segunda-feira, 8 de julho de 2013

Sargaço-branco (Halimium ocymoides)









Sargaço-branco (Halimium ocymoides (Lam.) Willk.)  
Pequeno arbusto (até 1 metro de altura) da família Cistaceae, com caules geralmente erectos, muito ramificados, com ramos estéreis e férteis, aqueles com folhas cinzento-esbranquiçadas e tomentosas e estes com folhas verdes e quase sem pêlos. Flores dispostas em cimeiras pouco densas, com pedúnculos finos e compridos e com corola formada por pétalas tingidas de amarelo vivo, com manchas escuras na base.
Distribuição: Península Ibérica e Norte de Marrocos. Em Portugal, distribui-se de forma descontínua por todo o território do Continente.
Habitat: Clareiras de matos e bosques, bermas de caminhos, em zonas com clima algo húmido, sobre solos ácidos pouco profundos.
Floração: de Maio a Julho.
(Local e data: Serra de Malcata; 24 - Junho - 2013)
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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Veronica micrantha

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 Veronica micrantha Hoffmanns. & Link
Planta perene da família  Plantaginaceae, por vezes, algo lenhosa na base, com caules com 20 a 60cm, geralmente erectos, mais ou menos  lanosos, classificada quanto ao tipo fisionómico, quer como caméfito, quer como hemicriptófito. Distingue-se, face às suas congéneres, pela corola esbranquiçada, pequena (em geral, com 6 a 8 mm de diâmetro) como é o caso de muitas outras espécies do mesmo género.
Distribuição: É mais um endemismo ibérico, com distribuição limitada ao  Noroeste e Centro Oeste da Península, sendo dado com presente, do lado de cá da fronteira, nas antigas províncias da Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Ribatejo, (Douro Litoral ?) Minho e Trás-os Montes. É uma planta não muito vulgar, mas suponho, até pela circunstância de, neste início de Verão, ter encontrado em sítios diferentes, duas populações algo numerosas, que também não será especialmente rara. 
Habitat: Clareiras e orlas de bosques caducifólios, margens de cursos de água e, em geral, em sítios um tanto húmidos e sombrios.
Floração: de Maio a Agosto.
[Locais e datas: Rapoula do Côa - Sabugal; 16 - Junho - 2013 (fotos 1 e 2) Quadrazais - Sabugal ; 20 - Junho - 2013 (fotos 3, 4 e 5)]

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Prunella grandiflora




Prunella grandiflora (L.) Scholler*  
Erva vivaz (tipo fisionómico: proto-hemicriptófito)  da família Lamiaceae,  de base algo lenhosa e estolhosa, com caule, mais ou menos piloso, que pode elevar-se até cerca de 40cm, apresentando folhas de formato variável e flores com corola tubular com as dimensões de 18-32 mm, de cor entre o roxo e o púrpura, dispostas em inflorescência formada por (2 a 8) verticilos, com 6 a 10 flores cada um.
Distribuição: Europa, (com excepção do extremo Norte e ilhas) e Sudoeste da Ásia. Na Península Ibérica ocorre apenas na metade setentrional, estando presente no território português nas antigas províncias da Beira Alta, Minho e Trás-os-Montes e, provavelmente, também na Beira Baixa e Beira Litoral.
Habitat: Prados húmidos, clareiras de bosques e de matagais, geralmente, em zonas de montanha. Indiferente à natureza do solo.
Floração: de Junho a Agosto.
*Sinonímia: Prunella vulgaris var. grandiflora L. (basónimo); Prunella hastifolia Brot.
(Local e datas: Serra de Malcata; 24/25 - Junho - 2013)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Crista-de-galo (Rhinanthus minor)






