sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Recapitulando: Leuzea conifera




Leuzea conifera (L.) DC.
Família: Asteraceae;
(Local e data: Cerro de S. Miguel - Algarve; 22 - Maio - 2016)
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Heliotropium supinum




 Heliotropium supinum L.*
Erva anual, com 10 a 80 cm,  algo esverdeada, por vezes, acinzentada, vilosa (com pêlos patentes, macios e compridos), caule tomentoso-viloso, ramificado, decumbente ou prostrado; folhas ovadas ou elípticas, mais ou menos vilosas na página superior e tomentosas na página inferior; flores brancas, de pequena dimensão  (1 a 2 mm de diâmetro) agrupadas em inflorescências onde se dispõem em cimeiras geminadas, densas.
Apresenta numerosas semelhanças com a espécie congénere Heliotropium europaeum. (espécie que é bem mais vulgar em Portugal). Para as distinguir dever-se-á atender, desde logo, à postura do caule da planta em observação (caule erecto no caso do H. europaeum; decumbente ou prostrado no caso do  H. supinum).  Outras características (perceptíveis por um observador mais atento) enunciadas pela Flora Iberica: cálice dividido quase até à base e persistente após a queda do fruto; este geralmente com 4 núculas (H. europaeum); cálice dividido apenas num terço do seu comprimento, que se desprende da planta juntamente com o fruto; este geralmente com uma só núcula, raramente com 2 ou 3 (H. supinum).
Tipo biológico: terófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Sul da Europa, África,  Ásia Ocidental, Índia e Canárias. 
Em Portugal, apesar de não ser, aparentemente, muito comum,  distribui-se por grande parte do território do Continente, concentrando-se, sobretudo, nas regiões do sul e do centro do país.
Ecologia/habitat: pastagens com alguma humidade; leitos secos de cursos de água ou de pequenas lagoas e charcos temporários, em substrato arenoso ou argiloso, por vezes, nitrificado,  a altitudes até 700m. 
Floração: de Junho a Setembro.
*Sinonímia: Heliotropium hirsutum C.B.Clarke; Heliotropium malabaricum Retz.
(Local e data:  Rio Ponsul, em Idanha-a-Velha; 11 - Setembro - 2015)
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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Sideritis romana




Sideritis romana L.
Erva anual, com 5 a 30 cm, hirsuta,  coberta com pêlos compridos e flexíveis, alguns glandulosos; com caule simples ou ramificado na base; folhas de ovadas a elípticas, dentadas, pelo menos, na metade apical; flores com corola branca ou levemente rosada, bilabiada, com o lábio superior bem menor que o inferior e por vezes inteiramente coberto pelo dente superior do cálice, dente este que, por sua vez, é bem maior que os restantes. As flores agrupam-se (2 a 6) em número variável de verticilos (até 20), formando em conjunto inflorescências que podem atingir até 22 cm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Lamiaceae / Labiatae;
Distribuição: Região Mediterrânica. 
Em Portugal a sua ocorrência está limitada ao Algarve.
Ecologia/habitat:  clareiras de matos e pastagens, em terrenos pedregosos e mesmo em rochedos; em locais geralmente secos e, por vezes, alterados, em substrato preferentemente básico, a altitudes até 1100m.
Floração: de Abril a Junho.
[Local e data: Algarve (Ludo e Cerro de S. Miguel); 22 - Maio - 2016]

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Unha-de-gato (Ononis reclinata subsp.reclinata)





