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domingo, 11 de outubro de 2026

Cornichão-dos-charcos (Lotus castellanus)





Cornichão-dos-charcos (Lotus castellanus Boiss. & Reut.)

Erva anual, vilosa ou subglabra, que pode atingir até 80 cm, com caules ascendentes ou decumbentes, com indumento duplo formado por pêlos compridos e outros curtos; folhas vilosas ou subglabras com 5 folíolos. Inflorescências axilares, pedunculadas, com 1 a 4 flores protegidas por uma bráctea em geral unifoliolada; pedúnculo com até 3,5 cm, direito, ou ligeiramente recurvado, até 2 vezes mais comprido que a folha axilante. Flores pediceladas com cálice viloso ou pubescente e corola amarela, esta maior que o cálice; fruto cilíndrico, direito, ligeiramente contraído entre as sementes, 2 a 3 vezes mais comprido que o cálice, contendo 8 a 13 sementes.
Tipo biológico: terófito:
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Península Ibérica, Sul de França e Norte da Argélia.
Em Portugal distribui-se ao longo de todo o território do Continente, ainda que de forma irregular e dispersa. 
Ecologia/habitat: terrenos húmidos, cultivados e incultos, a altitudes até 800 m. 
Floração: de Maio a Setembro.
(Avistamentos: Parque da Paz - Almada; 19 - Julho - 2023 e 4 - Agosto - 2026)

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Trevo-áspero (Trifolium scabrum)






Trevo-áspero (Trifolium scabrum L.)

Erva anual, pilosa, com caules ascendentes ou procumbentes, com até 40 cm, com pêlos aplicados ou patentes na parte inferior e aplicados na parte superior; folhas alternas, estipuladas, pecioladas, trifolioladas, com folíolos obovados ou obcordados, subsésseis, denticulados, agudos, obtusos ou emarginados, com pilosidade em ambas as páginas, com nervuras muito marcadas e margens recurvadas. Pecíolo com até 60 mm, com pêlos aplicados. Inflorescências espiciformes, ovóides ou obovóides, axilares, sésseis, sem invólucro e sem bractéolas. Flores sésseis, com cálice ligeiramente zigomorfo, campanulado, piloso, com segmentos desiguais; corola com pétalas fundidas na base, esbranquiçadas, glabras, marcescentes. Fruto (vagem) séssil, incluso no cálice, indeiscente, com pericarpo membranoso, com uma única semente.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Centro, Sul e Oeste da Europa; Sudoeste da Ásia; Noroeste de África e Macaronésia.
Em Portugal ocorre como planta autóctone, quer ao longo de todo o território do Continente, quer no arquipélago da Madeira. Presente também no arquipélago dos Açores, mas como espécie introduzida.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais, terrenos baldios e clareiras de matos, com preferência por substratos básicos e pedregosos, a altitudes até 1700m.
Floração: de Março a Agosto.

sábado, 1 de agosto de 2026

Luzerna-preta (Medicago lupulina)








Luzerna-preta (Medicago lupulina L.)
Erva anual ou vivaz de vida curta (tipo biológico: terófito, ou hemicriptófito) prostrada ou ascendente, com caules com 10 a 50 cm, pouco ramificados, pubescentes. Folhas pecioladas, alternas, (subopostas as superiores) trifoliadas, com folíolos de obovados a suborbiculares, serrilhados no terço superior, com ápice arredondado, ou retuso, apiculado; flores (com cálice campanulado, com 5 segmentos subiguais e corola amarela com 2 a 3 mm) agrupadas (em números até 20) em inflorescências pedunduladas que revestem a forma de cachos mais ou menos simétricos, com pedúnculos claramente mais compridos que o pecíolo da folha adjacente); frutos (vagens) com cerca de 2 mm de largura, salientes do cálice, mais ou menos reniformes, com nervação reticulada e concêntrica, negros na maturação, com uma só semente.
Família: Fabaceae /Leguminosae.
Distribuição: Europa; África (Norte e Leste); Ásia (Centro e Sudoeste) e Macaronésia. Naturalizada na Austrália, Japão, América do Norte e África do Sul. Em Portugal, ocorre como planta autóctone, quer no arquipélago da Madeira, quer no território do Continente, embora seja pouco comum nas regiões a sul do Tejo. Está também presente no arquipélago dos Açores como espécie introduzida. 
Ecologia/habitat: prados, pastagens e outros relvados, em campos cultivados ou em pousio, em taludes e bermas de estradas e caminhos a altitudes até 2500m. Indiferente à natutreza do substrato.
Floração: de Março a Outubro.
(Avistamentos em diversas datas no Parque da Paz - Almada)

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Trevinho (Trifolium dubium)





Trevinho ou Trevo-amarelo-menor (Trifolium dubium Sibth.)

