sábado, 5 de julho de 2014

Tomilho-das-dunas (Thymus carnosus Boiss.










Tomilho-das-dunas, ou Tomilho-carnudo (Thymus carnosus Boiss.)

Subarbusto, com 15 a 30 cm, (Tipo biológico: caméfito) da família Lamiaceae, com raízes profundas, caules erectos, folhas linear-elípticas, sub-cilíndricas, claramente carnudas; e flores  bilabiadas, com corolas de cor branca ou creme.
Distribuição: É mais um endemismo ibérico, com distribuição limitada ao Sudoeste da Península. A sua presença em território espanhol restringe-se à Província de Huelva, enquanto que em Portugal a área de distribuição é bem mais ampla. De facto, espraia-se ao longo de boa parte da costa portuguesa desde o Algarve até à Estremadura. E digo espraia-se, porque, na realidade, esta espécie tem o seu habitat nas areais litorais e em dunas mais ou menos consolidadas nas proximidades da costa.
Floração: de Março a Setembro.
(Local e data: Praia da Lagoa de Albufeira; 3 - Julho - 2014)
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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Cardo-marítimo (Eryngium maritimum)

 



Cardo-marítimo (Eryngium maritimum L.)
Por estes dias de Verão, o Cardo-marítimo, se não é uma boa companhia, é pelo menos, uma bela companhia. Na praia.
Não digam que não!
(Local e data: Praia da Lagoa de Albufeira; 3 - Julho - 2014)

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Teucrium haenseleri






Teucrium haenseleri Boiss. 
Subarbusto com 15 a 40 cm, (tipo biológico: caméfito) da família Lamiaceae, com caules hirsutos ou pubescentes, erectos, por vezes ascendentes e outras vezes prostrados, com folhas sésseis dispostas em verticilos de 3 ou 4.
Distribuição: é um endemismo ibérico com distribuição limitada ao Centro, Sul e Sudoeste da Península. Em Portugal a sua ocorrência está limitada ao Algarve, Baixo Alentejo e Estremadura.
Ecologia/habitat: clareiras de matagais e de bosques, encostas pedregosas, bermas de caminhos, sobre solos calcários, ultrabásicos, xistosos, ou arenosos.
Floração: de Maio a Julho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 10/24 - Maio - 2014)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Recapitulando: Barba-de-bode (Tragopogon porrifolius)










Barba-de-bode, Barba-de-cabra, ou Cercefi  (Tragopogon porrifolius L.)
Digo "recapitulando", porque já não é a primeira vez que esta espécie é aqui chamada. Na primeira ocasião, a planta aqui trazida fora fotografada na Sicília, manifestando eu na altura dúvidas sobre a existência da espécie em território português. Em comentário ao "post", Marco Jacinto, veio, então, dar conta de ter sido "encontrada pela primeira vez (e unicamente que se saiba) apenas nuns taludes perto de Barrancos".
Coube-me agora a sorte de também a ter encontrado na berma EN 340, numa das vertentes do vale do  rio Côa, muito próximo de Almeida. Este avistamento pareceu-me justificar este "post", tratando-se, como parece ser o caso, de uma espécie pouco comum em território português, à semelhança, aliás, de outras duas espécies do mesmo género (Tragopogon dubius e Tragopogon hybridus) que também já foram objecto de atenção nestas páginas. 
(Data: 08 - Junho - 2014)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Vide-branca (Clematis campaniflora)







Vide-branca (Clematis campaniflora Brot.)
Planta trepadora da família Ranunculaceae com caules lenhosos, sarmentosos; folhas, em geral, bi-penatissectas, com segmentos de última ordem oval-lanceolados, inteiros; flores acampanuladas, solitárias ou agrupadas em cimeiras lassas.
Distribuição: é um endemismo ibérico com distribuição limitada ao centro e oeste da Península.  Em Portugal não é, aparentemente, muito comum. Em todo o caso é dado como presente em quase todo o território do Continente. O Algarve é a única excepção.
Ecologia/habitat: matagais e sebes vivas,  frequentemente em vales e na proximidade de cursos de água. 
Floração: de Maio a Julho (Agosto).
(Local e data: Serra da Arrábida; 4 - Junho - 2014)

terça-feira, 24 de junho de 2014

Carvalhinha (Teucrium chamaedrys)






Carvalhinha * (Teucrium chamaedrys L.)
Subarbusto de pequenas dimensões (10 a 20 cm.) da família Lamiaceae (tipo biológico: caméfito) com crescimento cespitoso (bem visível nas 3 últimas fotos); com folhas, em geral, com margens crenadas e flores com corola unilabiada de cor púrpura agrupadas (2 a 6) em verticilastros em número variável.
Distribuição:  Região Mediterrânica; centro da Europa e Ilhas Britânicas; Sudoeste da Ásia; Argélia e Marrocos, no Norte de África. Em Portugal faz companhia a cerca de uma dezena e meia de outras espécies do mesmo género, incluindo duas que são endemismos portugueses (Teucrium vicentinum e Teucrium salviastrum), mas, aparentemente, não é muito comum. A Flora Ibérica dá a sua ocorrência como certa nas  antigas províncias da  Beira Alta e da Beira Baixa e como duvidosa na Beira Litoral e na Estremadura. No entanto, o portal da SPBotânica (Flora.on) não regista, até agora, qualquer ocorrência naquelas duas primeiras províncias.
Ecologia/habitat: Prados e matagais abertos de montanha; clareiras de bosques; rochedos e encostas solarengas; taludes e bermas de caminhos, em solos calcários ou margosos, a altitudes entre 400 e 2400m.
Floração: de Maio a Setembro.
* Outros nomes comuns: Erva-carvalhinha; Erva-carvalha; Carvalho-pequeno; Camédrios
(Local e data: Cabo Espichel - Serra da Arrábida; 24 - Maio - 2014. As coordenadas do local foram-me dadas pelo Miguel Porto, presidente da Direcção da SPBotânica, a quem não posso deixar de expressar aqui os meus agradecimentos.)
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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Cidreira-bastarda (Melittis melissophyllum)






