto do que a porção valvar, característica que a distingue da sua congénere Brassica oxyrrhina (fonte).
Distribuição: Península Ibérica e Norte de África. Em Portugal distribui-se por todo o território do Continente. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: Pastagens, baldios, terrenos incultos ou em pousio, geralmente sobre solos arenosos, a altitudes até 1400m.
Floração: de Fevereiro a Junho.
(Local e data: Quinta da Machada - Barreiro; 21 - Fevereiro - 2014)

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Agulheta (Erodium botrys)






Agulheta [Erodium botrys (Cav.) Bertol.]
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Geraniaceae.
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia (Madeira e Canárias), naturalizada em vastas regiões do globo, incluindo Norte da Europa, Austrália; Nova Zelândia e Américas.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone em todo o território do Continente e no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat; terrenos cultivados, incultos e pousios, bermas de estradas e caminhos.
Floração: de Fevereiro a Julho.
(Local e data: Mata da Machada - Barreiro; 21 - Fevereiro - 2014)
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Phalacrocarpum oppositifolium











Phalacrocarpum oppositifolium (Brot.) Willk.*
Erva perene (tipo biológico: caméfito) da família Asteraceae. 
Planta tomentosa, algo lenhosa na base, com caules mais ou menos erectos, simples ou ramificados; folhas opostas (daí o qualificativo específico oppositifolium) penatifendidas ou penatissectas;  e flores agrupadas em capítulos terminais, solitários, as externas, femininas com lígulas, em geral, de cor branca.
Distribuição: Endemismo ibérico, com ocorrência limitada ao Noroeste peninsular. Em Portugal distribui-se pelo Norte e Centro do território do Continente.
Ecologia/habitat: afloramentos rochosos, bem como terrenos de pastagem e clareiras de matos em encostas pedregosas, em substrato granítico, a altitudes entre 400 e 1600m.  
Floração: de Abril a Agosto
*Sinonímia: Chrysanthemum oppositifolium Brot. (Basónimo); Chrysanthemum herminii Hoffmanns. et Link; Leucanthemum oppositifolium (Brot.) Samp.
(Local e datas: Serra da Estrela; 8 - Junho 2012; 14 - Maio - 2013)

domingo, 4 de janeiro de 2015

Senecio angulatus








Senecio angulatus L.f.
Planta originária da África do Sul, introduzida, como planta ornamental, na Austrália, Nova Zelândia e em vários países europeus, Portugal incluído, e naturalizada, se não em todos eles, pelo menos em alguns desses países, como parece ser o caso de Portugal.
Trata-se de um arbusto (tipo biológico: fanerófito) muito ramificado e compacto, com comportamento escandente. Caso encontre algum obstáculo (muro, sebe, ou árvore) que lhe sirva de suporte aproveita-o para trepar, podendo atingir até cerca de 6m de altura. Na falta de suporte, desenvolve-se alastrando os ramos pelo terreno circundante duma forma que chega a ser surpreendente pela rapidez, com evidente prejuízo para outras espécies que, impedidas com o avanço do S. angulatus de acederem à luz do sol, acabam por definhar e morrer.
Ecologia/habitat; Em Portugal surge geralmente, como espécie subespontânea. em terrenos abandonados, incultos, em baldios e na berma de caminhos, na proximidade de habitações. Em geral serão plantas escapadas de jardins existentes nas imediações, podendo ter origem quer nas sementes transportadas pelo vento, quer em resíduos de jardins despejados em terrenos baldios contendo caules que, posteriormente, ganharam raízes.
Floração: em Portugal a floração decorre em grande parte do ano e designadamente no Outono e Inverno.
(Local e data: Quinta da Corvina - Trafaria; 1 - Janeiro - 2015)
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Erva-confeiteira (Galium verrucosum subsp. verrucosum)





Erva-confeiteira, ou Raspa-língua (Galium verrucosum Huds. subsp. verrucosum)
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Rubiaceae, multicaule, com ramos ascendentes ou erectos que podem elevar-se até cerca de 50cm.
Diz a minha (fraca) experiência que nem sempre é fácil distinguir esta espécie de outras suas congéneres, visto que as múltiplas espécies do género Galium (só em Portugal ocorrem mais de 2 dezenas) apresentam com frequência largas semelhanças. Em todo o caso, os especialistas na matéria apontam algumas características que nos facilitam a tarefa da identificação. Destacaria:  as folhas com margens com 1 ou 2 filas de pequenos acúleos antrorsos (virados para cima); pedicelos lisos; frutos com papilas com ápice arredondado.
Distribuição: Sul da Europa; Sudoeste da Ásia; Norte de África;  Macaronésia (Madeira e Canárias). Em Portugal Continental encontra-se no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral e, supostamente, também na Beira Baixa e em Trás-os-Montes, sendo, porém, certo que o portal da SPBotânica (Flora.on)  não regista, nesta altura, nenhum avistamento nestas duas regiões.
Ecologia/habitat; prados e matagais degradados, campos de cultivo, bermas de estradas e caminhos, fendas de muros e fissuras de rochas, geralmente em substrato básico e pedregoso.  
Floração: de Dezembro a Julho;
(Local e data; Serra da Arrábida; 14 - Fevereiro - 2014)
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Ervilhaca-dos-campos (Lathyrus ochrus)

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Ervilhaca-dos-campos *[Lathyrus ochrus (L.) DC.]
Erva anual ou bienal (tipo biológico: terófito ou hemicriptófito) escandente, com caules alados, simples, ou ramificados desde a base, que podem atingir até 1.5 m;
Distribuição: Sul da Europa, desde a Península Ibérica até à Crimeia; Turquia e Próximo Oriente; Norte e Centro de África; e  Macaronésia (?).
Presente em Portugal, como espécie autóctone, no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral) e como espécie introduzida nos Açores e na Madeira.
Ecologia/habitat: relvados húmidos, sebes, orlas de campos de cultivo, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até aos 750m.
Floração: de Março a Junho.
*Outros nomes comuns: Chicharão-preto; Ervilha-de-campos.
[Locais e datas: Magoito - Sintra; 19 - Março - 2014 (fotos 1, 2, 3, 5, 6, 7 e 8); Azóia - Cabo Espichel; 23 - Abril - 2014 (Foto 4)]