Crista-de-galo, ou Galocrista (Rhinanthus minor L.)
Erva anual (tipo fisionómico: terófito), epífita, da família Orobanchaceae, com caule erecto, mais ou menos ramificado, que pode atingir até 50 cm de altura. 
Distribuição: Europa (mas raro na Região Mediterrânica) Sibéria Ocidental, Gronelândia e extremo nordeste da América do Norte. Na Península Ibérica encontra-se apenas na metade norte da Península, estando a sua distribuição em Portugal limitada às antigas províncias da Beira Alta, Minho e Trás-os-Montes (Fonte: Flora Ibérica) .
Habitat: em geral, em terrenos húmidos e, designadamente, em lameiros, prados de corte e clareiras de carvalhais, a altitudes entre os 100 e os 2100 metros.
Floração: de Maio a Julho. 
(Local e datas: Foios - Sabugal; 16/22/27 - Junho - 2013)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Verónica-das-boticas (Veronica officinalis)






Verónica-das-boticas * (Veronica officinalis L.)
Erva vivaz (tipo fisionómico: caméfito) da família Plantaginaceae.
Distribuição: circumboreal, presente em grande parte da Europa, Cáucaso, Anatólia, Transcaucásia, norte do Irão, Açores e norte da América (Fonte: Flora Ibérica). À semelhança do que se passa em toda a Península Ibérica, também em Portugal a sua distribuição ocorre principalmente nas zonas montanhosas da metade norte do país, incluindo a Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes e, provavelmente, também em parte da Beira Baixa.
Habitat: clareiras de bosques, lameiros e outros terrenos de pastagem húmidos, em substrato preferentemente silicioso.
Floração: de Maio a Setembro. 
*Outros nomes comuns: Verónica-macho; Erva-dos-leprosos; Verónica-da-Alemanha; Carvalhinha, Chá-da-Europa; Verónica-das-farmácias.
(Local e data: Foios - Sabugal; 22 - Junho - 2013)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Cardo-coroado (Atractylis cancellata subsp. cancellata)

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Cardo-coroado (Atractylis cancellata L. subsp. cancellata)
Erva anual(tipo fisionómico: terófito) da família Asteraceae.
Trata-se de uma planta de pequenas dimensões (6 a 30 cm) com caule simples, ou escassamente ramificado, por vezes tão curto que dá impressão que o capítulo floral está assente no solo. (fotos 3, 4 e 6).
Deveras interessante é o capítulo em forma de gomil (urceolado) protegido por brácteas pectinadas com os diversos segmentos guarnecidos de espinhos, com o aspecto de cancela (donde o epíteto cancellata) e que em conjunto formam uma espécie de coroa, a justificar o nome comum de Cardo-coroado.
Distribuição: Região Mediterrânica. Em Portugal, a sua ocorrência, tendo em conta os registos existentes no portal  da APBotânica (Flora.On), parece estar limitada ao território a sul do Tejo. 
Habitat: Prados anuais, clareiras de matos, incultos e baldios e, em geral, em terrenos secos, pedregosos e com boa exposição solar, frequentemente sobre substrato calcário.
Floração: de Maio a Julho
[Local e datas: cabo Espichel - Arrábida; 3 Junho - 2013 (fotos 1, 2, 3, 4 e 5); 6 - Maio - 2013( foto 6); 6 - Março - 2013 (foto 7)]
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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Erva-das-azeitonas (Calamintha nepeta subsp. nepeta)






 Erva-das-azeitonas, ou Nêveda  [Calamintha nepeta (L.) Savi subsp. nepeta ] 

Erva perene ((tipo fisionómico: caméfito), com a configuração de um pequeno arbusto, pertencente à família Lamiaceae. Muito aromática, geralmente multicaule, com indumento viloso, pode atingir entre 20 e 70 cm de altura.Folhas ovadas, ou ovado-arredondadas, quase inteiras, às vezes, mas geralmente crenuladas ou dentadas. Inflorescência alongada e estreita, reunindo-se as flores (3 a 5) em cimeiras dispostas ao longo da inflorescência. Flores bilabiadas com corola de cor entre o branco-rosa, o lilás, ou o púrpura claro.
Distribuição: Centro e Sul da Europa, Noroeste de África e Ilhas Canárias. Em Portugal ocorre em todas as regiões do território do Continente.

