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sábado, 10 de agosto de 2024

Plantas ornamentais: Ameixa-de-Natal (Carissa macrocarpa)






Ameixa-de-Natal *[Carissa macrocarpa (Eckl.) A.DC.]
Arbusto de folha perene e copa densa que, em regra, não ultrapassa 2 m de altura, mas que, enquanto planta cultivada, pode atingir a dimensão de uma pequena árvore. Caule muito ramificado provido de fortes espinhos bifurcados; folhas ovadas, coriáceas, de cor verde-escura, brilhantes; flores pentâmeras, hermafroditas, com pétalas brancas; fruto (drupa) comestível.
A planta é cultivada, sobretudo nos locais de origem, para fins de produção de frutos comestíveis, sendo também utilizada para formação de sebes, dada o caráracter espinhoso dos caules.
Tipo biológico: nanofanerófito;
Família: Apocynaceae;
Distribuição: planta nativa do Sul de África, actualmente cultivada nos dois hemisférios, sobretudo para fins ornamentais.
Em Portugal ocorre como planta cultivada e, aparentemente, não é muito comum.
Floração: em regiões tropicais a floração pode ocorrer ao longo de todo o ano. Em regiões temperadas o mais comum é dar-se apenas durante os meses da Primavera e do Verão.
* Também designada, em Portugal; por "Cereja-de-Natal".
(Avistamento: Costa da Caparica; 10 - Agosto - 2024)

sexta-feira, 14 de junho de 2024

Plantas ornamentais: Jardim-de-Madagascar (Stephanotis floribunda)



Jasmim-de-Madagascar * (Stephanotis floribunda Brongn.)
Planta lenhosa trepadeira, com ramos volúveis, podendo atingir até cerca de 6 metros de comprimento. Possui folhas coriáceas, dum verde escuro brilhante; flores tubulares, cerosas, de cor branca, agrupadas em cimeiras axilares; frutos ovóides contendo no interior numerosas sementes com papilho que, após a abertura dos frutos, se dispersam, com a ajuda do vento.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Apocynaceae;
Distribuição: planta nativa de Madagascar, entretanto introduzida e cultivada como planta ornamental em variadas outras partes do mundo com temperaturas moderadas. Alegadamente, a planta não suporta temperaturas inferiores a 4 ou 5 graus centígrados.
Floração: em Portugal floresce sobretudo durante a Primavera e Verão.
*Outros nomes comuns:  Flor-de-cera; Flor-de-noiva.
(Avistamento: Almada; 14 - Junho - 2024)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Pervinca-maior (Vinca major subsp. major)


A Pervinca-maior (Vinca major subsp. major) (também designada vulgarmente por Pervinca, Congossa e Congossa-maior) é uma planta perene, rizomatosa e estolonífera (tipo biológico: hemicriptófito) da família Apocynaceae.
É originária do Centro da Região Mediterrânica, mas encontra-se naturalizada noutras regiões.
Surge em Portugal como planta introduzida, onde é frequentemente cultivada e onde, entretanto, se naturalizou, surgindo como subespontânea em terrenos húmidos e sombrios, frequentemente na orla de bosques e margens de cursos de água. Cultivada para fins ornamentais é frequente em parques e jardins.
Floração: de Janeiro a Junho.
(Clicando nas imagens, amplia)

sábado, 3 de novembro de 2018

Paina-de-seda (Gomphocarpus physocarpus)







Paina-de-seda (Gomphocarpus physocarpus E. Mey.)
Pequeno arbusto, perenifólio, que pode atingir até 2 metros e meio, com caules erectos; folhas inteiras, aproximadamente lineares; flores com corola branca, ou creme, agrupadas (5 a 10) em  umbelas axilares; frutos em forma de folículos globosos contendo numerosas sementes, aladas, escuras, providas de penachos com pêlos sedosos, brancos.
Morfologicamente é muito semelhante ao seu congénere Gomphocarpus fruticosus (L.) W.T.Aiton, não sendo fácil para um não especialista distingui-los a não ser através da observação dos frutos: folículos globosos no caso do Gomphocarpus physocarpus e ovoides os do Gomphocarpus fruticosus.
Tipo biológico: fanerófito.
Família: Apocynaceae.
Distribuição: espécie originária do Sudeste da Ásia, actualmente cultivada como planta ornamental e naturalizada em muitas regiões tropicais, subtropicais e mesmo temperadas. Em Portugal há registos da sua presença, como espécie introduzida em algumas regiões costeiras no território do Continente, designadamente, na Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/ habitat: margens de cursos de água; bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 200m.
Floração: de Maio a Outubro.
**Sinónimo: Asclepias physocarpa (E. Mey) Schltr.
(Reeditado)

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Chuchu-do-mato (Araujia sericifera)











 
Chuchu-do-mato * (Araujia sericifera Brot.**)
Planta trepadeira lenhosa, volúvel (liana ou cipó) que pode atingir cerca de 10m.
Tipo biológico: Fanerófito;
Família: Apocynaceae (anteriormente: Asclepiadaceae )
Distribuição: a espécie é nativa das regiões sub-tropicais da América do Sul, tendo sido introduzida, para fins ornamentais, em várias regiões temperadas do globo, onde se naturalizou e onde, algumas vezes, se comporta como planta invasora. Também terá sido introduzida em Portugal para para idênticos fins, em data incerta, encontrando-se  naturalizada, quer nos Açores e Madeira, quer no Continente, onde, no entanto, não parece ser, nem muito comum, nem apresentar comportamento invasor. 
Ecologia/habitat: clareiras e orla de matas;
Floração: decorre em Portugal de Junho a Setembro.
* Outras designações comuns: Planta-cruel; Pepino-de-seda; Timbo.
** O nome genérico Araujia foi criado pelo descritor, o botânico português Félix de Avelar Brotero (Brot.) em homenagem a outro português,  António de Araújo e Azevedo, político, diplomata e cientista, nascido em Ponte de Lima, em 14 de Maio de 1754, e falecido no Rio de Janeiro, em 21 de Junho de 1817
[Local e datas: Mata Nacional do Escaroupim (concelho de Salvaterra de Magos); 12 - de Junho / 7 de Julho - 2015]

