domingo, 22 de setembro de 2019

Ranunculus ololeucos var. pubescens





Ranunculus ololeucos J. Lloyd var. pubescens C. D. K. Cook
Planta anual, ou vivaz, aquática, alongando-se distendida, quando na água, prostrada quando em terra; folhas laminares, reniformes ou suborbiculares, com 3 (5) lóbulos profundos, ou seja, "divididas quase até à base"; as não laminares formadas por segmentos muito finos, flácidos quando submersos, rígidos quando em contacto com o ar; flores com pétalas ovadas, não contíguas, com pelo menos o dobro do comprimento das sépalas.
Tipo biológico: hidrófito; terófito;
Família: Ranunculaceae;
Distribuição: segundo a Flora Iberica, ocorrem na Península duas variedades: a nominal que se caracteriza por ser geralmente glabra e que se distribui pela Europa Atlântica, desde a Holanda até Portugal e a variedade pubescens (supostamente a retratada nas imagens) parcialmente revestida com pêlos castanho-avermelhados, com ocorrência limitada ao Noroeste da Península Ibérica (Galiza e província de Zamora, em Espanha; Serra da Estrela, em Portugal).
Ecologia/habitat: "Espécie de águas paradas (turfeiras, lagos, charcos, lagoas), frias, pouco profundas, oligotróficas e de pH neutro a ácido" (fonte) a altitudes até cerca de 2000m.
Floração: de Março a Agosto.
(Local e data do avistamento: Serra da Estrela; 12 - Julho - 2019)
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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Eryngium galioides

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Eryngium galioides Lam.
Erva, por via de regra, anual, com 2 a 30 cm; espinhosa na inflorescência, caules quase simples (cfr. foto 2) ou muito ramificados (cfr. fotos 7, 8 e 9); folhas basais escassas, não formando roseta e logo secas com a floração; as caulinares inexistentes ou raras; flores hermafroditas, sésseis, agrupadas, em inflorescências capituliformes protegidas por invólucro com 4 ou 5 brácteas rígidas, picantes,  geralmente azuladas com comprimento 2 a 5 vezes superior ao do capítulo; pétalas uniformes, encurvadas; sépalas azuladas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Endemismo ibérico, com ocorrência limitada à metade ocidental da Península Ibérica.
Em Portugal é rara. Está incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental sendo ali considerada como espécie ameaçada.  Categoria de ameaça IUCN : "Vulnerável".
Ecologia /habitat: locais sujeitos a encharcamento temporário a altitudes até 900m.
Floração: de Junho a Setembro.
[Local e data do avistamento: Poço Velho - Nave de Haver (Almeida); 31 - Agosto - 2019]
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domingo, 15 de setembro de 2019

Morganheira (Euphorbia lathyris)







Morganheira * Euphorbia lathyris L.
Erva bienal, raramente anual, glabra, glauca, com caules erectos, simples ou ramificados, fistulosos,  que pode atingir até 150cm de altura; folhas inteiras, opostas, entrecruzadas aos pares; as inferiores sésseis, aproximadamente lineares; as superiores lanceoladas, amplexicaules; pleiocásio com 2 a 4 raios, bifurcado uma ou mais vezes; ciátio  com nectários amarelados com 2 apêndices grossos; frutos sub-globosos, profundamente sulcados.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Euphorbiaceae.
Distribuição: planta de origem incerta, mas provavelmente nativa da China e da Ásia Central, é actualmente considerada como planta cosmopolita, porque presente e naturalizada em quase todo o mundo.
Em Portugal está presente no território do Continente e no arquipélago dos Açores, mas ausente do arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: terrenos cultivado; areais costeiros; bermas de estradas e caminhos; entulheiras e outros locais perturbados, a altitudes até 850m.
Floração: de Abril a Outubro.
Nota complementar: é-lhe atribuída a "virtude" de afugentar toupeiras e ratos, razão pela qual é plantada em hortas e jardins com essa finalidade.
 * Outros nomes comuns: Catapúcia-menor; Tártago.
[Local e datas dos avistamentos: Rapoula do Côa (Sabugal); 26/28 - Agosto - 2019]

