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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Anthyllis vulneraria subsp. maura

 




Anthyllis vulneraria subsp. maura (Beck) Maire

Erva perene. Caules com 25 a 50 cm, com indumento hirsuto ou viloso até metade do seu comprimento, pubescente e adpreso na parte superior; folhas não dispostas em roseta; as basais, com 2 a 3 pares de folíolos laterais, muito menores que o terminal, por vezes, unifolioladas; as caulinares com 7 a 9 folíolos aproximadamente iguais; flores com 18 a 20 mm, agrupadas em glomérulos com 30 a 35 mm de diâmetro; cálice com 15-17 x 5-6 mm, em geral discolor, de cor púrpura na parte (1/2 a 2/3) superior, com indumento brilhante, sedoso; corola 2 a 4 mm mais alta que o cálice, com o estandarte de cor purpúrea, rosada ou esbranquiçada; fruto estipitado com 4 a 5 mm de comprimento.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae; (Leguminosae);
Distribuição: Península Ibérica; Sul de Itália; Sicília; Norte de África (desde Marrocos até à Líbia). 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente: Algarve; Alto e Baixo Alentejo, Estremadura; Ribatejo; Beira Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat; em matagais, frequentemente em terrenos rochosos e/ou pedregosos de natureza calcária ou margosa, raramente xistosa, a altitudes até 1300 m.
Floração: de Março a Julho.
(Avistamento: Serra da Arrábida; 28 - Março - 2025)

terça-feira, 24 de junho de 2025

Aderno-de-folhas-largas (Phillyrea latifolia)









Aderno-de-folhas-largas (Phillyrea latifolia L.)

Planta perenifólia, hermafrodita ou androdióica (unissexual masculina), com estrutura de arbusto ou de pequena árvore com até 8 m de altura. Tronco com casca lisa ou finamente reticulada, com ramos erectos. Folhas sésseis ou curtamente pecioladas, não indo o pecíolo além dos 10 mm de comprimento; limbo com desenho variável (ovalado, ovalado-lanceolado, oblongo-elíptico) com margens, em geral, inteiras, crenadas ou serrilhadas. Inflorescências em cimeiras racemiformes com poucas flores, dispostas nas axilas das folhas do ano anterior. Flores hermafroditas ou funcionalmente masculinas, de reduzidas dimensões, com corola rotácea ou estrelada, branco-verdosa com 3 a 7 mm de diâmetro. Fruto (drupa) globoso, em tons de azul escuro, com endocarpo semilenhoso, em geral, com uma única semente.
Tipo biológico: Fanerófito;
Família: Oleaceae;
Distribuição: Sul da Europa, Noroeste de África e Sudoeste da Ásia.
Em Portugal distribui-se por grande parte do território do Continente, sendo, no entanto,  raro ou mesmo inexistente em algumas regiões mais a norte ou mais afastadas do litoral. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira
Ecologia/habitat:  zonas de matos, bosques e matagais, em terrenos com alguma humidade e calor,  a altitudes até 1200 m.
Floração: de Janeiro a Abril.
(Avistamento: Serra da Arrábida)

sábado, 29 de março de 2025

Ornithogalum bourgaeanum





Ornithogalum bourgaeanum Jord. & Forr.

Planta herbácea, perene, bolbosa, com bolbo esférico ou ovóide, em geral solitário, por vezes, acompanhado por alguns outros pouco numerosos, resultantes da divisão do bolbo principal; haste floral verde, com 3 a 18 cm de altura; folhas (4 a 10 por cada haste) todas basais e aproximadamente lineares; inflorescência corimbo-racemosa com 3 a 25 flores brancas, mas com uma larga faixa longitudinal verde na parte central do dorso; cápsula ovóide ou obovóide, truncada no ápice, com seis nervuras agrupadas aos pares.
Tipo biológico: geófito;
Família: Asparagaceae;
Distribuição: Península Ibérica e Ilhas Baleares; França (Maciço Central); Alpes italianos e franceses.
Ecologia/habitat: Pastagens de montanha e clareiras de bosques e de matagais, em locais com boa exposição solar e clima ameno, em solos pedregosos de qualquer natureza, a altitudes até 2000 m.
Floração: de Fevereiro a Junho.
[Avistamento: Parque Natural da Arrábida (Sesimbra; freg. Castelo); 26  - Março - 2025]

quarta-feira, 26 de março de 2025

Época das orquídeas silvestres (2025): Orquídea-piramidal, ou Satirião-menor [Anacamptis pyramidalis)



Orquídea-piramidal, ou Satirião-menor [Anacamptis pyramidalis (L.)Rich.] 