Cidreira-bastarda * (Melittis melissophyllum L.**)
Erva perene, rizomatosa (tipo biológico: hemicriptófito),  da família Lamiaceae/Labiatae, com caule erecto (16 a 90cm) revestido, tal como a planta em geral, de alguma pilosidade, simples ou escassamente ramificado; folhas opostas, curtamente pecioladas, lanceolado-elípticas a ovadas, com margens serradas, com dentes arredondados; flores com corolas tubulares de cor creme com manchas de cor púrpura no lábio inferior, dispostas (2 a 6) em verticilos.
Distribuição: surge em quase toda a Europa. A região norte é excepção. Na Ásia ocorre apenas no Noroeste da Turquia.
Em Portugal, tal como no resto da Península Ibérica, apenas aparece na metade norte do território do Continente.
Ecologia/habitat: bosques e prados com alguma humidade edáfica e boas sombras, a altitudes entre 150 e 1500m.
Floração: de Abril a Agosto
*Outros nomes comuns: Betónica-bastarda; Falsa-erva-cidreira; Melissa-bastarda
**Espécie única do género.
(Local e datas: Vale do Côa; Serra de Malcata; 7/14 - Junho - 2014)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Lomelosia simplex subsp. dentata

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Lomelosia simplex (Desf.) Raf. subsp. dentata (Jord. & Fourr.) Greuter & Burdet 
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Dipsacaceae. Planta com caule  erecto (30 a 70 cm) geralmente simples, por vezes, ramificado, com folhas basais e caulinares inferiores secas na altura da floração; folhas caulinares médias penatifendidas ou penatipartidas apresentando, em qualquer caso, o segmento terminal muito mais largo que os laterais; folhas caulinares superiores penatissectas com segmento terminal maior que os restantes; flores desiguais (as exteriores com maior tamanho) com corola azulada, reunidas em inflorescências capituliformes.
Distribuição: A subespécie em causa tem, segundo a Flora Ibérica, a sua distribuição limitada à Península Ibérica e ao Noroeste de África. No que respeita Portugal, a mesma fonte apenas a considera como ocorrendo no Algarve, no Alto e no Baixo Alentejo, o que, a ser verdade, poria em causa a identificação que faço das plantas representadas nas fotografias supra, todas encontradas no mesmo local (Vale da Serra) freguesia de Pedrógão, concelho de Torres Novas, em terras, pois, da antiga província do Ribatejo. 
Que possa ter havido erro na identificação da minha parte não seria motivo para grande estranheza, considerando as minhas mais que sérias limitações nesta matéria. Gastemos, então, algumas linhas em defesa da identificação proposta: segundo a mesma fonte, além da L. simplex, só ocorre em Portugal e no território do Continente uma outra espécie do mesmo género, a L. stellata que apresenta, ao contrário da L. simplex, como explica o portal da SPBotânica (Flora.on)  "Pelo menos algumas brácteas do capítulo profundamente divididas" e "Aristas claramente ultrapassando a coroa", características que as plantas reproduzidas nas fotos supra não apresentam, como se pode verificar através da foto 4, quanto ao primeiro ponto e através da foto 6, quanto ao segundo.
Ultrapassada, desta forma, a questão da identificação da espécie, sobra a dúvida sobre a subespécie, já que são atribuídas à L. simplex, duas subespécies: a nominal, L. s. simplex e a que agora temos entre mãos, L.  s. dentata. Em quase todas as partes das plantas enquadradas nas duas subespécies há diferenças, indo, por exemplo, desde o tamanho do caule (em regra, menor na subespécie nominal) até ao diâmetro das corolas (menor também na subespécie nominal). Decisiva para mim foi a verificação de que as características dos segmentos terminais das folhas caulinares médias (muito mais largos que os laterais) e das folhas caulinares superiores (maiores que os laterais) apresentadas pelas plantas fotografadas correspondiam às das folhas da L. s. dentata, distinguindo-se claramente de idênticos segmentos da subespécie nominal que nas folhas caulinares médias apresenta segmentos terminais pouco mais largos que os laterais, não havendo distinção entre segmentos terminais e laterais, nas folhas caulinares superiores. Todos são, alegadamente, lineares.
Longa vai a conversa e não era essa, à partida, a minha intenção. Passemos, então, adiante, para a:
Ecologia/Habitat: baldios, terrenos incultos ou em pousio, bermas de caminhos, sobre substrato calcário ou margoso, até aos 1500m de altitude. 
Floração: Maio - Junho
(Local e data: referido o local, enquadrado na Serra d'Aire, registem-se as datas: 25 - Maio - 2014 (fotos 1, 2, 3, 4 e 5); 6 - Junho - 2012 (fotos 6 e 7).