sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Buglossoides arvensis subsp. arvensis











Buglossoides arvensis subsp. arvensis (L.) I. M. Johnst. *
Erva anual, híspida, com caules erectos, simples ou ramificados que podem atingir até 45/50 cm de altura; folhas com formas variadas (espatuladas, obovadas ou oblongas, as basais; elípticas, lineares, por vezes espatuladas, as caulinares; umas e outras agudas, subagudas, por vezes, obtusas)M flores com corola branca agrupadas em inflorescências pouco densas; frutos com 4 núculas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: planta nativa da Europa, introduzida e naturalizada na América. Em Portugal ocorre apenas no  Continente e não cobre todo o território, pois apenas se encontra no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo  e Trás-os-Montes(?).
Ecologia/habitat: pastagens, clareiras de matos, taludes, bermas de estradas e caminhos, com preferência por substratos calcários e arenosos, a altitudes até 1900m.
Floração: de Janeiro a Junho.
*Sinonímia:Lithospermum arvense L. (Basónimo); Buglossoides arvensis subsp. occidentalis Franco
(Local e datas do avistamento: Costa da Caparica; Fevereiro / Março . 2018)

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Arabeta (Arabidopsis thaliana)




 





Arabeta ou Erva-estrelada [Arabidopsis thaliana (L.) Heynh. *]
Erva anual de curta duração, com caule (4 a 40 cm) erecto, simples ou ramificado, com pêlos na metade inferior, glabro na parte superior; folhas basais dispostas em roseta, com pêlos simples  e ramificados (estrelados); as caulinares bem menores que as basais, sésseis, glabras ou  com pêlos dispersos em ambas as páginas e com margem inteira ciliada; flores (com cerca de 4 mm de diâmetro, com sépalas moderadamente híspidas, por vezes, glabras e pétalas brancas) agrupadas em inflorescências em cacho, pouco densas; frutos (silíquas) glabros, erecto-patentes, por vezes ligeiramente encurvados.
Tipo biológico: terófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: planta subcosmopolita, logo, com presença em múltiplas regiões do globo. Em Portugal ocorre como espécie autóctone, quer em todo o território do Continente, quer no arquipélago da Madeira, e como espécie introduzida nos Açores.
Ecologia/habitat: terrenos cultivados e incultos;  pastagens anuais; clareiras de matos; muros; bermas de estradas e caminhos, em terrenos secos, pouco compactos, com frequência arenosos, a altitudes até 2400m.
Floração: de Janeiro a Julho.
Obs. Esta espécie é "um dos organismos modelo para o estudo de genética, em botânica " (fonte)
* Sinonímia: Arabis thaliana L.
(Local e data do avistamento: Serra do Açor; 10 - Maio - 2018)

domingo, 30 de setembro de 2018

Alface-brava-coroada (Valerianella coronata)








Alface-brava-coroada [Valerianella coronata (L.) DC. *]
Erva anual, com caules, em geral, dicotomicamente ramificados, uma ou mais vezes, a partir da base; folhas com formas variadas, decrescentes no sentido ascendente; flores [com cálice  persistente, semelhante a uma coroa com 6 dentes triangulares, mais ou menos iguais, com arista em forma de gancho no ápice (f. coronata) e corola rosada, ou azul-violeta] agrupadas em cimeiras capituliformes, densas.
Tipo biológico: terófito.
Família:Valerianaceae;
Distribuição:  Centro e Sudoeste da Ásia; Europa Central; Região Mediterrânica; e Canárias. Introduzida e naturalizada na América.
Em Portugal, embora não seja uma espécie muito comum, encontra-se na maior parte do território do Continente. É inexistente, quer no arquipélago dos Açores, quer no arquipélago da Madeira. 
Ecologia/habitat: searas e pastagens anuais, em locais um tanto ou quanto nitrificados, a altitudes até 1600m. Indiferente à composição do solo. 
Floração: de Março a Julho.
*Sinonímia: Valeriana locusta var. coronata L.
(Local e data: concelho de Vimioso (Trás-os-Montes); 1 - Junho - 2018)
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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Sapinho-roxo (Spergularia purpurea)





