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domingo, 3 de março de 2019

Verónica-folhas-de-tomilho (Veronica serpyllifolia subsp. serpyllifolia)








Verónica-folhas-de-tomilho ou Verónica-mimosa (Veronica serpyllifolia L. subsp. serpyllifolia)
Erva perene,  com 8 a 30 cm; caules, de prostrados a ascendentes, radicantes na parte prostrada, em geral pilosos (com pêlos curtos, aplicados, antrorsos), por vezes glabros; folhas de suborbiculares a ovadas, sésseis ou curtamente pecioladas, com margem inteira, dentada ou crenada; flores (com 5 a 12 mm de diâmetro, de corola azul, lilás, rosada ou esbranquiçada, com veias de cor púrpura ou de cor azul mais ou menos carregada) agrupadas (8 a 25) em inflorescências terminais em forma de cacho. O fruto é uma cápsula achatada, mais larga do que comprida, aproximadamente cordiforme, com revestimento glanduloso, visível sobretudo na zona da quilha.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: planta subcosmopolita, originária das zonas temperadas da Europa e da Ásia; Norte de Marrocos e  América do Norte e introduzida no hemisfério Sul.
Em Portugal ocorre, como planta autóctone, quer no território do Continente (Alto Alentejo; Beira Baixa; Beira Alta; Beira Litoral; Douro Litoral; Minho e Trás-os-Montes), quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: bosques; prados; lameiros e outros lugares húmidos e sombrios a altitudes até 2400m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Abril a Agosto.
[Local e data do avistamento: Castro Laboreiro (Minho); 23 - Junho - 2018]
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Triglochin striata







Triglochin striata Ruiz & Pav.
Erva perene, rizomatosa e estolonífera, pode atingir até 40 cm. Possui um "tuberobolbo" fibroso donde emergem 5 a 6 folhas com 7 a 30 cm de comprimento, todas com bainha e limbo (linear, semicilíndrico  e obtuso) e 1 ou 2 inflorescências em forma de espiga ou cacho com 20 a 80 flores hermafroditas, sésseis durante a floração, curtamente pediceladas na frutificação, com tépalas semi-membranáceas; frutos aproximadamente ovoides, geralmente com 3 mericarpos férteis.
Tipo biológico: hemicriptófito.
Família: Juncaginaceae;
Distribuição: presente no hemisfério sul, desde a América do Sul até à Nova Zelândia, passando pela África do Sul, Moçambique e Austrália, esta espécie ocorre também. embora menos abundantemente, no hemisfério norte (América do Norte, Península Ibérica e Marrocos). Todavia, se não há dúvida de que a planta é nativa do hemisfério sul, já não há unanimidade sobre se ela, no hemisfério norte,  é autóctone ou exótica, pois é facto que não falta quem entenda que se trata de espécie introduzida.
Considerada como autóctone, pelo portal da SPBotânica (Flora.on), a espécie encontra-se em Portugal apenas no território do Continente, estando confinada ao Minho, Douro Litoral, Beira Litoral, Ribatejo e Estremadura.
Ecologia/habitat: terrenos inundados ou encharcados, permanente ou temporariamente, nas  margens de pântanos, em estuários e em depressões dunares a altitudes até 10m.
Floração: de Maio a Dezembro.
[Local e data: estuário do rio Minho (Seixas - Caminha); 22 - Junho - 2018]
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terça-feira, 3 de julho de 2018

Pinguicula lusitanica











Pinguicula lusitanica L.
Embora de aspecto frágil, certo é que esta "insectívora" é uma planta perene, com aparelho radicular diminuto e que, na época desfavorável (Inverno), sobrevive reduzida a uma roseta sem estolhos.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Lentibulariaceae;
Distribuição: Oeste da Europa (Ilhas Britânicas; França; Espanha e Portugal) e Noroeste de África (Marrocos).
Em Portugal a sua presença está limitada ao território do Continente, registando ocorrências em quase todas as regiões, desde o Algarve até ao Minho.
Ecologia / habitat: margens de cursos de água, turfeiras; prados e outros terrenos húmidos; taludes com escorrências de água, a altitudes até 1200m.
Floração: de Abril a Agosto.

[Local e data: Lamas de Mouro (Melgaço - Minho); 23 - Junho -2018]