sábado, 5 de janeiro de 2019

Biscutella valentina subsp. valentina








Biscutella valentina (Loefl. ex L.) Heywood subsp. valentina
Planta perene, lenhosa na base, com 30 a 70 cm; com caules simples ou múltiplos; folhas basais dispostas em roseta densa, de lineares a obovadas, leve ou profundamente dentadas, quase glabras ou densamente híspidas; as basais inferiores semelhantes às basais; as superiores mais pequenas, estreitas e sésseis; flores com pétalas amarelas, dispostas em cachos, estes, por vezes, agrupados em em inflorescências paniculiformes; frutos em síliqua estreita, plana, com 2 lóculos, de orbiculares a ovados, simétricos.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: Região Mediterrânica.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente (Alto e Baixo Alentejo; Estremadura; Ribatejo; Beira Baixa; Beira Alta; Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: terrenos rochosos ou pedregosos, na orla ou em clareiras de matos, a altitudes até 2500m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Fevereiro a Agosto.
[Local e datas: Serra de Montejunto; 22 - Abril - 2017 (fotos 1 a 5); 5 - Maio - 2018 (fotos restantes)]
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Bole-bole-maior (Briza maxima)



Bole-bole-maior *(Briza maxima L.)
Erva anual com caules (colmos) erectos que podem atingir até cerca de 80cm; flores hermafroditas agrupadas (8 a 20) em espiguetas compridamente pedunculadas, dispostas em inflorescências em forma de panícula pouco densa.    
Tipo biológico: terófito;
Família: Poaceae (Gramineae),
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânica e Macaronésia, mas entretanto introduzida e naturalizada em várias regiões do Globo. 
Em Portugal ocorre,  como espécie autóctone, em todo o território do Continente (onde é muito comum) e no arquipélago da Madeira. Como espécie introduzida está presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: com alguma preferência por sítios secos, pode, no entanto, encontrar-se em locais com características ecológicas muito diferentes, quer em terrenos cultivados, quer incultos. 
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Abelhinhas; Bule-bule; Bule-bule-grado; Campainhas-do-diabo; Chocalheira-maior; Quilhão-de-galo.
(Local e data do avistamento: Samora Correia; 18 - Abril - 2018)
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domingo, 30 de dezembro de 2018

Ervilhaca-cizirão (Vicia dasycarpa)





Ervilhaca-cizirão * (Vicia dasycarpa Ten.**)
Erva anual, trepadora, glabra, ou escassamente pubescente, com caules angulosos, procumbentes, que podem atingir até 70cm de comprimento; folhas curtamente pecioladas ou quase sésseis, com 4 a 9 pares de folíolos, aproximadamente elípticos e obtusos, terminando em gavinha ramificada; flores [com cálice claramente giboso na base  e com corola formada por estandarte de cor púrpura ou azul violeta; asas (2) de cor esbranquiçada e quilha igualmente esbranquiçada mas com mancha escura no ápice (bem visível 1ª imagem supra)]. As flores surgem agrupadas (13 a 23) em inflorescências pedunculadas, com pedúnculo tão ou mais comprido que a folha axilante.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Centro e Sul da Europa; Sudoeste da Ásia; Norte de África e Macaronésia (Madeira e Canárias).
Em Portugal Continental está presente como espécie autóctone em quase todas as regiões do território. O Algarve surge, aparentemente, como a única excepção.
Habitat: planta ruderal e arvense, surge em searas e outros campos cultivados, pastagens, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1200m.
Floração: de Abril a Julho
* Outros nomes comuns: Ervilhaca-glabra; Ervilhaca-vilosa (fonte)
** Sinonímia:  Vicia villosa subsp. dasycarpa (Ten.) Cavill.; Vicia varia Host
(Local e data do avistamento: Serra de Montejunto; 5 - Maio - 2018)

sábado, 29 de dezembro de 2018

Samacalo (Anarrhinum bellidifolium)






 





Samacalo ou Macerovia [Anarrhinum bellidifolium (L.) Willd. *]
Erva bienal ou perene, geralmente glabra, com caules frequentemente múltiplos, por via de regra muito ramificados, pelo menos na parte superior e que podem atingir até cerca de 100 cm de altura.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: Oeste da Europa.
Em Portugal ocorre em todo o território do Continente, mas inexistente, quer no arquipélago dos Açores, quer no arquipélago da Madeira.
Habitat: clareiras de matos e bosques, pastagens, locais pedregosos ou rochosos, em substratos ácidos ou descarbonatados a altitudes até 2000m.
Floração: de Março a Agosto
*Sinonímia: Antirrhinum bellidifolium L. (Basónimo)
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(reeditado)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Salsinha (Torilis arvensis subsp. neglecta)