 




 Sapinho-roxo (Spergularia purpurea (Pers.) G. Don) 
Erva anual (por vezes bienal?) com raiz vertical e delgada; caules gráceis, numerosos, prostrados ou erectos, com 2 a 25 cm; folhas lineares, aristadas ou mucronadas; estípulas lanceoladas, acuminadas, prateadas;  inflorescências glanduloso-pubescentes com brácteas superiores pequenas, embora mais compridas que as estípulas; pedicelos capilares (muito mais compridos do que as sépalas ou que as cápsulas);  flores com pétalas de cor (uniforme) púrpura, mais compridas que as sépalas; estames: 10; cápsula  com tamanho igual ao das sépalas ou um pouco mais comprida; sementes ápteras, negras ou  castanho-escuras.
Tipo biológico: terófito.
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Península Ibérica e Marrocos. 
Em Portugal ocorre em todas as regiões do território do Continente. Inexistente, quer nos Açores, quer na Madeira. 
Ecologia/habitat: terrenos arenosos, siliciosos, incultos, em pastagens, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1600m. Planta não halófila.
Floração: de Março a Setembro.
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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Petrorhagia saxifraga










Petrorhagia saxifraga (L.) Link *
Erva perene, com cepa algo lenhosa e caules numerosos, com 5 a 45 cm,  erectos ou ascendentes,  gráceis e simultaneamente rígidos; folhas aproximadamente lineares; flores solitárias, terminais e longamente pedunculadas, com pétalas brancas ou rosadas.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Centro e Sul da Europa e Sudoeste da Ásia. Entretanto introduzida e naturalizada na América do Norte, na Grã-Bretanha e na Suécia.
Em Portugal está presente apenas no território do Continente e circunscrita a Trás-os-Montes, Douro Litoral e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem secos e pedregosos; e plataformas rochosas, a altitudes até 1400m.
Floração: de Maio a Setembro.
* Sinonímia: Dianthus saxifragus L.
(Local e data do avistamento: Bemposta (concelho de Mogadouro) Trás-os-Montes; 3 - Junho - 2018)
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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Pastel-dos-tintureiros (Isatis tinctoria)






Pastel-dos-tintureiros ou Pastel (Isatis tinctoria L.)

Erva bienal, glabra ou pubescente, glauca, com caules erectos, ramificados na parte superior, podendo atingir até 150 cm de altura.
Planta muito semelhante à sua congénere Isatis platyloba. No entanto, os frutos permitem distinguir facilmente as duas espécies. Na I. tinctoria, os frutos, quase espatulados, são pelo menos 2 vezes e meia mais compridos que largos, enquanto que que nos frutos da I. platyloba (de orbiculares a  ovalados) a relação entre comprimento e largura é sempre inferior àquela. Outro dado a ter em conta: a I. platyloba é sempre glabra.
Tipo biológico: hemicriptófito
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: Região Mediterrânica; Europa Central e Sudoeste da Ásia. Introduzida noutras regiões da Europa e da Ásia e na América do Sul e do Norte.
Em Portugal, a sua ocorrência parece limitada à região de Trás-os-Montes. Pelo menos, é nessa região que se concentram os poucos registos existentes no portal da da SPBotânica (Flora.on).
Ecologia/habitat: campos cultivados e outros locais alterados por intervenção humana, em solos básicos ou em terrenos arenosos siliciosos, a altitudes entre 500 e 1800m.
Floração: de Abril a Julho-
Nota. Trata-se de uma planta largamente cultivada desde tempos muito antigos para uso em tinturaria, em medicina tradicional e até como planta forrageira e ornamental. Sobre a sua importância, na antiguidade e nos dias de hoje, veja-se este sítio onde se encontra informação muito completa e bem interessante.
(Local e data do avistamento: Trás-os-Montes; 2 - Junho - 2018)