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sábado, 23 de setembro de 2023

Crisosplénio (Chrysosplenium oppositifolium)




Crisosplénio (Chrysosplenium oppositifolium L.)
Erva perene, algo carnuda, tenra, verde-brilhante, com 5 a 15 cm. Caules com alguma pilosidade dispersa, decumbentes, enraizantes nos nós, mas ascendentes os floríferos; folhas opostas, pecioladas, com pecíolo mais curto que a lâmina, apresentado-se esta com margem crenada/dentada, ou quase inteira, glabra ou com pilosidade escassa; flores verde-amareladas, hermafroditas, tetrâmeras, sem corola, mas com cálice com 3 a 4 mm de diâmetro, com sépalas, ovadas, obtusas, amarelas; frutos em forma de cápsula monolocular.
Tipo biológico: helófito;
Família: Saxifragaceae;
Distribuição: grande parte da Europa (desde o Sul da Noruega até à Península Ibérica e desde as Ilhas Britânicas até à Polónia e Chéquia).
Em Portugal ocorre como planta autóctone, mas apenas nas regiões a Norte do Tejo, tendo como limite a Sul as serras da Estrela e do Açor.
Ecologia/habitat: fontes, torrentes de montanha e outros pequenos cursos de água corrente e arejada, a altitudes até 1800 metros.
Floração: de Fevereiro a Junho.
[Avistamentos: Serra da Estrela; 23 - Abril - 2023 (fotos 1 a 3); 14 - Setembro 2018 (fotos restantes)]
(Clicando sobre as imagens, amplia)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Saxifraga lepismigena




Saxifraga lepismigena Planellas
Planta perene, com cepa fistulosa, com uma ou várias rosetas, com indumento de glândulas esféricas e outras mais ou menos planas e com pêlos gandulíferos e não glandulíferos; caules floríferos principais erectos, podendo atingir até 60 cm, geralmente com vários caules secundários flexuosos; folhas basais erecto-patentes, inteiras, com pecíolo pouco diferenciado, com contorno entre o obovado e o lanceolado, com dentes em número muito variável (5 a 23); inflorescência em panícula difusa, com ramificação desordenada, com 10 a 100 flores e com propágulos folhosos em número semelhante ao das flores, caducos durante a frutificação; brácteas semelhantes, na forma e no revestimento, às folhas basais, mas de menor tamanho; flores zigomorfas; sépalas ovadas, glabras; pétalas lanceoladas ou linear-lanceoladas, agudas, brancas, três delas com manchas amareladas na base; fruto elipsoidal; sementes com espínulas sobre costas longitudinais.
Tipo biológico: hemicriptóito;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica, confinada ao Noroeste peninsular, com ocorrência limitada em Portugal ao território do Continente e circunscrita à Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: locais húmidos ou encharcados tais como margens de ribeiros e outros pequenos cursos de água, turfeiras, lameiros e rochas ressumantes.
Floração: de Abril a Agosto, mas com maior intensidade nos meses de Maio a Julho .
[Avistamento: Serra do Soajo (Parque Nacional da Peneda-Gerês); 24 - Junho - 2018]
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Saxifraga cintrana







Saxifraga cintrana Kuzinsky ex Willk.
As possíveis dúvidas sobre se a espécie a que dedicámos o "post" de ontem é ou não um endemismo português, não têm o menor cabimento no que respeita à espécie aqui retratada. Trata-se, nemine discrepante, de um endemismo português com ocorrência limitada ao Centro Oeste (calcário) do território do Continente, espaço que engloba a Serra de Sintra, a Serra de Montejunto e as Serras d'Aire e Candeeiros, espaço onde  a S. cintrana aparece, quer em plataformas formadas pelos rochedos calcários, quer nas fendas das rochas e muros construídos com materiais da mesma natureza.
Trata-se de uma espécie vivaz (tipo biológico: hemicriptófito) com indumento glanduloso e com hastes florais que podem atingir até 30 cm.
Com alguma boa vontade, embora esse não seja o meu ponto de vista, admite-se que o "hábito" desta espécie se possa confundir com o da sua congénere Saxifraga granulata. Pelo menos é o que explica que o portal da SPBotânica tenha achado recomendável chamar a atenção para uma característica que é exclusiva da S. cintrana. Esta, ao contrário daquela, possui, de facto, pêlos glandulosos na página superior das pétalas (fonte), pormenor que é visível em algumas das fotos supra. As diferenças, porém, a meu ver, não se reduzem a tão pouco. Uma visita aqui é suficiente para o confirmar.
Floração: de Março a Junho.
(Local e data: Serra de Montejunto; 13 - Maio - 2014)

segunda-feira, 4 de março de 2013

Quaresmas (Saxifraga granulata)







