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sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Arabis planisiliqua







Arabis planisiliqua (Pers.) Rchb.
Planta bienal, unicaule ou, frequentemente, pluricaule, com 30 a 80 cm, com indumento formado por pêlos estrelados, sésseis ou subsésseis; caules simples ou ramificados na parte superior; folhas com margem inteira ou serrado-crenada; as inferiores dispostas em roseta, com pecíolo largo; as caulinares lanceoladas, sagitadas ou auriculadas na base; flores agrupadas (20 a 40) em inflorescências em cacho, glabro; pedicelos rectos, erectos muito próximos do eixo do cacho, na frutificação; sépalas elípticas. glabras; pétalas brancas com o ápice arrendondado; estigma cilíndrico; frutos (silíqua) com sementes planas e com margem alada.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: Sudoeste da Europa.
Em Portugal esta espécie ocorre apenas no território do Continente, estando circunscrita à Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: clareiras de matos e fissuras de rocha, em substratos calcários ou, menos frequentemente, quartzíticos, a altitudes até 1150m.
Floração: de Março a Julho.
(Avistamento: Minde (Serra d'Aire); 3 - Maio - 2022)
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Lomelosia simplex subsp. dentata

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Lomelosia simplex (Desf.) Raf. subsp. dentata (Jord. & Fourr.) Greuter & Burdet 
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Dipsacaceae. Planta com caule  erecto (30 a 70 cm) geralmente simples, por vezes, ramificado, com folhas basais e caulinares inferiores secas na altura da floração; folhas caulinares médias penatifendidas ou penatipartidas apresentando, em qualquer caso, o segmento terminal muito mais largo que os laterais; folhas caulinares superiores penatissectas com segmento terminal maior que os restantes; flores desiguais (as exteriores com maior tamanho) com corola azulada, reunidas em inflorescências capituliformes.
Distribuição: A subespécie em causa tem, segundo a Flora Ibérica, a sua distribuição limitada à Península Ibérica e ao Noroeste de África. No que respeita Portugal, a mesma fonte apenas a considera como ocorrendo no Algarve, no Alto e no Baixo Alentejo, o que, a ser verdade, poria em causa a identificação que faço das plantas representadas nas fotografias supra, todas encontradas no mesmo local (Vale da Serra) freguesia de Pedrógão, concelho de Torres Novas, em terras, pois, da antiga província do Ribatejo. 
Que possa ter havido erro na identificação da minha parte não seria motivo para grande estranheza, considerando as minhas mais que sérias limitações nesta matéria. Gastemos, então, algumas linhas em defesa da identificação proposta: segundo a mesma fonte, além da L. simplex, só ocorre em Portugal e no território do Continente uma outra espécie do mesmo género, a L. stellata que apresenta, ao contrário da L. simplex, como explica o portal da SPBotânica (Flora.on)  "Pelo menos algumas brácteas do capítulo profundamente divididas" e "Aristas claramente ultrapassando a coroa", características que as plantas reproduzidas nas fotos supra não apresentam, como se pode verificar através da foto 4, quanto ao primeiro ponto e através da foto 6, quanto ao segundo.
Ultrapassada, desta forma, a questão da identificação da espécie, sobra a dúvida sobre a subespécie, já que são atribuídas à L. simplex, duas subespécies: a nominal, L. s. simplex e a que agora temos entre mãos, L.  s. dentata. Em quase todas as partes das plantas enquadradas nas duas subespécies há diferenças, indo, por exemplo, desde o tamanho do caule (em regra, menor na subespécie nominal) até ao diâmetro das corolas (menor também na subespécie nominal). Decisiva para mim foi a verificação de que as características dos segmentos terminais das folhas caulinares médias (muito mais largos que os laterais) e das folhas caulinares superiores (maiores que os laterais) apresentadas pelas plantas fotografadas correspondiam às das folhas da L. s. dentata, distinguindo-se claramente de idênticos segmentos da subespécie nominal que nas folhas caulinares médias apresenta segmentos terminais pouco mais largos que os laterais, não havendo distinção entre segmentos terminais e laterais, nas folhas caulinares superiores. Todos são, alegadamente, lineares.
Longa vai a conversa e não era essa, à partida, a minha intenção. Passemos, então, adiante, para a:
Ecologia/Habitat: baldios, terrenos incultos ou em pousio, bermas de caminhos, sobre substrato calcário ou margoso, até aos 1500m de altitude. 
Floração: Maio - Junho
(Local e data: referido o local, enquadrado na Serra d'Aire, registem-se as datas: 25 - Maio - 2014 (fotos 1, 2, 3, 4 e 5); 6 - Junho - 2012 (fotos 6 e 7). 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Arruda-dos-muros (Asplenium ruta-muraria subsp. ruta-muraria)

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Arruda-dos-muros (Asplenium ruta-muraria L. subsp. ruta-muraria)
Feto (ou samabaia, na terminologia brasileira), provido de rizoma (tipo biológico: geófito) da família Aspleniaceae (Ordem: Polypodiales; Classe: Polypodiopsida; Divisão: Pteridophyta).
Distribuição: Regiões temperadas do Hemisfério Norte. Presente também no território de Portugal Continental, designadamente, na Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral e Douro Litoral.
Ecologia/habitat: fendas de rochas e muros de pedra, em  geral, de origem calcária ou xistosa. 
[Locais e datas: Serra d'Aire; 18 - Maio - 2012 (foto1); Serra da Lousã 12 - Maio - 2013 (foto 2)]
(Clicando nas imagens, amplia)