A Anacamptis pyramidalis é uma erva vivaz, com raízes tuberosas, da família Orchidaceae, cuja haste floral pode atingir até cerca de 70cm e, por isso, facilmente observável no meio ambiente onde surge.
A espécie distribui-se pela Região Mediterrânica e por boa parte da Europa e da Ásia, ocorrendo geralmente em terrenos relvados incultos e em clareiras de matos, com substrato calcário. Em Portugal encontra-se apenas no centro e sul do território do Continente e, a crer no número de exemplares encontrados durante algumas passagens pelas Serras d'Aire e Candeeiros, diria que em Portugal a espécie tem ali  o seu ambiente de eleição.
Floração: de Março a Junho:
(Avistamento: Serra do Louro (Parque Natural da Arrábida);  25 - Março - 2025)

quinta-feira, 20 de março de 2025

Época das orquídeas silvestres (2025): Heleborina-branca (Cephalanthera longifolia)

 


Heleborina-branca [Cephalanthera longifolia (L.) Fritsch *]

Erva vivaz, da família Orchidaceae, não ultrapassa, geralmente, 30 cm de altura. Apresenta folhas estreitas e compridas e inflorescência frouxa, com 8 a 20 flores brancas, com o labelo manchado de amarelo.
Orquídea de hábito terrestre, distribui-se por boa parte da Europa, pelo ocidente e sudeste da Ásia e pelo norte de África, ocorrendo na orla de matos e de florestas e, frequentemente, sobre solos calcários.
Em Portugal distribui-se de forma descontínua, encontrando-se sobretudo a norte do Tejo e, ao que parece, a Serra da Arrábida é o limite sul da sua área de distribuição.
Floração: entre Março e Julho
[Avistamento: Serra de S. Luís (Parque Natural da Arrábida); 11 - março - 2025]

terça-feira, 18 de março de 2025

Época das orquídeas silvestres (2025): Flor-dos-rapazinhos (Orchis italica)



Flor-dos-rapazinhos* (Orchis italica) Poir.**
Erva vivaz, tuberosa, da família Orchidaceae. Pode atingir até 50 cm de altura, mas o mais frequente é ficar-se por dimensões mais modestas: 20 - 30 cm. Distribui-se por toda Região Mediterrânica, surgindo geralmente em clareiras de matos, nas encostas de outeiros ou colinas, sobre solos magros, relvados e, em regra, pedregosos, frequentemente calcários. Está presente em Portugal, no centro e sul do território do Continente.
Floração: de Março a Maio. 
*Também é designada comummente por Flor-dos-macaquinhos ou flor-dos-macaquinhos-dependurados.
** Sinonímia: Orchis militaris Poir.; Orchis longicornis Lam.; Orchis tephrosanthos Desf.; Orchis longicruris Link; Orchis undulatifolia Biv.; Orchis welwitschii Rchb.f.;
[Avistamento: Serra do Louro (Parque Natural da Arrábida); 11 - Março - 2025]

segunda-feira, 17 de março de 2025

Época das orquídeas silvestres (2025): Orchis anthropophora




Orchis anthropophora (L.) All. *
Planta herbácea, vivaz, tuberosa, da família Orchidaceae, possui caule erecto (10 a 40 cm); 5 a 10 folhas, as inferiores lanceoladas e as superiores mais curtas e semelhantes a brácteas; flores verde-amareladas reunidas em inflorescência cilíndrica densa.
Distribui-se pelo centro e sul da Europa, oeste da Anatólia, Chipre, Líbano e noroeste de África. Em Portugal há registo de ocorrências no Algarve, Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral e Trás-os-Montes, conquanto também haja referências à presença da espécie na Beira Baixa.
Ocorre em prados, clareiras de bosques e matagais, sobre solos pedregosos, geralmente calcários.
Floração: de Fevereiro a Maio.
* Sinonímia: Aceras anthropophorum (L.) W.T.Aiton
(Local e data: Parque Natural da Arrábida; 14 - Março - 2025)

quinta-feira, 13 de março de 2025

Época das orquídeas silvestres (2025): Erva-aranha ( Ophrys sphegodes)




Erva-aranha (Ophrys sphegodes Mill.)

