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sábado, 11 de outubro de 2025

Plantas exóticas: Zygophyllum fabago

 







Zygophyllum fabago L.
Erva perene, glabra, algo suculenta, com caules ramificados. ascendentes ou decumbentes, com 40 a 80 cm; folhas opostas, bifolioladas; flores axilares, pentâmeras, com cerca de 1,5 cm de diâmetro; fruto sob a forma de cápsula oblonga, pendente, com sementes acastanhadas e fortemente comprimidas.
Tipo biológico: hemicriptófito.
Família: Zygophyllaceae; 
Distribuição: nativa da Europa de Leste (Rússia, Ucrânia, Bulgária e Roménia) e da Ásia Central e Médio Oriente. Introduzida e naturalizada no Sul do Europa e no Oeste dos Estados Unidos, onde é tida na conta de erva daninha com potencial invasor.
Em Portugal não eram, até agora, conhecidos registos da sua presença, mas estando já bem estabelecida na vizinha Espanha, a sua chegada, mais dia menos dia,  a território português não será caso para causar grande admiração. 
Ecologia/habitat: áreas secas, salgadiças e outras onde não conte com grande concorrência, bem como  terrenos baldios, abandonados e sítios perturbados.
Floração (no Hemisfério Norte): de Março a Outubro.
Nota: os botões florais são, alegadamente, comestíveis, afirmando-se que podem ser usados em substituição das alcaparras.
(Avistamento: Almada; 15 - Agosto - 2025)

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Flores e abrolhos

 







Abrolhos (Tribulus terrestris L.)
Erva anual (tipo fisionómico: terófito) da família Zygophyllaceae, multicaule, com caules que irradiam a partir da base, geralmente prostrados, mas com capacidade para se elevar do solo e para ultrapassar obstáculos com que deparem na fase de crescimento, podendo atingir até cerca de 1m de comprimento; folhas opostas, penatissectas, com 4 a 8 pares de folíolos; flores pedunculadas, formadas nas axilas foliares, com 5 pétalas com tons de um belo amarelo claro, que só podem ser completamente observadas nas primeiras horas do dia, pois só nessa altura se mantêm inteiramente expostas; frutos guarnecidos de espinhos compridos e robustos (abrolhos) que podem perfurar e fixar-se nos cascos dos animais que, ao deslocar-se, contribuem, ainda que  involuntariamente, para a dispersão das sementes.
Planta com larga distribuição mundial, nas zonas tropicais e temperadas, quer nas regiões de origem (Região Mediterrânica, Sul e Leste da Europa, parte da Ásia) quer noutras partes do globo, onde foi introduzida, incluindo algumas onde goza actualmente do estatuto pouco invejável de planta daninha.
Em Portugal é considerada planta autóctone, distribuindo-se de forma irregular por todo o território do continente. Todavia, aparentemente, não é espécie muito vulgar.
Habitat: locais, em geral, secos, ensolarados, em terrenos incultos, frequentemente revolvidos, em bermas de estradas e caminhos.
Floração: de Junho a Setembro.
Fitoterapia: A planta é, de há muito, usada nas medicinas tradicionais chinesa e indiana como remédio para várias afecções, mas o uso mais divulgado actualmente resulta do facto de se considerar que a planta contém componentes com efeitos positivos sobre a função eréctil, contribuindo também para o aumento da libido em homens e mulheres. Perguntar-se-á: será mesmo verdade?  Que há larga oferta e procura do produto é certo. Uma simples pesquisa na internet dá para verificar que há inúmeros anúncios a propor a venda de produtos derivados da planta e a divulgar as suas propriedades. Os ensaios laboratoriais entretanto realizados estão, porém, longe de ser concludentes. Céptico nestas matérias, estou inclinado a crer que os efeitos associados ao uso da planta não devem ser muito diferentes dos atribuídos ao pó dos cornos de  rinoceronte, muito em voga nos países asiáticos. Isto é, nenhuns.
[Local e datas: Costa da Caparica; 13 - Agosto - 2013 (fotos 1, 2, 3 e 4); 27 - Junho 2009 (fotos 5, 6 e 7)]
(Clicando nas imagens, amplia)