Erva anual, glabra ou pilosa. Caules erectos, ascendentes, ou decumbentes, com 3 a 50 cm, eventualmente glabros, mas frequentemente com pêlos adpresos. Folhas alternas, estipuladas, pecioladas (pecíolo com até 20 mm), trifoliadas, com folíolos obovados, peciolulados (peciólulo central, mais comprido que os laterais, com até 2 mm), serrilhados no ápice, geralmente glabros. Inflorescências axilares, espiciformes, subcilíndricas ou cónicas, com 6 a 9 mm de diâmetro (na floração) e 6 a 8 mm na frutificação, pedunculadas (com pedúnculo que pode atingir até 4 cm) reunindo até 30 flores dispostas densamente, pediceladas (pedicelo com até 0,7 mm) com corola amarela, acastanhada quando seca, glabra, escariosa, persistente na frutificação; frutos (vagens pediceladas) inclusos no cálice ou ligeiramente salientes, indeiscentes, com 1 a 2 sementes (lisas, amareladas).
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Europa (a latitudes inferiores a 60º N), Sudoeste da Ásia, Noroeste de África e Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias). Introduzida nos Estados Unidos.
Em Portugal ocorre, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, quer ao longo de todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: relvados anuais, incluindo em terrenos incultos, como bermas de estradas e caminhos, com preferência por solos siliciosos, a altitudes até 1700m.
Floração: de Abril  a Agosto.
[Avistamento:  Oleiros; 24 - Maio - 2026 (fotos 1 a 3); Muge; 11 - Junho 2024 (4ª foto )]

domingo, 10 de maio de 2026

Tremoceiro-cerdoso (Lupinus gussoneanus)



 Tremoceiro-cerdoso (Lupinus gussoneanus J.Agardh)

Erva anual, hirsuta, com folhas longamente pecioladas (pecíolo com 4 a 10cm), palmatissectas, com 5 a 9 folíolos, com pêlos nas duas páginas; flores com corola de cor azulada, apresentando o estandarte uma mancha esbranquiçada no centro, flores que se agrupam em inflorescência em cacho com 5 a 10 cm.
Tipo biológico: Terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Região Mediterrânica. Em Portugal ocorre apenas no Centro e Sul do território do Continente (Algarve; Allto e Baixo Alentejo; Estremadura Ribatejo e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: campos agrícolas abandonados ou em pousio, matos degradados, baldios, bermas de estradas e caminhos, em solos bem drenados, ácidos ou descarbonatados, a altitudes até 700 m.
Floração: de Março a Junho.
Sinonímia: Lupinus micranthus Guss.)
[Avistamento: São Martinho das Amoreirtas; 29 - Março - 2026)

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Piorno-da-Estrela (Cytisus oromediterraneus)

 







Piorno-da-Estrela ou Piorneira-da-Estrela (Cytisus oromediterraneus Rivas Mart., T.E.Díaz, Fern.Prieto, Loidi & Penas)

Arbusto com até 150 cm de altura, com ramificação densa e folhagem rara durante a floração e a frutificação. Ramos com entrenós curtos, de secção mais ou menos circular, com indumento duplo,  tornando-se ásperos ao tacto com o decorrer do tempo (escábridos). Folhas estipuladas e unifoliadas, com folíolos oblanceolados ou subespatulados, atenuados em pecíolos compridos, com pilosidade em ambas as páginas. Flores axilares, solitárias ou geminadas com corola amarela. Fruto deiscente, aplanado, viloso, negro após a maturação, com 3 a 6 sementes.
Tipo biológico: fanerófito; caméfito.
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Península Ibérica e França (Centro e Sul). Em Portugal a espécie está circunscrita à Serra da Estrela (Beira Alta e Beira Baixa).
Ecologia/habitat: matagais de alta montanha em solos rochosos e/ou pedregosos de natureza granítica, xistosa e quartzítica, a altitudes desde 600 a 2300 m.
Floração: Maio a Julho.
(Avistamentos: Serra da Estrela; Junho de 2015 e 2016)

domingo, 15 de março de 2026

Luzerna-arábica (Medicago arabica)

 








Luzerna-arábica ou Luzerna-negra [Medicago arabica (L.) Huds.]

