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segunda-feira, 10 de março de 2025

Erva-prego (Paronychia echinulata var. echinulata)



Erva-prego (Paronychia echinulata var. echinulata Chater)
Erva anual, com caules erectos ou ascendentes, ramificados em volta da base, com até 38 cm de comprimento; folhas subsésseis, aproximadamente elípticas, glabras, com até 8,5 x 3,5 mm, ápice agudo e margem denticulada; inflorescências em pequenos glomérulos aparentemente axilares, com 7 a 12 flores diminutas (com 1,6 a 2 mm); sépalas com arista geralmente forte, com 0,6 a 1 mm; fruto (utrículo) mais ou menos globoso, densamente papiloso na parte superior. 
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Sul da Europa; Noroeste de África; Líbano e Sudoeste da Turquia; Macaronésia (arquipélagos da Madeira e das Canárias).
Em Portugal Continental a sua distribuição concentra-se sobretudo nas regiões a sul do Tejo (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Ribatejo), com escassos avistamentos na Beira Baixa e na Beira Litoral. 
Ecologia/habitat: pastagens anuais, em solos pedregosos ou arenosos, secos, geralmente siliciosos, a altitudes até 1500 m. 
Floração: de Março a Junho.
(Avistamento: Serra de Monchique (Algarve); 23 - Maio - 2016)

sexta-feira, 23 de junho de 2023

Abrótea-lusitana (Asphodelus lusitanicus)





Abrótea-lusitana (Asphodelus lusitanicus Cout.)
Erva perene, rizomatosa, glabra, com rizoma curto, vertical ou oblíquo; caule liso, erecto, com 70 a 140cm; folhas todas basais, com quilha, dispostas em espiral ou de forma dística, com margem, em geral, denticulada, podendo atingir até 100 cm de comprimento; flores hermafroditas com seis tépalas lineares, oblongas ou oblongo-elípticas, em geral, brancas, com uma faixa central acastanhada ou púrpura, caducas na frutificação; inflorescência em cacho simples ou composto com 1 a 6 ramos erectos ou erecto-patentes, simples, com excepção do ramo inferior que, embora raramente, se pode apresentar ramificado; frutos sob a forma de cápsula ovóide, subesférica ou ovóide-elipsóide, brilhante, não viscosa, ligeiramente truncada no ápice.
No portal da SPBotânica (Flora.on) assinala-se que o A. lusitanicus é muito semelhante ao A. ramosus diferenciando-se, além do mais, pelas folhas (que são mais compridas e menos consistentes naquele do que neste) e "pela cor das brácteas (mais homogénea e de um castanho mais escuro em A. lusitanicus do que em A. ramosus, onde são esbranquiçadas ou de um castanho mais claro nas bordas)".
São reconhecidas 2 variedades desta espécie: var. lusitanicus e var. ovoideus, variedades que se distinguem, segundo os especialistas, tendo em conta, principalmente, o tamanho das sementes e das tépalas e a forma da sua base.
Tipo biológico: Geófito;
Família: Xanthorrhoeaceae;
Distribuição: trata-se, enquanto espécie, de um endemismo ibérico, porquanto a sua ocorrência está circunscrita a Portugal (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes) e a Espanha (províncias de Cáceres, Zamora, Ourense, Lugo e Pontevedra). Cumpre, no entanto, referir que a var.  lusitanicus ocorre apenas em território português do Continente. 
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques, terrenos de matos baixos com clara influência atlântica, em solos ácidos, com alguma profundidade, derivados de granitos, xistos e arenitos, a altitudes até aos 1200m.
Floração: de Março a Junho.
(Avistamento: Serra de Monchique; 26 - Março - 2023)
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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Armeria beirana





Armeria beirana Franco
Planta herbácea perene, com cepa algo ramificada; ramos mais ou menos verticais; folhas (50-60 x 3-11 mm) homomorfas, lanceoladas, atenuadas na base, com 3 a 5 nervos, com rebordo membranoso, glabras; escapos com 30 a 60 cm; flores com corola rosada, arroxeada ou branca, agrupadas em invólucros com 18 a 25 mm de diâmetro com 10 a 14 brácteas involucrais muito largas, robustas, ásperas, acastanhadas, glabras, dispostas em camadas (externas; médias e internas) e bainha involucral, com 30 a 50 mm.
Tipo biológico: caméfito:
Família: Plumbaginaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica com ocorrência em Portugal em boa parte do território do Continente, desde o Algarve até ao Minho, ainda que de forma não contínua, cumprindo destacar a sua presença nas serras do Gerês, da Estrela e de Monchique. Circunscrita em Espanha às províncias de Lugo, Ourense, Pontevedra e Corunha.
Ecologia/habitat: locais com influência atlântica, em solos ácidos, com frequência, derivados de rochas graníticas, a altitudes até 1750 m.
Floração: de Abril a Agosto.
[Avistamento: Fóia (Serra de Monchique - Algarve); 23 - Maio - 2016]
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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Euphorbia paniculata subsp. monchiquensis







