Primaveras [Primula vulgaris Huds.; sin.: Primula acaulis (L.) Hill]
Dificilmente alguém que tenha por hábito passear-se por jardins não terá já avistado alguma variedade cultivada desta espécie, pois é frequentemente usada como planta ornamental. Menos provável é que já tenha deparado com ela, durante um qualquer passeio pelos campos. Eu, por exemplo, não me lembro de a ter visto em Portugal, não obstante ela ocorrer como espontânea no nosso país. Para a fotografar, tive de ir um pouco mais longe.Não de propósito, é claro!
Trata-se duma planta herbácea perene, da família Primulaceae, dispondo-se as folhas em roseta basal frouxa, apresentando flores curtamente pedunculadas (com o pedúnculo de 3-10 cm, inserido directamente na roseta foliar) com pétalas, geralmente amarelas.
A espécie é nativa de grande parte da Europa, noroeste de África, e sudoeste da Ásia (Turquia e Irão) ocorrendo, geralmente, na proximidade de cursos de água, em relvados húmidos e em zonas de matos com alguma humidade.
É uma espécie de floração relativamente precoce (março a maio) daí derivando a designação comum que lhe é atribuída de Primaveras, ou Primavera, equivalente à designação noutros idiomas: Primavera (em espanhol); primrose (em inglês) e Primevère (em francês). Em Portugal, a espécie é também conhecida pelas designações vulgares de Rosas-de-Páscoa; Copinhos-de-leite; Páscoas; Prímula; e Queijadinho, além de outras.
No material que consultei, encontrei a informação de que as folhas e as flores são comestíveis. Ainda não experimentei.
(Local e data: próximo de um regato numa elevação da cadeia montanhosa do Taurus - Turquia; 31 - março - 2011)
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