sábado, 23 de novembro de 2019

Juncus valvatus var. valvatus




Juncus valvatus Link var. valvatus
Erva rizomatosa, perene, cespitosa, com caules cilíndricos, ocos, lisos, erectos ou ascendentes que podem atingir até cerca de 50cm; flores diminutas agrupadas em inflorescências terminais, formadas por (1 a 6) glomérulos, resultantes, por sua vez, da aglutinação de glomérulos de menor dimensão (7 a 14 mm de diâmetro) que podem englobar, cada um deles, desde 30 a 50 flores; frutos em forma de cápsula piramidal. 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Juncaceae;
Distribuição: planta endémica de Portugal Continental.
Embora a espécie Juncus valvatus ocorra quer no Centro e Sul de Portugal, quer também no Sul de Itália e na Argélia, a variedade valvatus está presente apenas no território português do Continente, confinada à Estremadura, Ribatejo, Beira Baixa, Beira Litoral e, dubitativamente, ao Algarve. 
Ecologia/habitat: pastagens húmidas e locais temporariamente encharcados, incluindo valetas ao longo de estradas e caminhos onde ocorra a permanência de água acumulada durante a época das chuvas, a altitudes até 500m. Com preferência, aparentemente, por solos argilosos e calcários.
Floração: de Abril a Setembro.
[Local e data do avistamento: Salir do Porto (Caldas da Rainha); 23 - Maio - 2019]
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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Serradela (Ornithopus pinnatus)




Serradela ou Serradela-delgada [Ornithopus pinnatus (Mill.) Druce *]
Erva anual, erecta, decumbente ou ascendente,com caules cilíndricos, com reduzido indumento seríceo, que podem atingir até cerca de 40 cm.; folhas imparipinadas com 1 a 9 pares de folíolos; flores quase sésseis ou com pedicelo não superior a 1mm,  com corola amarela, glabra, agrupadas (2 a 5) em inflorescências pedunculadas; fruto (vagem) cilíndrico, recurvado, glabro.
Tipo biológico: terófito;
Família; Fabaceae (Leguminosae).
Distribuição: Europa Ocidental; Região Mediterrânica; arquipélagos da Madeira, dos Açores e das Canárias.
Em Portugal ocorre não só no arquipélago da Madeira (ilhas de Porto Santo e da Madeira) e no arquipélago dos Açores, mas também em todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais, em solos siliciosos, a altitudes até 1000m.
Floração: de Março a  Junho.
* Sinonímia: Scorpiurus pinnatus Mill.
[Local e data do avistamento: Alfarim (Sesimbra); 18 - Abril - 2019]
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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Aneixa (Rapistrum rugosum subsp. linnaeanum)

 
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Aneixa * (Rapistrum rugosum subsp. linnaeanum (Coss.) Rouy & Foucaud)
Erva anual, com caule erecto, em regra, muito ramificado, que pode atingir até cerca de metro e meio; folhas com formas variadas (de inteiras a penatissectas); flores (muito numerosas) com (4) pétalas amarelas dispostas em forma de cruz, unguiculadas (com unha maior do que a das sépalas)  agrupadas em inflorescências em cacho; frutos formados por 2 segmentos bem distintos (o inferior cilíndrico; o superior globoso).
Em Portugal, tal como em Espanha, ocorrem duas subespécies: a nominal (Rapistrum rugosum subsp. rugosum) e aquela a que se referem as imagens supra (R. r. linnaeanum), podendo distinguir-se as duas subespécies em função, sobretudo, da forma e comprimento dos pedicelos frutíferos e do segmento inferior dos frutos: enquanto que na subespécie linaeannum, o pedicelo tem um comprimento 2 a 4 vezes superior ao do segmento inferior do fruto (que é, em geral, estéril ou monospermo), sendo os dois aproximadamente iguais em largura (v. supra foto 4); na subespécie nominal, o comprimento do pedicelo é apenas 1 ou 2 vezes superior ao do segmento inferior do fruto (que é, por sua vez, polispermo ou monospermo), tendo este cerca do dobro da largura do pedicelo (v. foto infra).
Tipo biológico: terófito;
Família: Brassicacaeae (Cruciferae)
Distribuição (subsp. linneanum): Sudoeste da Europa (Baleares em Espanha; Alto Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral em Portugal) e Noroeste de África.
Ecologia/habitat: planta arvense e ruderal que pode encontrar-se, designadamente, em campos cultivados e incultos, taludes, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1000m.
Floração: de Fevereiro a Junho.
* Outros nomes comuns: Rinchão; Saramago-da-rocha; Saramago-de-semente-redonda; Saramago-rinchão (fonte)
[Locais e datas da captação das imagens supra: Parque da Paz - Almada; 15 - Abril - 2014 (fotos 1, 2, 4 e 5); Seixal; 11 - Abril - 2019 (fotos restantes)]

