terça-feira, 24 de agosto de 2021

Verbesina (Eclipta prostrata)






Verbesina [Eclipta prostrata (L.) L.*]
Erva anual, áspera ao toque, com revestimento de pêlos curtos, antrorsos; caules prostrados, ascendentes ou erectos, eventualmente enraizantes nos nós, ramificados a partir da base, podendo atingir até 70 cm; folhas oblongas, lanceoladas, ou elípticas, acuminadas, sésseis ou curtamente pecioladas, com margens levemente serrilhadas, com pilosidade nas duas páginas; flores hermafroditas, agrupadas em capítulos pedunculados, terminais ou axilares, brancas e liguladas as exteriores, tubulares as do disco; frutos (aquénios) trígonos (os exteriores) ou tetrágonos (os interiores), uns e outros desprovidos de papilho.
Tipo biológico: terófito.
Família: Asteraceae (Compositae);
Distribuição: originária da Ásia, mas actualmente naturalizada nas regiões tropicais e temperadas quentes em redor de todo o globo, sendo frequentemente considerada como erva daninha.
Em Portugal ocorre, enquanto espécie introduzida, no território do Continente, embora não na sua totalidade.
Ecologia/habitat: margens e leitos de cheia de cursos de água, valas, lagoas, campos agrícolas irrigados e noutros locais húmidos, a altitudes até 1500m.
Floração: em Portugal decorre com maior intensidade de Junho a Novembro.
* SinonímiaVerbesina prostrata L. (Basónimo); Eclipta alba (L.) Hassk.
(Avistamento: rio Sorraia (Coruche); 4 - Agosto - 2021)
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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Erva-pessegueira (Polygonum persicaria)






Erva-pessegueira * (Polygonum persicaria L.)
Erva anual com caules erectos ou ascendentes, em geral ramificados, com 30 a 70 cm; folhas alternas, lanceoladas, quase sésseis,  inteiras, ciliadas, glabras, ou com alguma pilosidade na página inferior, apresentando, com frequência, uma mancha escura na página superior; ócreas aplicadas ao caule, fimbriadas no ápice; inflorescências espiciformes, densas, aproximadamente cilíndricas.
Tipo biológico: terófito;
Família:  Polygonaceae;
Distribuição: planta cosmopolita, presente em todos os continentes.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, quer ao longo de todo o território do Continente, quer no arquipélago da Madeira. Presente também no arquipélago dos Açores, mas como espécie introduzida. 
Ecologia/habitat: locais com algum grau de humidade permanente, como margens de cursos de água, valas, relvados húmidos; terrenos agrícolas de culturas de regadio, a altitudes até 1500m.
Floração: de Maio a Novembro.
* Outros nomes comuns: Erva-das-pulgas; Erva-pulgueira; Persicária; Persicária-vulgar; Pessegueira; Pesseguelha; Cristas.
[Avistamento: Costa da Caparica (Almada); 22 - Agosto - 2021]
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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Funcho (Foeniculum vulgare)

 








Funcho * (Foeniculum vulgare Mill.)
Planta perene com 50 a 250 cm; caules erectos, estriados, sólidos, glaucos, glabros; folhas caulinares médias e basais (estas caducas precocemente) de contorno triangular, pecioladas, glabras, multipenatissectas (3 ou 4 vezes) com segmentos de última ordem lineares; as superiores reduzidas a um pequeno apêndice, menor que a baínha; flores com pétalas amarelas, incurvadas, homogéneas, agrupadas em umbelas compostas, terminais e laterais, com 4 a 44 raios desiguais, glabros; umbélulas com 12 a 40 raios, também desiguais e glabros; frutos ovóides, glabros.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia. Introduzido, cultivado e naturalizado noutras regiões do globo, como a América (do Norte, do Sul e Central) e o Japão.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone em todo o território do Continente e no arquipélago da Madeira. Como espécie introduzida está também presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta ruderal frequente em bermas de estradas e caminhos, terrenos cultivados ou em pousio e baldios, a altitudes até 1200m.
Floração; de Abril a Novembro.
Observação: planta muito aromática, tem aplicações várias, quer em culinária, quer em fitoterapia. 
* Outros nomes comuns: Erva-doce; Fiolho; Funcho-amargo; Funcho-bravo; Funcho-doce; Funcho-hortense; Funcho-de-Florença.