Habitat: sebes, muros de suporte de terra, taludes, clareiras e orlas de matos e bosques e mesmo na berma de estradas e caminhos, geralmente, em sítios secos. É indiferente à natureza do solo.
Utilização: é usada em culinária como aromatizante e, designadamente, para curtir azeitonas (donde o nome comum de Erva-das-azeitonas) 
Floração: de Abril a Dezembro.
[Locais e datas: Troviscal - Sertã; 23 - Dezembro - 2012 (fotos 1 e 2); Serra da Arrábida; 15 - Maio - 2012 (foto 5); 11 - Novembro - 2012 (foto 3) e 3 -Dezembro - 2012 (foto 4)] 
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domingo, 2 de junho de 2013

Scrophularia grandiflora







Scrophularia grandiflora DC.
Erva vivaz, rizomatosa, (tipo fisionómico: hemicriptófito) da família Scrophulariaceae. É uma planta relativamente robusta, cujo caule, erecto, ramificado na base, densamente glanduloso-pubescente,  pode atingir até 1,80m; com folhas penatissectas com 2 ou 3 pares de segmentos laterais e um terminal, este ovado ou ovado-elíptico. Inflorescência extensa (até cerca de 1 m) distribuindo-se as flores com corola bilabiada,  de cor rosa-púrpura, ao longo da inflorescência em aglomerados com o número de flores de cada conjunto a diminuir a partir da base da inflorescência (até 10, na base e entre 2 e 6 nos restantes).
Esta espécie pode facilmente confundir-se com a sua congénere Scrophularia sambucifolia, pois as duas espécies são bastante semelhantes. O que, em particular, as distingue é a circunstância de a S. grandiflora ser densamente pubescente e glandulosa e a S. sambucifolia ser quase glabra (isto é, sem pêlos), como se pode observar na comparação que aqui nos é oferecida.
Distribuição: É um endemismo português confinado ao Centro Oeste do território do Continente, onde se desenvolve em lugares um tanto húmidos, mais ou menos sombrios, na orla e sob coberto de matas, em taludes ervosos, à beira de estradas e caminhos, por vezes na proximidade ou mesmo no meio das valetas que ladeiam aquelas vias. 
Floração: de Março a Julho
(Local e data: junto da povoação de Dreia - Arganil; 13 - Maio - 2013)

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cardo-roxo (Cirsium vulgare)

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Cardo-roxo [Cirsium vulgare (Savi) Ten.]  
Planta herbácea bienal (tipo fisionómico: hemicriptófito) da família Asteraceae. Durante o primeiro ano permanece sob a forma de roseta de folhas basilares, só desenvolvendo o caule e florescendo no segundo ano. 
O caule erecto, por vezes, simples, mas, geralmente, ramificado, pode atingir até cerca de três metros de altura. As folhas são alternas, palmatilobadas, com os vários segmentos (o terminal mais comprido e os laterais)  munidos de fortes espinhos que, aliás, não se encontram apenas nas folhas, pois distribuem-se também ao longo do caule e dos ramos e guarnecem igualmente as brácteas involucrais dos capítulos florais. As flores apresentam corolas tubulares estreitas, exteriormente arroxeadas, reunidas em capítulos com 2 a 5 cm de diâmetro, surgindo estes na extremidade dos ramos, isolados, ou em grupos de 2 a 3.  
Distribui-se por quase toda a Europa, Ásia Ocidental e Norte de África. A espécie foi, entretanto introduzida noutras regiões do globo, tendo ganho, nalgumas partes, o estatuto pouco cobiçado de planta invasora. Está também presente em toda a Península Ibérica, distribuindo-se em Portugal por quase todo o território do continente, de forma dispersa, mas, aparentemente, não é tão vulgar quanto o sugerido pelo epíteto específico. Eu, por exemplo, desde que me dedico a estas observações, apenas avistei a espécie em três locais diferentes.
Habitat: Terrenos incultos, baldios, bermas de caminhos, em locais nem muito secos, nem excessivamente húmidos. É indiferente à composição do solo.
Floração: de Maio a Setembro.
[Locais e datas: Sabugal; 18 - Agosto 2012 (foto 1); 22- Junho 2012 (foto 5); Troviscal - Sertã, 2 - Março 2013 (foto 6); Lagoa de Óbidos; 9 - Maio - 2013 (fotos 2, 3, 4 e 7)]