  Quaresmas *(Saxifraga granulata L.)
Erva vivaz, (tipo fisionómico: hemicriptófito)  provida de abundantes pêlos compridos, flexíveis, glandulosos, da família Saxifragaceae, cuja haste floral, escassamente ramificada, pode elevar-se até 60 cm de altura; com folhas basais, claramente pecioladas, com o limbo reniforme, com margens crenadas ou ligeiramente lobadas; flores com pétalas (em geral, 5) de cor branca com nervos escuros, glabras,  espatuladas, ou obovadas,  dispostas em panículas pouco densas.
Distribuição: Europa e Ásia. Em Portugal distribui-se por todo o território do Continente.
Habitat: Espécie rupícola, surge, principalmente em taludes e plataformas rochosas,  fendas de rochas ou de paredes de pedra solta para suporte de terras, em locais húmidos, sobre solos ácidos ou básicos.
Floração: de Fevereiro a Junho
*Outros nomes comuns: Mosquinos; Sanícula-dos-montes.
(Local e data: Troviscal - Sertã; 2 - Março - 2013)

domingo, 8 de julho de 2012

Saxifraga fragosoi





 Saxifraga fragosoi Sennen
Depois duma Saxifraga, outra Saxifraga, fotografada, tal como a do "post" anterior na Serra da Estrela. 
Erva perene, classificada do ponto de vista do tipo fisionómico como Hemicriptófito ("planta com as gemas de renovo situadas na superfície do solo, muitas vezes envolvidas por folhas em forma de roseta" segundo a definição da Flora Digital de Portugal) distribui-se pela metade norte da Península Ibéria e pelas zonas montanhosas do sul de França. Em Portugal está presente nas Beiras (Alta, Baixa e Litoral) e Trás-os-Montes. É particularmente abundante na Serra do Açor e na Serra da Estrela. Quem passar pela estrada que desce do alto da serra até Piódão (Serra do Açor) ou pela estrada que vai desde a Nave de Santo António a Manteigas (Serra da Estrela) encontrará, pelo menos ao longo da metade superior de qualquer das vias, mesmo nesta altura, porque a floração decorre entre maio e julho, inúmeros tapetes floridos, mais ou menos extensos, formados por plantas desta espécie que, a fiar-me na minha observação, raramente, se apresentam isoladas, à semelhança, aliás de algumas outras congéneres. É uma espécie rupícola que habita em zonas rochosas, com algum grau de humidade, sendo que, neste aspecto é menos exigente que a S. stellaris ou a S. spathularis. Distingue-se facilmente das espécies do mesmo género pelo formato das folhas, com "a forma de um garfo", no dizer expressivo do Paulo Araújo, formato bem visível em algumas das fotografias acima publicadas. Pelas suas flores, com cinco pétalas brancas e arredondadas na extremidade, também não é difícil distingui-la das duas espécies acima referidas. Já o mesmo se não poderá  dizer, neste particular, em relação à S. granulata, que ainda um dia espero vir a publicar aqui, porque tem flores algo semelhantes.

(Local e data: Serra da Estrela; o8 - junho - 2012)
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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Saxifraga stellaris







Saxifraga stellaris L.
Planta herbácea perene, da família Saxifragaceae. Apresenta folhas dispostas em roseta basal da qual emerge, em regra, uma só haste floral erecta que pode atingir até 18 cm. Distingue-se com alguma facilidade de outras plantas do mesmo género, pela forma da roseta foliar e porque apresenta  duas pequenas manchas amarelas na base das 5 pétalas da corola branca das suas flores. A possibilidade de distingui-la é possível mesmo para um leigo quando ela surge junto de outras congéneres. Sirva de exemplo o caso observado em que a Saxifraga stellaris tinha a companhia de numerosos mouchões formados pela muito mais numerosa  Saxifraga spathularis, espécie que, pelo que observei, também floresce mais cedo, o que contribuiu igualmente para a facilitar a distinção neste caso.
Tende a formar aglomerados junto de "regatos, fontes e rochas ressumantes, em substratos ácidos" (Flora.On). Distribui-se pela norte da América do Norte, parte da Europa, Islândia e Gronelândia, em locais onde a neve permanece por longos períodos. Em Portugal, segundo o Paulo Araújo, só ocorre na Serra da Estrela, a altitudes acima dos 1700m. Não serei eu a contestar a sua afirmação, pois o local onde obtive as fotografias,  numa vertente do Cântaro Raso, deve situar-se por volta ou um pouco acima da referida altitude.
Floração: de junho a agosto, segundo a Flora Digital, o que tem toda a probabilidade de corresponder à verdade, visto que, no final de junho, muitos dos exemplares encontrados no referido local, por onde passei três vezes nesse mês, ainda não tinham iniciado a floração.
(Local e data: Serra da Estrela; 16 - 06 - 2012)
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Saxifraga spathularis

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Saxifraga spathularis Brot.*
Planta herbácea, perene, da família Saxifragaceae, a Saxifraga spathularis tem a sua distribuição limitada à Península Ibérica e à Irlanda, ocorrendo em zonas rochosas (frequentemente nas fendas das rochas - fotos 2 e 3) e húmidas, a altitudes entre os 100 e os 2000 metros. Apresenta folhas dentadas, em forma de espátula (daí a designação específica de spathularis - do latim: spathula = espátula) formando uma roseta na base; haste floral, que pode ir até aos 40 cm, onde as flores [com corola branca, de cinco pétalas, onde aparecem manchas dispersas de dupla cor (amarela, para as maiores e menos numerosas e outra mal definida, entre o púrpura e o roxo, para as mais pequenas e mais numerosas)] se apresentam dispostas em inflorescências em forma de panícula aberta (fotos 2, 3, 4 e 5).
Em Portugal, ocorre, sobretudo, no centro e norte do território do Continente e, designadamente, no Gerês, na Serra da Estrela, na Serra do Açor e na Serra da Lousã. Na Serra da Estrela, onde as fotografias supra foram obtidas chega a ocupar extensões consideráveis, na vertente virada a nascente (foto 1) 
Floresce de abril a julho.
Local e data: Serra da Estrela; 17 - junho - 2011)
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