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Junça (Bolboschoenus glaucus)






Junça [Bolboschoenus glaucus (Lam.) S.G.Sm.]
Erva perene, rizomatosa. Rizoma com 4 mm de diâmetro e cormos com 6 a 13 mm de diâmetro; caules triangulares,  verdes ou glaucos, com 45 a 100 cm; inflorescência formada por uma antela, em geral, simples ou, por excepção, ramificada uma só vez, composta por 6 a 53 espiguetas agrupadas, a maioria delas, em 2 a 7 fascículos pedunculados, cada um com 1 a 11 espiguetas, contendo estas desde 14 a  64 flores.
Tipo biológico: geófito;
Família: Cyperaceae
Distribuição: planta cosmopolita nativa da Ásia, Europa e África. Introduzida e naturalizada na América do Norte.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, encontrando-se, aparentemente, confinada ao Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: margens de cursos de água e outras zonas húmidas, designadamente na proximidade de superfícies de água doce, a altitudes até 1000m.
Floração: de Abril a Outubro.
[Avistamento: rio Sorraia (Coruche); 4 - Agosto - 2021]
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segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Espadana-dos-montes (Gladiolus communis)

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 Espadana-dos-montes * (Gladiolus communis L.**)
Erva perene, bulbosa, glabra, com 25 a 90 cm. Bolbo com 1 a 3 cm de diâmetro, coberto com túnica formada por fibras finas e paralelas, dispondo-se estas em forma de rede na parte superior; folhas ensiformes que, por via de regra, não alcançam a base da inflorescência, só atingindo as flores inferiores em casos raros; inflorescência especiforme, em geral, simples e unilateral, normalmente com 6 a 10 flores;  perianto purpúreo; tépalas (6) elípticas ou obovadas, as 3 superiores sem manchas; as 3 inferiores com mancha central esbranquiçada, elíptica,  mais estreita na tépala central do que nas 2 laterais; anteras amarelas, com comprimento, em geral, inferior ao do respectivo filamento; fruto (cápsula) obovado, mais comprido que largo; sementes comprimidas com uma asa membranácea.
Tipo biológico: geófito;
Família: Iridaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em todo o território do Continente. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: clareiras de matos; relvados e pastagens em terrenos secos, com frequência pedregosos, ensolarados, a altitudes até 1500 m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Bordões-de-São-José; Calças-de-cuco; Espadana-bulbosa; Estoque; Gladíolo; Palmas-de-Santa-Rita.
*Sinónimos: Gladiolus illyricus W.D.J. Koch.; Gladiolus reuteri Boiss. in Boiss & Reut.; Gladiolus illyricus subsp. reuteri (Boiss.) K.Richt.
[Avistamentos: concelho de Silves; 8 - Março - 2016 (foto 6); Serra de Montejunto; 17 - Maio - 2016 (fotos 2, 3 e 5); Arriba Fóssil (Costa da Caparica); 8 - Maio - 2021 (fotos restantes)

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Lepídio (Lepidium heterophyllum)





Lepídio (Lepidium heterophyllum Benth.)

Erva perene, com rizoma um tanto lenhoso, com revestimento de pêlos curtos e algo ásperos. Caules erectos ou decumbentes com 15 a 45 cm.; folhas basais, pecioladas, subglabras, dispostas em roseta; as caulinares, amplexicaules, triangular-ovadas; flores com pétalas claramente unguiculadas, brancas, agrupadas em inflorescências em cachos densos na ântese e menos densos na frutificação; frutos elípticos alados no terço superior e ligeiramente emarginados no ápice.
Tipo biológico: hemicriptófito
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: planta nativa do Centro e Oeste da Europa. Introduzida no Norte da Europa, na América do Norte e Nova Zelândia.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em quase todo o território do Continente, sendo, no entanto, bem mais comum nas regiões a Norte do rio Tejo do que nas regiões a Sul do Tejo. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: pastagens, valas e taludes, preferentemente em zonas de montanha e em solos siliciosos, a altitudes até 2200m.
Floração: de Março a Julho.

terça-feira, 27 de julho de 2021

Salsinha-de-cabeça-rente (Torilis nodosa)