Unha-de-gato (Ononis reclinata L. subsp. reclinata)
Erva anual, glandulosa, com 5 a 25 cm, com caules erectos ou ascendentes; folhas em geral trifoliadas, com folíolos dentados no ápice; flores patentes quando em plena floração, pendentes depois, com corola que apresenta o estandarte rosado, asas e quilha esbranquiçadas.
Característica a observar para confirmar que se está em presença desta espécie: "Pedicelo das flores com uma articulação que o divide em duas partes" (Flora.on),  articulação que é suficientemente visível na 1ª foto supra. 
Esta espécie apresenta evidentes semelhanças com  Ononis dentata a pontos de esta, como se pode ler aqui, já ter sido considerada como uma subespécie da Ononis reclinata. Para as diferenciar, o portal Flora.on recomenda que se atente na forma das sépalas: "linear-lanceoladas, estreitando para o ápice, mais largas para a base" (O. reclinata); " linear-espatuladas, alargando e arredondando um pouco para o ápice" e "geralmente com 1 ou mais dentes no ápice" (O. dentata) (fonte).
Ocorrem na Península Ibérica, incluindo no território português do Continente, duas subespécies: a nominal a que se referem as imagens supra e a Ononis reclinata subsp. mollis (Savi) Bég. Dentre as características diferenciadoras apontadas pela Flora Ibérica, as mais facilmente observáveis são as referentes à corola: [nitidamente mais curta que o cálice (na  subsp. mollis); geralmente maior ou aproximadamente igual ao cálice e eventual e raramente mais curta do que este (na subespécie nominal)] e às estípulas foliares cuja parte livre, ou seja, a parte não soldada ao pecíolo, pode ser dentada (e assim é na subespécie nominal) ou inteira (e tal acontece na  subsp. mollis).
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: a subespécie aqui retratada distribui-se por toda a Região Mediterrânica, arquipélago das Canárias e Sudoeste da Ásia. Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, podendo encontrar-se, designadamente, no Algarve, Alto Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral, Douro Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: pastos; rochedos e terrenos pedregosos, em substrato geralmente básico, a altitudes até 1000 m.
Floração: de Abril a Julho
(Local e data: Serra de Montejunto; 17- Maio - 2017)
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domingo, 8 de janeiro de 2017

Convolvulus siculus

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Convolvulus siculus L.
Erva anual, pubescente, escandente, com 10 a 40 cm; caules simples ou escassamente ramificados, erectos (os mais curtos), decumbentes ou volúveis (os mais desenvolvidos); folhas pecioladas, inteiras, com limbo ovado ou ovado-lanceolado com nervuras bem visíveis, truncado ou cordado na base; flores pentâmeras, axilares, em geral solitárias, com corola infundibuliforme, de cor azul escuro ou azul pálido, dispostas em inflorescências pouco densas; fruto constituído por cápsula globosa, glabra.
Tipo biológico: terófito;
Família: Convolvulaceae; 
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia (região onde, no entanto, a espécie se encontra circunscrita aos arquipélagos da Madeira e das Canárias) 
Segundo a  Flora Ibérica, ocorrem na Península duas subespécies: a subespécie nominal e a subespécie elongatus, que a mesma fonte diferencia em função do comprimento dos pedicelos [notoriamente mais curtos do que o cálice, na frutificação (subespécie nominal) e  tão compridos ou  apenas ligeiramente mais curtos do que cálice (subespécie elongatus]) e da cor das corolas (azul escuro, na subespécie nominal e azul pálido, quase branco na subespécie elongatus)
De acordo com a mesma fonte, ambas as subespécies ocorrem também em Portugal Continental: a subespécie elongatus circunscrita à Estremadura; a nominal com uma distribuição mais alargada (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Baixa e, eventualmente, Trás-os-Montes)
Ecologia/habitat: terrenos pedregosos, na margem de cursos de água e na base de rochedos ou de arribas de natureza calcária.
Floração: de Março a Junho.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 29 - Janeiro - 2014 (foto 4); 7 - Abril - 2014 (fotos 1 e 3); 23 - Abril - 2016 (fotos restantes)]