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Pilosella castellana












Pilosella castellana (Boiss. & Reut.) F.W.Schultz & Sch.Bip. *
Erva perene, com estolhos folhosos, mais ou menos abundantes, que surgem a partir da roseta central; folhas lineares ou linear-lanceoladas, quer as da roseta, quer, ainda que algo menores, as dos estolhos, umas e outras subcoriáceas, acinzentadas ou esbranquiçadas, apresentando pêlos abundantes em ambas as páginas. 
Em geral, nas espécies do género Pilosella, os escapos, ou hastes florais, surgem a partir da roseta foliar central. Ao invés, na P. castellana, elevam-se a partir do extremo dos estolhos, característica que permite distingui-la das suas congéneres, apesar de o seu hábito ser, no geral, muito semelhante.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Asteraceae; (Compositae)
Distribuição:  Península Ibérica e Noroeste de África (Magrebe).
Em Portugal tem presença certa, pelo menos, na Beira Alta e em Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: prados e pastagens e outros relvados, em terrenos siliciosos, secos e pouco profundos, a altitudes desde 700 a 2100 m.
Floração: de Junho a Setembro.
*Sinonímia: Hieracium castellanum Boiss. & Reut (Basónimo)

[Local e datas dos avistamentos: Serra da Estrela; 11 - Julho - 2019 (as 3 primeiras fotos);  25 - Agosto - 2019 (fotos restantes)]
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(Serra da Estrela em Agosto de 2019, na zona de transição entre o Cântaro Magro e o Cântaro Raso)

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Argençana (Gentiana lutea subsp. lutea)


 





Argençana * (Gentiana lutea L. subsp. lutea)
Erva perene, rizomatosa, que pode atingir desde 20 até 170 cm de altura; flores com corola amarela, alaranjada ou avermelhada, agrupadas em inflorescências com 3 a 6 nós; frutos com a forma de cápsula ovóide.

Tipo biológico: Hemicriptófito;
Família:Gentianaceae;

Distribuição: montanhas do Centro e Sul da Europa. 
Em Portugal a sua ocorrência está limitada à Serra da Estrela (Beira Alta e Beira Baixa).
Ecologia/habitat: prados; pastagens; clareiras de bosques e matagais, em zonas de montanha, a altitudes desde 900 a 2100m, com clara preferência por solos siliciosos.  
Floração: de Junho a Agosto.
* Outros nomes comuns: Argençana-dos-pastores; Genciana; Genciana-amarela; Genciana-das-boticas; Grande-genciana.
Nota complementar: Incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental e ali considerada como espécie ameaçada, na categoria IUCN "Criticamente Em Perigo".
(Local e data do avistamento: Serra da Estrela; 25 - Agosto - 2019)

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Alchemilla transiens








Alchemilla transiens (Buser) Buser*
Arbusto de pequenas dimensões com formato e aspecto atapetado, com caules férteis que podem atingir entre 8 e 30 cm.
Tipo biológico: caméfito:
Família: Rosaceae:
Distribuição: montanhas do Sudoeste da Europa (Itália; França; Espanha e Portugal) sendo certo que a ocorrência da espécie em Portugal está circunscrita à Serra da Estrela.
Ecologia/habitat: fissuras de rochedos e plataformas rochosas em substrato silicioso,  a altitudes desde 1200 a 2500 m. Em Portugal, contudo, os registos conhecidos (Flora.on) apontam para altitudes superiores a 1800m. 
Floração: de Junho a Agosto.
* Sinonímia: Alchemilla saxatilis subsp. transiens Buser (Basónimo)
Nota complementar: Conquanto ocorram na Península Ibérica para cima de sete dezenas de espécies do género Alchemilla, a A. transiens é a única espécie de tal género com existência em Portugal. Encontra-se incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental, na categoria de  "Criticamente Em Perigo".
(Local e data do avistamento: serra da Estrela; 25 de Agosto de 2019)
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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Centaurea langei subsp. exilis






Centaurea langei subsp. exilis (Arènes) E. Lopez, Devesa & Arnelas*
Planta perene, inerme, um tanto lanuginosa  e algo escábrida (= áspera ao tacto), com caules erectos ou ascendentes, ramificados na parte média ou superior; flores agrupadas em capítulos solitários, com invólucro entre o ovóide e o cilíndrico, com brácteas médias cujo apêndice, na parte central (com um tom acastanhado escuro) é mais comprido que largo; papilho com comprimento que excede o de metade do aquénio.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição: endemismo ibérico, com ocorrência circunscrita ao Centro e Oeste da Península Ibérica. Em Portugal é dada como presente na Beira Alta, Beira Baixa, Ribatejo e Douro Litoral.
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques e matagais, bermas de estradas e caminhos, em solos preferentemente ácidos, a altitudes desde 240 a 1050m.
Floração: de Maio a Outubro.
* Sinonímia: Centaurea paniculata subsp. exilis Arènes (Basónimo); Centaurea aristata subsp. exilis (Arènes) Dóstal
[Local e data do avistamento: Freixianda (Ourém); Junho - Julho - 2019]
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