Erva vivaz, da família Orchidaceae, apresenta, em geral, 2 tubérculos sésseis; caule erecto (que raramente ultrapassa os 30 cm); folhas basais, oblongo-lanceoladas; e 3 a 10 flores dispostas em espiga. Orquídea terrestre, distribui-se pelo países da região mediterrânea ocorrendo geralmente em sítios com boa exposição solar, em pastagens, matos pouco densos e florestas com boas clareiras, sobre solos preferentemente básicos, secos a frescos. Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e, aparentemente, tendo em conta os registos existentes, apenas em regiões a sul do Tejo. É considerada uma espécie rara.
Floração: de Fevereiro a Abril.
[Avistamento: Serra de S. Luís (Parque Natural da Arrábida); 11 Março - 2025]

quarta-feira, 12 de março de 2025

Época das orquídeas silvestres (2025): Erva-borboleta (Orchis papilionacea)

 


Erva-borboleta (Orchis papilionacea L.)
Erva vivaz, tuberosa, da família Orchidaceae. Apresenta caule erecto com 20 a 40 cm  de altura; folhas linear-lanceoladas a lanceoladas com cerca de metade da altura da haste floral; inflorescência frouxa com 4 a 10 flores relativamente grandes, purpúreas.
Distribui-se por toda a Região Mediterrânica, surgindo espontânea em terrenos relvados e em clareiras de matos, geralmente sobre solos calcários.
Floração: de Março a Maio.
[ Avistamento: Serra do Louro (PN Arrábida); 11 - Março - 2025]

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Gagea foliosa subsp. ellyptica





Gagea foliosa subsp. ellyptica A. Terracc.

Erva perene, bulbosa, em geral, grácil, com 6 a 20 cm.
Tipo biológico: geófito;
Família: Liliaceae;
Distribuição: Península Ibérica e Noroeste de África (montanhas do Rife, em Marrocos).
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem pedregosos, plataformas rochosas, em orlas e clareiras de bosques e matagais, em substratos calcários ou siliciosos, a altitudes até 1800 m.
Floração: de Janeiro a Abril.
[Observação: Pedreiras (Parque Natural da Arrábida); 19 - Fevreiro - 2025]

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Ervilha-de-cheiro (Lathyrus odoratus)





Ervilha-de-cheiro (Lathyrus odoratus L.)

Erva anual ou bienal, trepadora, pubescente, que pode atingir até 100cm. Caules ramificados, alados; asas com 1,5 a 2,8 mm de largura; folhas pecioladas com 1 par de folíolos, terminadas em gavinha muito ramificada; estípulas ovado-lanceoladas ou linear-lanceoladas, semisagitadas; pecíolo alado com 8 a 58mm; folíolos elípticos ou obovados com margem ondulada; inflorescências pedunculadas com 2 a 4 flores; pedúnculo mais comprido que a folha axilante; flores com pétalas (estandarte, asas e quilha) de cor rosa ou roxa; fruto oblongo ou elíptico, com 5 a 8 sementes.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: planta nativa de Itália; Sicília; ilhas e costa oriental do Mar Egeu. Introduzida como planta ornamental e naturalizada no Sudoeste da Europa, Norte de África, América do Norte e Macaronésia (Madeira e Canárias).
Em Portugal ocorre como espécie introduzida, quer no território do Continente, quer no arquipálago da Madeira. Inexistente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat; relvados, terrenos cultivados e bermas de caminhos, a altitudes até 700 m. Em Portugal, as ocorrência são, por via de regra, originadas em sementes escapadas de cultivo.
Floração: de Abril a Junho.
[Avistamentos: Serra da Arrábida; 20 - Abril 2019 e 10 - Maio 2019);
(Clicando nas imagens, amplia)

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Candeias (Arisarum simorrhinum)







Candeias ou Capuz-de-frade (Arisarum simorrhinum Durieu)

Planta perene, acaule, com 15 a 40 cm, com tubérculo a partir do qual se desenvolvem rizomas e raízes; folhas que aparecem a partir do solo, com pecíolo comprido (5 a 34 cm) e limbo de cordiforme a hastado ou sagitado; inflorescência em forma de espádice, com pedúnculo com comprimento menor ou igual ao do pecíolo, protegida pela espata que se apresenta neste caso como estrutura tubular, curvada na parte superior, terminando em forma de capuz; espádice (mais curto ou mais comprido que a espata) com com 16 a 36 flores masculinas e 2 a 16 flores femininas, estas na base, estéril e dobrado na parte superior; fruto composto por 2 a 8 bagas; 1 a 12 sementes por cada baga.
Tipo biológico: geófito;
Família: Araceae;
Distribuição: Península Ibérica; Norte de África (Marrocos, Argélia e Tunísia); Ilhas Baleares; e Macaronésia (Madeira e Canárias).
Em Portugal, além de presente no arquipélago Madeira, ocorre também como espécie autóctone, com maior ou menor abundância, ao longo de grande parte do território do Continente. No arquipélago dos Açores surge como espécie introduzida.
Ecologia/ habitat: terrenos cultivados e incultos, taludes, bermas de estradas e caminhos, fendas e plataformas rochosas nitrificadas, em solos ácidos ou básicos, a altitudes até 840 m.
Floração: de Outubro a Abril.
(Avistamento: Serra do Risco (Arrábida); 6 - Fevereiro - 2019)
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