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Cachrys sicula








Cachrys sicula L.
Erva perene, um tanto rugosa, com 30 a 150cm, com caules muito ramificados; folhas basais multipenatissectas (4 a 6 vezes) com segmentos de última ordem, lineares, não rígidos, mucronados; e folhas caulinares também multipenatissectas (3 a 5 vezes); flores com pétalas amarelas com o ápice encurvado, agrupadas em umbelas compostas com 12 a 30 raios; frutos em geral globosos, por vezes elipsoides.
À primeira vista não é fácil distinguir a C. sicula da sua congénere C. libanotis, pois o hábito das duas espécies é, no seu conjunto, extremamente semelhante. Uma observação atenta permite, no entanto, distingui-las. Eis algumas das características distintivas: a C. libanotis é francamente mais rugosa que a congénere; os segmentos foliares de última ordem desta espécie podem ser lineares ou filiformes, rígidos e por vezes dentados, nunca mucronados; os frutos da C. libanotis são ovoides  e raramente papilosos, ao passo que os da C. sicula são globosos, como vimos, e sempre papilosos; as brácteas da umbela central são num caso (C. libanotis)  indivisas, enquanto que no outro caso se apresentam como penatissectas ou multipenatissectas; o cálice da C. libanotis tem dentes com menos de 0,5mm, enquanto que os dentes do cálice da C. sicula podem ter 1,1mm e nunca menos de 0.7mm.
Note-se, finalmente, que a identificação das duas espécies é também facilitada pelo facto de a C. libanotis ter um habitat mais restrito que a congénere, pois que confinado a dunas e areais, em geral, costeiros  e a altitudes até 100m.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Apiaceae /Umbelliferae;
Distribuição: Oeste da Região Mediterrânica.  Em Portugal Continental ocorre apenas no Algarve, Alto e Baixo Alentejo e Estremadura.
Ecologia/habitat: terrenos secos, em locais abertos e ensolarados, taludes e bermas de estradas e caminhos, em solos preferentemente básicos a altitudes até 900m. Subnitrófila. 
Floração: de fins de Março a Junho.
[Locais e datas: Castro Verde; 28 - Março - 2014 (as 4 primeiras fotos); Mértola; 27 - Maio - 2015 (as fotos restantes)]
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Narciso-de-inverno (Narcissus tazetta)




Narciso-de-inverno *(Narcissus tazetta L.)
Planta herbácea, bulbosa, perene.
Morfologicamente muito semelhante à congénere Narcissus papyraceus, dela se distingue, no entanto, pela diferente cor da coroa: amarela no N. tazzeta; branca no N. papyraceus.
Tipo biológico: geófito;
Família: Amaryllidaceae;
Distribuição: Europa (desde o Nordeste da Península Ibérica até aos Balcãs); Ásia (Península da Anatólia) e Norte de África. Naturalizada noutras regiões e países, onde foi introduzida como planta ornamental. É o caso de Portugal onde se pode encontrar em algumas regiões do território do Continente e, designadamente, no Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: nos lugares de origem ocorre em clareiras de matos e sobreirais, prados húmidos, fissuras de rochas calcárias, a altitudes até 1000m.
Em Portugal, no entanto, aparece sobretudo em sítios ruderalizados, na proximidade de lugares habitados, tratando-se frequentemente de populações escapadas de cultivo.
Floração: de Novembro a Março.
*Outros nomes comuns: Mijaburro, Narciso-de-Constantinopla, Narciso-tazeta.
[Local e data: Trafaria (Almada); 21 - Dezembro - 2016]

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Trevo-estrelado (Trifolium stellatum)

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Trevo-estrelado (Trifolium stellatum L.)
Erva anual, vilosa, com 6 a 40 cm; com caules erectos ou ascendentes, simples ou ramificados, com pêlos patentes; folhas alternas, pecioladas (com pecíolo até 9 cm), trifoliadas, com folíolos denticulados no terço superior; flores com corola rosada (por vezes, amarelada ou purpúrea) agrupadas em inflorescências pedunculadas (com pedúnculo até 10 cm) capituliformes, terminais e solitárias.
Tipo biológico: terófito; 
Família: Fabaceae;
Distribuição: Sudeste da Grã-Bretanha; Sul da Europa; Norte de África; Oeste da Ásia; e Macaronésia (limitada, neste caso, aos arquipélagos da Madeira e das Canárias). Introduzida na América do Norte e na Austrália.
Em Portugal, além da presente no arquipélago da Madeira, pode também encontrar-se em quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: pastagens e relvados pobres, em terrenos por vezes pedregosos e um tanto degradados, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1000m.
Floração: de Março a Junho.
[Locais e datas: Canha (Montijo); 24 - Abril - 2016 (fotos 1 e 2); Douro Internacional (Freixo de Espada à Cinta); 8 - Abril - 2016 (foto 3)]
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sábado, 17 de dezembro de 2016