Foto captada na Costa da Caparica em 28 - Março - 2018 

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Baldellia repens






Baldellia repens (Lam.) Ooststr. ex Lawalr
Erva perene, tubero-bulbosa, erecta ou decumbente que pode atingir até 70cm, com folhas, em geral, concentradas na base, todas elas com limbo com ápice agudo. característica que a distingue da  B. alpestris, a outra espécie do mesmo género que também ocorre em Portugal (fonte: Flora.on).
Tipo biológico: geófito; helófito;
FamíliaAlismataceae;
Distribuição: Europa, Noroeste de África e Ilhas Canárias.
Em Portugal, a Baldellia repens, enquanto espécie, ocorre em quase todo o território do Continente, mas as diversas subespécies não se distribuem uniformemente: de facto, a subespécie nominal (B. r. repens) ocorre apenas no Algarve e no Baixo Alentejo (fonte: Flora Iberica); enquanto a B. r. cavanillesii se encontra em todas as regiões do território do Continente, com excepção do Algarve. Duvidosa me parece ser a existência em território português da B.r. baetica. Com efeito, a Flora Iberica (loc. cit.) considera-a apenas presente em território espanhol (províncias de Cáceres, Huelva e Sevilha) e o portal Flora.on (loc. cit.)  não enjeitando a sua ocorrência em Portugal, não regista, no entanto e por ora, nenhum avistamento em território português.
Ecologia/habitat: fontes e nascentes, margens de lagoas. charcas permanentes ou temporárias, remansos de cursos de água, turfeiras e pântanos, em substratos geralmente ácidos, a altitudes até 1400m. 
Floração: de Abril a Setembro.
Sinonímia:Alisma repens Lam. (Basónimo)
[Local e data: Ribeira do Vascão  (Algarve); 27 - Maio - 2015]

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Chaenorhinum rubrifolium subsp. rubrifolium









Chaenorhinum rubrifolium subsp. rubrifolium

Erva anual, de reduzidas dimensões (2,5 a 18 cm).
Tipo biológico: terófito:
FamíliaPlantaginaceae;
Distribuição: Centro e Oeste da Região Mediterrânica.
Só em 2015 foi confirmada a presença desta espécie em Portugal Continental e, ao que creio, a planta está confinada a uma só localização no Alto Alentejo.
Ecologia/habitat: clareiras de matos e olivais; pastagens anuais, em terrenos muito secos e bem ensolarados de natureza calcária, a altitudes até 1150m.
Floração: de Março a Maio.
Nota: planta incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental como espécie ameaçada. Categoria de ameaça IUCN : "Criticamente Em Perigo".

domingo, 10 de novembro de 2019

Miosótis ou Não-me-esqueças (Myosotis welwitschii)







Miosótis ou Não-me-esqueças * (Myosotis welwitschii Boiss. & Reut.)
Erva anual ou bienal, sem estolhos, que pode atingir até cerca de 60 cm; com caules erectos densamente revestidos, pelo menos na parte inferior, com pêlos compridos, flexíveis e inseridos perpendicularmente ao caule (patentes); folhas alternas, com morfologia variada, e com revestimento mais ou menos denso de pêlos compridos; flores com corola  tingida de azul pálido e de amarelo ao centro, com guias nectaríferas brancas, agrupadas em inflorescências pouco densas.
Tipos biológicos: terófito; hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Oeste da Península Ibérica e Noroeste de Marrocos.
Em Portugal distribui-se praticamente por todo o território do Continente,
Ecologia/habitat: relvados húmidos; turfeiras; margens de lagoas, fontes e cursos de água, em solos ácidos, a altitudes até 950m.
Floração: decorre ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade de Março a Agosto.
* As designações vernaculares acima apontadas são comuns às diversas espécies do género Myosotis  que ocorrem no país.
(Local e data do avistamento: Serra da Lousã; 4 - Maio - 2019)