Euphorbia paniculata Desf. subsp. monchiquensis (Boiss. & Reut.) Vicens, Molero e C.Blanché
Subarbusto glabro ou quase glabro, que pode atingir até 150cm, com caules erectos, lenhificados na base, com (até) 7 ramos laterais férteis; folhas lanceoladas, geralmente inteiras, atenuadas na base; pleiocásio em geral com 5 raios; brácteas pleocasiais ovadas ou lanceoladas; ciátio glabro, com nectários amarelos, inteiros, sem apêndices; frutos aproximadamente esféricos, glabros, com verrugas dorsais.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Euphorbiaceae:
Distribuição: Endemismo lusitano, com ocorrência limitada à Serra de Monchique (Algarve e Baixo Alentejo).
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques e matagais, frequentemente em locais húmidos, a altitudes até 700m. Planta silicícola.
Floração: de Março a Junho.
(Local e data: Serra de Monchique; 23 - Maio - 2016)
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Cheilanthes guanchica






Cheilanthes guanchica Bolle
Feto com rizoma curto, coberto de escamas cor de ferrugem; frondes com pecíolo acastanhado e lâmina bi ou tri-penatissecta  com comprimento que pode ser semelhante ou algo menor do que o do pecíolo; pínulas glabras; pseudo-indúsio largo, descontínuo e, em geral, com margem inteira.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Pteridaceae:
Distribuição: Centro e Oeste da Região Mediterrânica; Madeira; Canárias; e Açores.
Em Portugal Continental a ocorrência deste feto está limitada ao Algarve; no Arquipélago da Madeira existe apenas na Ilha da Madeira; e no Arquipélago dos Açores está presente somente nas ilhas do Pico e de S. Jorge.
Habitat: fissuras de rochas, principalmente de rochas básicas, a altitudes até 1200m.
Época de reprodução: de Março a Junho.
Lista Vermelha: planta incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental, como espécie ameaçada: Categoria da ameaça IUCN; "Em perigo".
(Local e data dos avistamentos: Serra de Monchique (Algarve); 10 de Março e 23 de Maio de 2016)
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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Sedum amplexicaule










Sedum amplexicaule DC.
Planta perene, suculenta, glabra, com caules erectos (15 a 30 cm); folhas inteiras, agudas com unha arredondada na base; flores [com (5 a 8) pétalas amarelas com  um nervo central avermelhado ou acastanhado] agrupadas em inflorescências pouco densas.
Tipo biológico: Caméfito;
Família: Crassulaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica. Em Portugal ocorre em quase todo o território do Continente. 
Ecologia/habitat: fissuras e concavidades de rochas; terrenos incultos, a altitudes entre  100 e 2000 m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Maio a Agosto.
[Local e data: Serra de Monchique (Algarve); 23 - Maio - 2016]
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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Plantas ornamentais: Frésia (Freesia refracta)

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Frésia [Freesia refracta (Jacq.) Klatt]
Erva perene, bulbosa, com bolbo cónico ou ovoide; caule liso, erecto, em geral ramificado, com 15 a 40 cm de altura; folhas (7 a 10) linear-lanceoladas,  erectas, com o nervo central bem visível; flores com tépalas esbranquiçadas, verdes, amareladas ou de cor púrpura; as inferiores com manchas alaranjadas, flores que surgem agrupadas (3 a 10) em inflorescências especiformes, horizontais ou decumbentes; fruto com a forma  de cápsula trilobulada, com a superfície lisa ou papilosa.
Tipo biológico: Geófito;
Família: Iridaceae;
Distribuição: Tal como as restantes espécies do género Freesia (pouco mais que uma dezena) também a Freesia refracta é originária da África austral, e, designadamente, da África do Sul e, à semelhança das suas congéneres, também  é largamente cultivada e utilizada como planta ornamental, encontrando-se, por via desse uso, naturalizada em variadas partes do globo.
Em Portugal, onde as plantas do referido género também são usadas para fins ornamentais, só a Freesia refracta se encontrará naturalizada e ocorrerá apenas no Algarve, Alto Alentejo e Estremadura.. Tal é, pelo menos, o entendimento da Flora Iberica.
Ecologia/habitat: terrenos algo perturbados, com frequência, na proximidade de aglomerados urbanos.
Floração: de Fevereiro a Maio.
[Locais e datas: Serra de Monchique; 10 - Março -2016 (fotos 1, 3, 4 e 7 ); 23 - Maio - 2016 (fotos 5 e 6);  Loulé (concelho); 11 - Março - 2016 (Foto 2)]

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Campanula alata






Campanula alata Desf. *
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Campanulaceae, com caule simples, ou pouco ramificado, erecto, fistuloso (= oco), híspido (= revestido de pêlos compridos rígidos) que pode atingir cerca de 1m. de altura.
Distribuição: Sudoeste da Península Ibérica e Norte de África. Espécie rara em Portugal onde ocorre apenas no Algarve e no Baixo Alentejo (e quiçá também na Beira Litoral ?) e rara em Espanha, onde aparece apenas na província de Huelva, vizinha do Algarve.
Ecologia/Habitat: locais húmidos e sombrios.
Floração: de Maio a Agosto.
* Sinonímia: Campanula primulifolia Brot.
(Local e data: Serra de Monchique; 25 - Agosto - 2011)
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