domingo, 9 de outubro de 2016

Azolla filiculoides

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Azolla filiculoides Lam.
Pequeno feto (1 a 10cm) aquático e flutuante, com caules horizontais, ramificados, cobertos por folhas imbricadas e com raízes numerosas.
Tipo biológico: hidrófito;
Família: Azollaceae;
Distribuição: planta exótica, originária das regiões tropicais da América, introduzida e naturalizada nas regiões tropicais e temperadas de todos os continentes.
Em Portugal, onde terá sido introduzida por via da cultura do arroz, encontra-se, pelo menos,  nas bacias hidrográficas do Côa, Vouga, Mondego, Tejo, Sado e Guadiana.
Ecologia/habitat: águas paradas em lagoas e charcos e águas lentas ou paradas em rios e outros cursos de água. 
Época de reprodução:  de Abril a Junho.
Estatuto legal: em Portugal a planta tem o estatuto legal de planta invasora. Multiplica-se, com efeito, muito rapidamente, pois reproduz-se não apenas por esporos, mas também por fragmentação vegetativa, dando origem, por vezes, a extensos tapetes que não só provocam a deterioração da qualidade da água, com consequências negativas em matéria de saúde de pública, como afectam também a fauna e flora dos locais onde prolifera.
[Locais e datas: Ribeira do Boi (afluente do rio Côa em Cró - Rapoula do Côa); 3 - Setembro - 2016 (foto 1);  rio Côa (em Badamalos): 31 - Julho - 2015 (fotos restantes)]
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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Thapsia nitida

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 Thapsia nitida Lacaita
Planta perene (50 a 120 cm) com caule erecto, por norma, simples; folhas basais de contorno aproximadamente triangular, com variantes no que respeita à forma e ao revestimento  (penatipartidas ou, eventualmente, penatissectas mas apenas na base do limbo e, no geral, glabras, - var. nitida - ;   penatissectas, com pecíolo e ráquis vilosos e página superior do limbo com alguma pilosidade - var. meridonalis); flores com pétalas amarelas agrupadas em umbelas com 10 a 20 raios. 
Tipo biológico: hemicriptófito; 
Família: Apiaceae / Umbelliferae; 
Distribuição: Península Ibérica e Norte de África.
Segundo a Flora Iberica, em Portugal Continental a espécie ocorre apenas no Algarve (var. nitida) e no Baixo Alentejo e Estremadura (var. meridionalis). No entanto, o portal da SPBotânica (Flora.on) contém registos de numerosas ocorrências em Trás-os-Montes, pelo que forçoso é concluir que a Flora Iberica se encontra desactualizada neste particular.
Ecologia/habitat: locais com alguma humidade, sob coberto de bosques  (pinhais, carvalhais, sobreirais e azinhais) e de matagais, a altitudes até 1100m.
Floração: em Maio e Junho.
[Locais e datas: Algarve; 10 - Março - 2016 (fotos 4 e 5); 22/23 - Maio - 2016 (fotos restantes)]

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Maleiteira-das-areias (Chamaesyce peplis)



Maleiteira-das-areias Chamaesyce peplis (L.) Prokh.*
Planta anual, glabra, glauca, algo suculenta, com caules procumbentes, ramificados desde a base, que podem atingir até 35 cm.
Tipo biológico: Terófito;
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: litoral  do Mediterrâneo e do Atlântico (neste caso, desde Portugal até à Normandia); e Macaronésia (Madeira e Canárias), entretanto introduzida na costa leste dos Estados Unidos.
Em Portugal está presente, como planta autóctone, no Continente (ao longo do litoral) e na Madeira e, como espécie introduzida, nos Açores.
Ecologia/habitat: areais costeiros, a altitudes até 10m.
Floração: de Abril a Outubro.
*Sinonímia: Euphorbia peplis L. (Basónimo).
(Local e data: Sesimbra; 27 - Setembro - 2014)
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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Barrilheira-maior (Salsola soda)









Barrilheira-maior * (Salsola soda L.)

Erva anual, suculenta,  glabra, com caules erectos ou, mais frequentemente, ascendentes, em geral muito ramificados, que podem atingir até cerca de 80cm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Amaranthaceae;
Distribuição; Centro e Sul da Europa; Ásia Central, China e Japão. Em Portugal ocorre apenas no território do Continente (Algarve; Estremadura; Ribatejo e Beira Litoral).
Ecologia/habitat: terrenos de sapal e outros locais e terrenos com algum grau de salinidade, a altitudes até 700m.
Floração: de Maio a Outubro.
* Outros nomes comuns: Barrilha; Soda; Soda-maior;  
[Local e datas: Ponta dos Corvos - Estuário do Tejo (Seixal); 1/2 - Outubro - 2016]

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Sedum amplexicaule










Sedum amplexicaule DC.
Planta perene, suculenta, glabra, com caules erectos (15 a 30 cm); folhas inteiras, agudas com unha arredondada na base; flores [com (5 a 8) pétalas amarelas com  um nervo central avermelhado ou acastanhado] agrupadas em inflorescências pouco densas.
Tipo biológico: Caméfito;
Família: Crassulaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica. Em Portugal ocorre em quase todo o território do Continente. 
Ecologia/habitat: fissuras e concavidades de rochas; terrenos incultos, a altitudes entre  100 e 2000 m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Maio a Agosto.
[Local e data: Serra de Monchique (Algarve); 23 - Maio - 2016]
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sábado, 1 de outubro de 2016

Recapitulando: Aster tripolium subsp. pannonicus



 


Aster tripolium L. subsp. pannonicus (Jacq.) Soó
Família: Asteraceae;
Mais informação: aqui.
(Local e data: Estuário do Tejo (Seixal e Corroios); 1- Outubro - 2016)

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Chuchu-do-mato (Araujia sericifera)











 
Chuchu-do-mato * (Araujia sericifera Brot.**)
Planta trepadeira lenhosa, volúvel (liana ou cipó) que pode atingir cerca de 10m.
Tipo biológico: Fanerófito;
Família: Apocynaceae (anteriormente: Asclepiadaceae )
Distribuição: a espécie é nativa das regiões sub-tropicais da América do Sul, tendo sido introduzida, para fins ornamentais, em várias regiões temperadas do globo, onde se naturalizou e onde, algumas vezes, se comporta como planta invasora. Também terá sido introduzida em Portugal para para idênticos fins, em data incerta, encontrando-se  naturalizada, quer nos Açores e Madeira, quer no Continente, onde, no entanto, não parece ser, nem muito comum, nem apresentar comportamento invasor. 
Ecologia/habitat: clareiras e orla de matas;
Floração: decorre em Portugal de Junho a Setembro.
* Outras designações comuns: Planta-cruel; Pepino-de-seda; Timbo.
** O nome genérico Araujia foi criado pelo descritor, o botânico português Félix de Avelar Brotero (Brot.) em homenagem a outro português,  António de Araújo e Azevedo, político, diplomata e cientista, nascido em Ponte de Lima, em 14 de Maio de 1754, e falecido no Rio de Janeiro, em 21 de Junho de 1817
[Local e datas: Mata Nacional do Escaroupim (concelho de Salvaterra de Magos); 12 - de Junho / 7 de Julho - 2015]