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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Escutelária (Scutellaria minor)



Escutelária (Scutellaria minor Huds.) 
Erva perene, rizomatosa (tipo biológico: proto-hemicriptófito) com caules ascendentes (10 a 20 cm), simples ou ramificados, com capacidade para enraizar nos nós em contacto com o solo; folhas, em geral, inteiras, opostas, de lanceoladas a ovadas; flores tubulares, bilabiadas, com corola ( 6 a 10 cm de diâmetro) rosada ou esbranquiçada, com manchas dispersas no lábio inferior, dispostas aos pares nas axilas foliares.
Distribuição: Oeste da Europa. Em Portugal distribui-se por parte do território do Continente, desde o Alto Alentejo até ao Minho e Trás-os-Montes, estando também presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: sítios húmidos ou mesmo encharcados, ocorrendo, em lameiros, na proximidade de nascentes e margens de cursos de água e em turfeiras, a altitudes que podem ir aos 1500 m.  
Floração: de Junho a Setembro.
(Local e data: Serra do Gerês; 21 - Setembro - 2013)
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Angélica-dos-montes (Angelica sylvestris)







Angélica-dos-montes * (Angelica sylvestris L.)   
Erva da família Apiaceae, (tipo biológico:  hemicriptófito), monocárpica (só floresce e frutifica um vez)  com caules erectos (com 50 a 200 cm de altura), robustos e pouco ramificados; folhas bi-(ou tri-)penatissectas, com um número variável de segmentos; flores com pétalas branco-rosadas ou purpúreas, agrupadas em inflorescências em umbela composta com numerosos (até 75) raios.
Distribuição: região euro-siberiana. Na Península Ibérica distribui-se apenas na metade norte e o mesmo ocorre no território continental de Portugal.
Ecologia/habitat: lameiros e outros relvados húmidos e na proximidade de linhas de água, em locais mais ou menos sombrios, desde o nível do mar até aos 1200 m de altitude. 
Floração: de Julho a Outubro. 
É usada em fitoterapia
* Outros nomes comuns: Erva-piolheira; Erva-sarneira; Angélica-silvestre.
(Local e data: Serra do Gerês: 21 - Setembro - 2013)

domingo, 13 de outubro de 2013

Trevo-cervino (Eupatorium cannabinum subsp. cannabinum)









Trevo-cervino * (Eupatorium cannabinum L. subsp. cannabinum )
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito), da família Asteraceae. Possui caules robustos, erectos, algo lenhosos na base que que podem atingir até 1,5 m de altura; folhas opostas, palmatissectas, as caulinares com 3 ou 5  lóbulos, com margens levemente serradas; e flores tubulares diminutas formando pequenos capítulos  (2 a 5 mm de diâmetro) agrupando-se estes em corimbos ou panículas de dimensão variável.
Distribuição: é considerada como originária da Europa, Ásia e Norte de África, mas encontra-se naturalizada em várias outras regiões do globo, onde foi introduzida,  em razão, quer do seu uso como planta ornamental, quer da sua utilização em fitoterapia.
Ocorre também em Portugal desde o Minho ao Algarve, mas não de forma uniforme: é bastante comum nas regiões próximas do litoral Norte e Centro do Continente e rara nas regiões interiores e na regiões a  sul do Tejo.
Ecologia/habitat: locais frescos, húmidos, mais ou menos sombrios, margens de cursos de água, terrenos aluviais e zonas paludosas.
Floração:  de Julho a Setembro.
*Outros nomes comuns: Eupatório; Eupatório-de-Avicena.
(Local e data: Serra do Gerês; 21 - Setembro - 2013)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Noselha (Merendera montana)



Designação científica: Merendera montana (L.) Lange;
Sinonímia:  Colchicum montanum L. (Basónimo); Merendera pyrenaica (Pourr.) P. Fourn.; Merendera bulbocodium Ramond; Merendera bulbocodioides Willd., Merendera gredensis Caball.; Bulbocodium pyrenaicum (Pourr.) Samp.; Colchicum bulbocodioides Brot.;
Designações comuns: Noselha; Colchico-menor; Quita-merenda;
Família:  Colchicaceae;
Tipo fisionómico: geófito;
Descrição (resumo): Erva perene de pequenas dimensões (5 a 15 cm)  que dispõe de um órgão subterrâneo de armazenamento designado por cormo,  órgão donde brota,  no final do Verão/começo do Outono, uma única flor, ou, eventualmente, duas, com  6 tépalas de cor variando entre o  rosa, o lilás e o púrpura, mas esbranquiçadas na base. As folhas todas basais são lineares, glabras e, em geral, só surgem após a floração, desaparecendo no final da Primavera.
Distribuição: Península Ibérica e Pirinéus centrais de França. Em Portugal ocorre em boa parte do território do Continente a Norte do Tejo.
Ecologia/habitat: em caminhos, em prados e pastagens, em locais secos, por vezes, rochosos, a altitudes entre 400 e 2600m.
Floração: de Setembro a Novembro;
[Locais e datas; Pitões das Júnias (Trás-os-Montes); 22 - Setembro - 2013 (fotos 1 e 3); Serra do Gerês; 20 - Setembro - 2013 (foto 2)]
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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Narthecium ossifragum

 





Designação científica: Narthecium ossifragum (L.) Huds.
Sinonímia: Anthericum ossifragum L. (Basónimo)
Designação comum: Não tem.
Descrição (sumária): Erva perene, rizomatosa que pode atingir até 40cm, com caule erecto, mas curvado na base; folhas na base, ensiformes, com cerca de metade do comprimento total da planta; flores amarelas dispostas em inflorescências terminais;
Família: Nartheciaceae;
Tipo fisionómico: geófito;
Distribuição: Norte e Oeste da Europa, com limite meridional, no Norte de Portugal
Ecologia/Habitat: turfeiras, pântanos e outros locais permanentemente encharcados ou húmidos, em geral, em substrato silicioso, a altitudes que podem ir até aos 1600 m.;
Floração: de Junho a Agosto
(Local e data: Serra do Gerês; 11 - Junho - 2013)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Feto-real (Osmunda regalis)


Feto-real * (Osmunda regalis L.)
Feto da família Osmundaceae, com rizoma horizontal lenhoso (tipo fisionómico: geófito) com frondes férteis (com 20 a 50 cm de altura) e frondes estéreis (com 50 a 250 cm de comprimento).
É uma espécie sub-cosmopolita com larga distribuição mundial nas regiões temperadas e tropicais, com excepção das ilhas do Pacífico e da Austrália. Está presente em praticamente todas as regiões de Portugal, incluindo nas ilhas da Madeira e dos Açores.
Habitat: em locais húmidos, geralmente, nas margens de cursos de água. Espécie preferentemente acidófila.
Época de reprodução: de Março a Setembro.
* Outros nomes comuns: Afentos; Fento-real; Fento-de-flor.
(Local e data: Serra do Gerês; 8/9 - Junho - 2013)