Salsinha-de-cabeça-rente  [Torilis nodosa (L.) Gaertn.*]
Erva anual, procumbente ou decumbente. Caules ramificados, com 20 a 50 cm, revestidos com pêlos híspidos, retrorsos; folhas multipenatissectas (2 ou 3 vezes) com divisões de última ordem ovadas, hispídulas ou subglabras; flores hermafroditas, sésseis, com pétalas brancas ou rosadas, agrupadas em inflorescências com 1 a 2 cm de diâmetro, curtamente pedunculadas, dispostas em oposição às folhas; frutos elipsóides ou ovóides.
Tipo biológico: terófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Centro e Oeste da Europa; Sudoeste da Ásia; Noroeste da África e Macaronésia.
Em Portugal ocorre como planta autóctone, quer no território do Continente, quer no arquipélago da Madeira e como exótica no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta ruderal, presente na orla de terrenos cultivados, incultos ou em pousio, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1300.
Floração: de Março a Junho.
*Sinonímia: Tordilium nodosum L. (Basónimo)
(Local e data do avistamento: Condeixa; 9 - Junho - 2016)
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sexta-feira, 9 de julho de 2021

Cardo-italiano (Carduus pycnocephalus)


Cardo-italiano ou Cardo-asnil (Carduus pycnocephalus L.)
Erva anual, eventualmente bienal, espinhosa, com revestimento de pelos unicelulares e pluricelulares; caules erectos, simples ou ramificados na parte superior, folhosos, com revestimento de espinhos, podendo atingir até 130cm; folhas sésseis, decurrentes; flores com corola rosado-purpúrea ou branca agrupadas em capítulos curtamente pedunculados (com pedúnculos áfilos, branco-tomentosos, com até 45mm de comprimento) solítários ou em grupos de 2 a 4.
Tipo biológico: terófito;
Família: Asteraceae (Compositae);
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia (Madeira e Canárias). Introduzida em várias regiões do globo, sendo considerada como erva daninha em algumas delas, como é o caso da Califórnia.
Em Portugal ocorre como planta autóctone, quer no Continente (Alto Alentejo, Estremadura, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes), quer no arquipélago da Madeira. Inexistente no arquipélago dos Açores. 
Ecologia/habitat: planta ruderal e nitrófila ocorre em terrenos relvados, frequentemente perturbados, a altitudes até 1300.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamentos: Alqueidão (Sobral de Monte Agraço); 2 - Junho - 2014 (fotos 1 e 2); Serra da Marofa (Figueira de Castelo Rodrigo); 27 - Maio - 2014 (foto 3)]

sábado, 3 de julho de 2021

Erva-de-Santa-Bárbara (Barbarea vulgaris)







Erva-de-Santa-Bárbara * (Barbarea vulgaris R.Br. **)
Planta bienal ou perene de vida curta, glabra, com 30 a 100cm. Caules erectos, ramificados pelo menos no terço superior; folhas basais e médias longamente pecioladas, lirado-penatissectas, com 2 a 4 pares de segmentos laterais e um segmento terminal muito maior que os laterais; as caulinares superiores sésseis, auriculadas, irregularmente fendidas ou dentadas; flores com (4) pétalas tingidas de amarelo dourado, agrupadas em inflorescência em cacho, denso na ântese e com 10 a 35 cm na frutificação; pedicelos, erecto-patentes, mais estreitos que os frutos, com 3 a 4 mm de comprimento;  frutos erectos ou erecto-patentes, com secção aproximadamente tetragonal, atenuada no ápice. 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: espécie nativa da Europa e Ásia. Naturalizada na  África, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia.
Em Portugal encontra-se apenas no território do Continente não sendo, aparentemente, muito comum.  Ocorrência circunscrita ao Alto Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: locais húmidos e sombrios, nas margens de cursos de água, em taludes e prados, em solos siliciosos ou calcários, a altitudes até 1200m.
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Erva-carpinteira; Erva-dos-carpinteiros;
**Sinonímia: Erysimum barbarea L. (Basónimo)
Nota: planta a que são atribuídas propriedades fitoterápicas: macerada com azeite é usada no tratamento de feridas. Como infusão é considerada diurética e estimulante do apetite. 
Alegadamente, as folhas podem ser usadas em saladas.
[Avistamento: concelho de Vimioso (Trás-os-Montes); 1 - Junho - 2018]
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