Ononis dentata




Ononis dentata Sol. ex Lowe *
Erva anual, pubescente-glandulosa, com caules que podem atingir até cerca de 35 cm, erectos ou ascendentes, simples ou ramificados a partir da base; folhas, em geral trifoliadas, com folíolos dentados na metade apical; flores pediceladas, patentes durante a antese, pêndulas posteriormente, dispostas isoladamente nas axilas foliares, com corola  formada por estandarte rosado, asas e quilha esbranquiçadas.
Característica que convém confirmar; sépalas linear-espatuladas, com um ou mais dentes no ápice. (fonte)
Tipo biológico: terófito:
Família: Fabaceae; 
Distribuição: Península Ibérica, Sicília, Sardenha e  Macaronésia (limitada aqui aos arquipélagos da Madeira e das Canárias).
Em Portugal Continental, encontra-se apenas  no Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: terrenos arenosos litorais e arribas costeiras,
Floração: de Abril a Junho.  
*Sinonímia: Ononis reclinata L. subsp. dentata (Sol. ex Lowe) M. Laínz
(Local e data: litoral da Serra da Arrábida: 17 - Abril - 2014)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Soagem (Echium plantagineum)







Soagem *(Echium plantagineum L.)
Erva com 20 a 80 cm, anual ou bienal, unicaule ou multicaule; híspida ou sedosa (com pêlos compridos, rígidos ou macios), com caules erectos ou ascendentes, simples ou ramificados na parte superior; folhas com indumento sedoso, polimorfas, com as inferiores dispostas em roseta basal; flores zigomorfas (com corola infundibuliforme, em geral de cor azul ou azul-violeta, raramente branca) agrupadas em inflorescências ramificadas paniculiformes. 
Sabe-se que nem sempre é fácil distinguir as várias espécies dentro de cada género, afirmação que é também válida no caso do género Echium. Para ultrapassar a dificuldade de identificação do E. plantagineum o portal da SPBotânica (Flora.on)  chama a atenção para uma particularidade que a distingue das suas congéneres: a "corola [é] glabra por fora, somente com alguns pêlos dispersos nas nervuras", ao passo que as congéneres têm a "corola com pêlos curtos em toda a superfície externa" 
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Sul, Leste e Oeste da Europa; Sudoeste da Ásia; Norte de África; Macaronésia, (excepto: Açores, onde, entretanto, foi introduzida e Cabo Verde). Introduzida na Austrália e no Centro e Norte da Europa.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone em todo o território do Continente e no arquipélago da Madeira e como exótica nos Açores.
Ecologia/habitat; espécie ruderal, ocorre em campos agrícolas, cultivados e incultos; em bermas de estradas e caminhos, em solos ácidos ou básicos, a altitudes até  1200m.
Floração: de Fevereiro a Julho
*Outros nomes comuns:  Chupa-mel, Língua-de-vaca, Língua-de-boi, Soagem-viperina.

Azedinha-de-flores-roxas (Oxalis latifolia)

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Azedinha-de-flores-roxas (Oxalis latifolia Kunth)
Erva perene, bulbosa, sem caules aéreos, mas com bolbos subterrâneos. A planta propaga-se, sobretudo, por via vegetativa, através de numerosos bulbilhos que se formam na extremidade de estolhos, propagação que, em terrenos de cultivo de regadio, onde beneficia da movimentação de terras, se desenvolve rapidamente a ponto de a planta se poder considerar como infestante com comportamento invasor.
Tipo biológico: geófito; 
Família: Oxalidaceae;
Distribuição: originária do México, mas introduzida, para fins ornamentais, em numerosos países, neles se naturalizou, sendo considerada, actualmente do ponto de vista da distribuição mundial como planta subcosmoplita.
 Em Portugal ocorre como espécie introduzida,, quer no território do Continente, sobretudo nas regiões a norte do Tejo, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat:  Planta ruderal, com ocorrência em jardins, campos de cultivo de regadio, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1000m. 
Floração: de Abril a Outubro.
[Local e datas; Troviscal - Sertã; 16 - Agosto - 2013 (fotos 1 e 2); 13 - Junho - 2011 (fotos 3 e 4)]
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