 
 Salsinha (Torilis arvensis subsp. neglecta (Spreng.) Thell. 
Erva anual, frequentemente alta, podendo atingir até cerca de 2m; com caules erectos,  ramificados, finos, mas sólidos; folhas penatissectas (2 ou 3 vezes), com as caulinares superiores semelhantes às inferiores, embora menos divididas; flores (com pétalas brancas ou rosadas, sendo as exteriores das flores externas bem maiores do que as restantes) agrupadas em umbelas de umbélulas, longamente pedunculadas, com 6 a 18 raios.
Tipo biológico: terófito:
Família: Apiaceae (Umbelliferae);
Distribuição: Europa (Centro e Sul); Norte de África, Sudoeste da Ásia e Macaronésia.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, no território do Continente, onde é relativamente comum e no arquipélago da Madeira e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta ruderal,  encontra-se em baldios e parques urbanos, na orla de campos cultivados, na berma de estradas e caminhos e noutros locais alterados, a altitudes 900m.
Floração: de Maio a Agosto.
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Orelha-de-rato (Cerastium glomeratum)







Orelha-de-rato (Cerastium glomeratum Thuill.)
Erva anual, densamente pilosa, com pêlos glandulosos e não glandulosos; caules erectos ou ascendentes que podem atingir até 50cm; folhas opostas, sésseis, obtusas; flores pentâmeras (com pétalas brancas com entalhes profundos; 10 estames; e 5 estilos) agrupadas em cimeiras dicotómicas densas; frutos (cápsulas) com cerca do dobro do comprimento do cálice. 
Tipo biológico: terófito:
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: planta cosmopolita.
Planta muito comum em Portugal estando presente, como espécie autóctone, em todo o território do Continente bem como no arquipélago da Madeira. Ocorre também no arquipélago dos Açores mas como espécie introduzida.
Ecologia/habitat: planta ruderal e arvense, encontra-se em relvados, campos cultivados e incultos, bermas de estradas e caminhos e noutros locais alterados por acção do homem, a altitudes até 2000m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Fevereiro a Julho.

domingo, 9 de dezembro de 2018

Malmequer (Glebionis coronaria)







  

Malmequer *[Glebionis coronaria (L.) Cass. ex Spach **]
Erva anual, em geral, glabra, com caules que podem atingir de 20 a 100cm, ramificados na metade superior; folhas muito divididas; as inferiores e médias bipenatissectas, as superiores penatissectas; flores agrupadas em capítulos, apresentando as exteriores (femininas) lígulas brancas e amarelas na base, por vezes, integralmente amarelas e as do disco (hermafroditas) de dimensões reduzidas (cerca de 4 mm) todas amarelas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânica e do Sudoeste da Ásia, actualmente naturalizada em várias regiões do globo, designadamente no Leste da Ásia e América do Norte.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone nas regiões do Centro e Sul do Continente e como espécie introduzida nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. 
Ecologia/habitat: planta ruderal e nitrófila, encontra-se me terrenos cultivados e incultos, baldios, entulheiras, bermas de estradas e caminhos. 
Floração: de Fevereiro a Junho.
* Outros nomes comuns: pampilho; pampilho-vulgar; pampilho-coroado.
** Sinonímia: Chrysanthemum coronarium L. (Basónimo).
Nota: As folhas desta planta e os talos, quando tenros, são comestíveis e usados na culinária de vários países asiáticos, incluindo a China e o Japão.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Onobrychis viciifolia





Onobrychis viciifolia Scop.
Subarbusto com 20 a 80 cm, com alguma pilosidade,  com caules erectos ou ascendentes, ramificados  a partir da base; folhas pecioladas, com 3 a 13 pares de folíolos; flores com corola  rosada com nervuras purpúreas, agrupadas em inflorescências densas; frutos com contorno aproximadamente circular.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: tida como originária do Sudeste da Europa e do Oeste da Ásia, encontra-se naturalizada na maior parte da Europa, bem como no Norte de África e na América do Norte, regiões onde foi introduzida sobretudo para utilização como planta forrageira.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente como planta introduzida e aparentemente pouco comum, dado que circunscrita ao Alto Alentejo e Estremadura.
Ecologia/habitat: campos cultivados,  taludes, bermas de estradas e caminhos, em solos preferentemente calcários, a altitudes até 1300m.
Floração: de Março a Agosto.