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Algodoeiro-falso (Gomphocarpus fruticosus)










Algodoeiro-falso * [Gomphocarpus fruticosus (L.) W.T.Aiton **]
Pequeno arbusto (1 a 2m) (tipo biológico: fanerófito), perenifólio, frequentemente multicaule, com caules erectos; folhas inteiras, aproximadamente lineares; flores com corola lobular branca ou amarela agrupadas (3 a 15) em inflorescências sob a forma de umbelas axilares; frutos em forma de folículos apiculados contendo, por via de regra, mais de 120 sementes, aladas, providas de penachos com pêlos sedosos.
Morfologicamente é muito semelhante ao seu congénere Gomphocarpus physocarpus E. Mey. [Sin.: Asclepias physocarpa (E.Mey.) Schlechter], não sendo fácil para um não especialista distingui-los a não ser através da observação dos frutos: folículos apiculados no caso do Gomphocarpus fruticosus e globosos no caso do Gomphocarpus physocarpus.
Família: Apocynaceae:
Distribuição: espécie originária da África Austral, é actualmente cultivada como planta ornamental e encontra-se naturalizada em muitas outras regiões subtropicais e temperadas quentes. Em Portugal há registos da sua presença, como espécie introduzida e naturalizada, quer no Continente, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/ habitat: ribanceiras, margens de cursos de água, marismas, terrenos perturbados, bermas de estradas e caminhos.
Floração: de Março a Novembro. 
* Outros nomes comuns: Sedas; Sumaúma-bastarda
**Sinónimo: Asclepias fruticosa L. (Basónimo)
(Local e data: Almada; Outubro - 2014)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Plumeria obtusa


Plumeria obtusa L.

Arbusto ou pequena árvore (5-8m) da família Apocynaceae. Espécie nativa das Grandes Antilhas, Flórida, norte da América Central e do sul do México, actualmente cultivada como planta ornamental em todas as regiões tropicais do globo. 
(Local e data: Galle - Sri Lanka; 24 - Agosto - 2014)
(Clicando na imagem, amplia)

sábado, 4 de outubro de 2014

Flora do Sri Lanka: Bombardeira (Calotropis procera)




Bombarbeira [Calotropis procera (Aiton) W.T.Aiton]
Aqui, uma vez mais, mas trazida, desta vez, não da Índia, mas do Sri Lanka.
(Local e data: Anuradhapura -Sri Lanka; 20 - Agosto - 2014)

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Plumeria pudica


Plumeria pudica Jacq.
Planta originária da América Central e do Sul (Panamá, Venezuela e Colômbia) mas bem adaptada a outras regiões de clima quente. Está bem adaptada, por exemplo, no Sri Lanka, onde foram obtidas as fotos supra e  onde é usada como planta ornamental e o mesmo se diga relativamente ao Brasil, onde a planta (com 3 a 4 m) é designada por Bouquê-de-noiva e Jasmim-do-Caribe.
Distingue-se facilmente de outras espécies do mesmo género, em particular pela forma das suas folhas que são semelhantes a espátulas muito alongadas.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Erva-contra-venenos (Vincetoxicum nigrum)






Erva-contra-veneno *(Vincetoxicum nigrum (L.) Moench **
Erva rizomatosa, perene, (tipo fisionómico: hemicriptófito) da família Apocynaceae, com caules ascendentes, pubescentes (com pêlos curtos e macios) e volúveis que podem alcançar mais de 2 m de comprimento; folhas opostas, inteiras, geralmente lanceoladas, mas vagamente cordiformes na base, também pubescentes, sobretudo na margem e ao longo das nervuras; flores com corola composta por lóbulos triangulares de cor castanha-arroxeada escura, tal como a coroa, dispostas (4 a 16) em cimeiras pedunculadas, axilares ou terminais.
Distribuição: Originária do Sudoeste europeu, mas entretanto introduzida noutras regiões do Globo, designadamente na América do Norte, onde ganhou o estatuto de planta invasora.
Ocorre também em Portugal, estando presente, segundo a Flora Ibérica, no Alto e Baixo Alentejo, Ribatejo, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes, regiões a que há que acrescentar, pelo menos, as terras da Beira Alta onde fotografias supra foram obtidas.
Habitat: margens de rios e de outros cursos de água e sob coberto de bosques e matagais.  
Floração: de Abril a Agosto.
*Presumo que o nome comum mais não é do que a tradução para vernáculo da expressão "Vincetoxicum" que, à letra, se pode traduzir por "vence-veneno". Se  vence ou não, confesso que não sei. 
** Sinonímia; Asclepias nigra L (Basónimo); Cynanchum louiseae Kartesz & Gandhi.
(Local e data: Rio Côa, entre Valongo e Seixo do Côa (concelho do Sabugal); 27 . Junho . 2013) 
(Clicando nas imagens, amplia)

Lugar onde:
 (Rio Côa, fotografado da Ponte que liga Seixo do Côa a Valongo)