Erva anual, ramificada desde a base, com indumento de pêlos multicelulares e não glandulosos. Caules ascendentes com até 75 cm de comprimento. Folhas pecioladas, alternas, trifolioladas, com folíolos obcordados, obovados, serrilhados, geralmente com uma mancha escura no centro. Inflorescências racemosas, com 2 a 5 flores, pedunculadas, (com pedúnculo mais curto que o pecíolo da folha axilante). Flores pediceladas, com cálice pubescente, com dentes aproximadamente do mesmo comprimento que o tubo; corola amarela, com estandarte mais comprido que a quilha e esta mais comprida que as asas. Fruto (vagem) globoso, espinhoso, glabro, espiralado, com 4 a 7 espiras. Sementes com até 3,5 mm, reniformes, alaranjadas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: originária do Centro e Sul da Europa; Noroeste da África; Macaronésia e Sudoeste da Ásia. Introduzida em várias outras regiões do Globo.
Em Portugal ocorre como planta autóctone, ainda que de forma descontínua, ao longo de todo o território do Continente e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: prados, pastagens e outros arrelvados, em locais húmidos, ainda que apenas temporariamente, como bermas de estradas e caminhos, a altitudes 1100.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamento: Restelo (Lisboa); 4 - Março - 2026)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Trifolium isthmocarpum



Trifolium isthmocarpum Brot.
Erva anual, glabra, por vezes, com caules glabrescentes. Caules com até 75 cm, erectos ou ascendentes. Folhas alternas, estipuladas, pecioladas, trifolioladas, com folíolos elípticos, ovados ou obovados, subsésseis, serrilhados na parte superior, glabros; estípulas membranáceas, aderentes na base ao pecíolo, com tons violáceos; pecíolo que, nas folhas inferiores, pode atingir até 2 cm. Inflorescências axilares, ou aparentemente terminais, capituliformes ou especiformes, com até 24 mm de diâmetro, ovóides na floração, subglobosas ou cilíndricas na frutificação, pedunculadas, podendo os pedúnculos atingir até 15 cm. Flores com corola rosada ou purpúrea, glabra, persistente na frutificação; fruto (vagem) incluído no cálice, indeiscente, com 1 a 2 sementes, contraído entre as sementes, quando contenha mais que uma.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Península Ibérica; Córsega, Itália, Sicília, Noroeste de África e Turquia.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Baixa, Beira Litoral, Estremadura e Ribatejo) e como espécie introduzida no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: locais húmidos, incluindo bermas de estradas e caminhos, suportando solos arenosos com algum grau de salinidade, a altitudes até 900m.
Floração: de Abril a Junho.
[Avistamento: Ponta dos Corvos (Corroios - Seixal); 2 - Maio - 2025]

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Anthyllis vulneraria subsp. maura

 




Anthyllis vulneraria subsp. maura (Beck) Maire

Erva perene. Caules com 25 a 50 cm, com indumento hirsuto ou viloso até metade do seu comprimento, pubescente e adpreso na parte superior; folhas não dispostas em roseta; as basais, com 2 a 3 pares de folíolos laterais, muito menores que o terminal, por vezes, unifolioladas; as caulinares com 7 a 9 folíolos aproximadamente iguais; flores com 18 a 20 mm, agrupadas em glomérulos com 30 a 35 mm de diâmetro; cálice com 15-17 x 5-6 mm, em geral discolor, de cor púrpura na parte (1/2 a 2/3) superior, com indumento brilhante, sedoso; corola 2 a 4 mm mais alta que o cálice, com o estandarte de cor purpúrea, rosada ou esbranquiçada; fruto estipitado com 4 a 5 mm de comprimento.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae; (Leguminosae);
Distribuição: Península Ibérica; Sul de Itália; Sicília; Norte de África (desde Marrocos até à Líbia). 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente: Algarve; Alto e Baixo Alentejo, Estremadura; Ribatejo; Beira Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat; em matagais, frequentemente em terrenos rochosos e/ou pedregosos de natureza calcária ou margosa, raramente xistosa, a altitudes até 1300 m.
Floração: de Março a Julho.
(Avistamento: Serra da Arrábida; 28 - Março - 2025)