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Radiola linoides





Radiola linoides Roth
Erva anual, glabra, de reduzidas dimensões (2 a 13 cm), com caules filiformes, gráceis, ramificados dicotomicamente; folhas elípticas ou ovadas; flores muito pequenas, com pétalas brancas; fruto sob a forma de cápsula globosa.
Tipo biológico: terófito;
Família: Linaceae;
Distribuição: grande parte da Europa; ilhas do Mediterrâneo; Líbano; Noroeste de África (Marrocos, Argélia e Tunísia); montanhas da África Tropical e Macaronésia. Introduzida e naturalizada no Oeste do Canadá.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, quer em quase todo o território do Continente, quer no arquipélago da Madeira. Duvidosa a presença nos Açores.
Ecologia: pastos anuais, em solos frequentemente arenosos, húmidos ou temporariamente encharcados, a altitudes até 1400m.
Floração: de Março a Julho.
[Local e data do avistamento: Fernão Ferro (Seixal); 26 - Abril - 2019]
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sábado, 2 de novembro de 2019

Lathyrus nudicaulis




Lathyrus nudicaulis (Willk.) Amo *
Erva rizomatosa, perene, escandente, glabra ou, por vezes, parcialmente pubescente, com caules ápteros, ramificados ou não a partir da base  que podem atingir até 160 cm; folhas pecioladas, com 2 a 6 folíolos opostos ou alternos, geralmente terminadas em gavinhas simples ou ramificadas; flores com cálice giboso, geralmente azulado e pétalas (estandarte, asas e quilha) de cor púrpura, dispostas geralmente em grupos de 3 a 9 em inflorescências pedunculadas, sem brácteas, com pedúnculo mais comprido que a folha axilante. 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae).
Distribuição: endemismo ibérico, circunscrito ao Norte, Centro e Oeste da Península Ibérica.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, sendo dado como presente no Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Douro Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/ habitat: sítios muito húmidos ou encharcados, em prados, clareiras de matos, margens de lagoas e cursos de água, em solos arenosos, turfosos, argilosos ou calcários, a altitudes até 1400 m.
Floração: de Março a Julho.
Observação: planta incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental  como espécie ameaçada. Categoria de ameaça IUCN : "Vulnerável".
* Sinonímia:  Lathyrus palustris L. var. nudicaulis Willk. (Basónimo).
[Local e data do avistamento: Rio de Couros (Ourém); 1 - Maio - 2019]

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Sumagre (Rhus coriaria)






Sumagre *(Rhus coriaria L.)
Arbusto ou pequena árvore (com 1 a 5 m); caule muito ramificado, erecto, folhoso e densamente piloso; folhas pecioladas, compostas, algo coriáceas, com ráquis alada na parte superior; flores unissexuais, embora por vezes hermafroditas, verde-amareladas ou esverdeadas, agrupadas em inflorescências terminais ou axilares mais densas (inflorescências femininas) ou menos densas (inflorescências masculinas); frutos lenticulares, densamente híspidos, mas não glandulosos.
Tipo biológico: fanerófito;
Família:  Anacardiaceae;
Distribuição: originária da Região Mediterrânica Oriental, Crimeia, Cáucaso e Norte do Irão, introduzida e naturalizada em toda a Região Mediterrânica e Macaronésia.
Em Portugal ocorre como espécie introduzida, quer no território do Continente (Algarve; Alto Alentejo; Beira Baixa, Beira Alta e Trás-os- Montes), quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: taludes; bermas de estradas e caminhos; divisórias e tapumes de campos cultivados; antigos campos de cultivo e outros terrenos perturbados, a altitudes até 1100m.
Floração: de Abril a Julho.
Usos: outrora usada no curtimento de peles, a planta é ainda actualmente utilizada nas regiões de origem. De facto os frutos são ali usados, em fresco, na confecção de saladas avinagradas e, depois de secos e moídos, como especiaria em pratos de carne ou de peixe. Em medicina popular, as raízes e a casca da planta são usadas na feitura de preparados a que são atribuídos efeitos antidiarreicos e hemostáticos.
*Outros nomes comuns: Sumagre-dos-curtidores; Sumagre-aromático; Sumagreira.
(Local e data: Vila Nova de Foz Côa; 15 - Junho - 2019)