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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Verbasco-de-flores-grossas (Verbascum litigiosum)






Verbasco-de-flores-grossas (Verbascum litigiosum Samp.)
Erva  bienal,  com caules erectos, geralmente não ramificados, que pode atingir até 2m, revestida por tomento muito denso, com flores dispostas em inflorescência espiciforme, ininterrupta e de tal forma compacta que o eixo da inflorescência dificilmente se mostra visível, quer na fase da floração, quer durante a frutificação.
Tipo biológico: hemicriptófito;
FamíliaScrophulariaceae
Distribuição: Endemismo lusitano, circunscrito ao litoral oeste, no centro e sul do território do Continente.
Ecologia/habitat: areias marítimas e dunas litorais.
Floração: de Abril a Junho.
Estado de conservação: a espécie encontra-se ameaçada  por frequente perturbação do habitat. Goza, no entanto, de protecção legal: "Anexo IV da Directiva Habitats, Anexo II da Directiva Habitats" (fonte)
[Local e data: Foz do LiZandro (Ericeira); 13 - Abril - 2017]

domingo, 15 de março de 2015

Scrophularia sublyrata









Scrophularia sublyrata Brot.
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) glabra, rizomatosa, cujos caules, muito ramificados, em geral, não ultrapassam 70cm.
É uma espécie que apresenta grande variabilidade morfológica, a ponto de os espécimes caracterizados por serem de menor tamanho e possuírem folhas de cor verde claro, delgadas, indivisas ou penatissectas com apenas um par de segmentos laterais e inflorescências curtas e paucifloras terem sido tradicionalmente incluídos numa espécie denominada Scrophularia schousboei. Segundo a Flora Ibérica, fonte que tenho vindo a seguir, tais características são próprias dos exemplares da S. sublyrata nas primeiras fases do seu desenvolvimento. Caso mais duvidoso e a carecer de estudo mais aprofundado é, segundo a mesma fonte, o das plantas existentes no Cabo Espichel, classificadas como S. sublyrata, mas que apresentam algumas especificidades: são plantas muito carnudas, característica particularmente evidente nas folhas (estas tipicamente penatissectas e com margens crenadas) e nas brácteas.
Família: Scrophulariaceae;
Distribuição: Endemismo ibérico com distribuição limitada à parte ocidental da Península Ibérica, incluindo, do lado português, grande parte do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Baixa, Estremadura, Beira Alta, Minho e Trás-os-Montes) e do lado espanhol, três províncias contíguas à fronteira luso-espanhola (Salamanca, Cáceres e Badajoz).
Ecologia/habitat: em dunas, bem como em fissuras e cavidades de rochas, em zonas próximas do litoral; em locais rochosos nas regiões do interior, a altitudes até aos 1300m.
Floração: de Janeiro a Julho.
[Local e datas: Duna Cresmina; Cascais; 12 - Março - 2015 (as primeiras 5 fotos); 26 - Janeiro - 2015 (as restantes)] 

sábado, 7 de dezembro de 2013

Escrofulária-das-praias (Scrophularia frutescens)

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Escrofulária-das-praias (Scrophularia frutescens L.)

Pequeno arbusto (com altura até 60cm) mais ou menos ramificado, glabro, com folhas carnudas, sésseis ou curtamente pecioladas,´obovadas ou oblongo-lanceoladas, no geral, não divididas, salvo as inferiores, por vezes, penatilobadas, com margens inteiras, serradas ou crenadas; flores com corola bilabiada de cor roxa,com os lóbulos laterais esbranquiçados, dispostas em cimeiras (3 a 15 flores) agrupadas em inflorescências em cacho, em geral alongado, em cujo eixo, entroncam alternadamente. Frutos constituídos por cápsulas ovóides ou quase globosas, escuras na maturação.
São reconhecidas duas variedades desta espécie: a var. frutescens caracterizada por possuir folhas com limbo com comprimento superior ao dobro da largura, com margens serradas, englobando-se as restantes na var. latifolia.
Ecologia/habitat: areias litorais e dunas consolidadas. É considerada como espécie psamófila (=desenvolve-se normalmente em terrenos arenosos). No caso, em geral, em zonas costeiras. 
Distribuição: na Península Ibérica e Noroeste de África e, dubitativamente, na Sicília. Em Portugal ocorre ao longo de todo o litoral ocidental do território do Continente, desde o Minho até ao Algarve. Um tanto surpreendentemente, a Flora Ibérica assinala também a sua ocorrência na Beira Baixa.
Floração: de Maio a Agosto.
[Local e datas: Praia do Bom Sucesso (Lagoa de Óbidos); 9 - Maio - 2013 (fotos 1 a 6); 26 - Agosto - 2012 (foto 7)]

domingo, 2 de junho de 2013

Scrophularia grandiflora







Scrophularia grandiflora DC.
Erva vivaz, rizomatosa, (tipo fisionómico: hemicriptófito) da família Scrophulariaceae. É uma planta relativamente robusta, cujo caule, erecto, ramificado na base, densamente glanduloso-pubescente,  pode atingir até 1,80m; com folhas penatissectas com 2 ou 3 pares de segmentos laterais e um terminal, este ovado ou ovado-elíptico. Inflorescência extensa (até cerca de 1 m) distribuindo-se as flores com corola bilabiada,  de cor rosa-púrpura, ao longo da inflorescência em aglomerados com o número de flores de cada conjunto a diminuir a partir da base da inflorescência (até 10, na base e entre 2 e 6 nos restantes).
Esta espécie pode facilmente confundir-se com a sua congénere Scrophularia sambucifolia, pois as duas espécies são bastante semelhantes. O que, em particular, as distingue é a circunstância de a S. grandiflora ser densamente pubescente e glandulosa e a S. sambucifolia ser quase glabra (isto é, sem pêlos), como se pode observar na comparação que aqui nos é oferecida.
Distribuição: É um endemismo português confinado ao Centro Oeste do território do Continente, onde se desenvolve em lugares um tanto húmidos, mais ou menos sombrios, na orla e sob coberto de matas, em taludes ervosos, à beira de estradas e caminhos, por vezes na proximidade ou mesmo no meio das valetas que ladeiam aquelas vias. 
Floração: de Março a Julho
(Local e data: junto da povoação de Dreia - Arganil; 13 - Maio - 2013)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Verbasco (Verbascum virgatum)

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Verbasco *(Verbascum virgatum Stokes)
Erva bienal, (tipo fisionómico: hemicriptófito), glandulosa, pubescente, da família Scrophulariaceae, com caule (50 a 200 cm) erecto, frequentemente simples, por vezes escassamente ramificado; folhas alternas, de oblongo-lanceoladas a ovado-lanceoladas, dentadas ou crenadas; flores com corola de cor amarela dispostas (em grupos ou isoladas) em inflorescências racemosas que podem atingir mais de 1 m de altura
Distribuição: Espécie nativa da Europa Ocidental (Península Ibérica, França, Inglaterra e norte de Itália); introduzida e naturalizada em várias outras regiões e continentes.
Em Portugal continental distribui-se desde o Minho ao Algarve, de forma descontínua, não sendo, aparentemente, muito vulgar. 
Habitat: em pastagens, terrenos agrícolas abandonados, à beira de estradas e caminhos e em terrenos perturbados, húmidos.
Floração: de Maio a Setembro.
*Outros nomes comuns: Barbasco; Blatária-grande; Blatária-maior; Verbasco-das-varas.
[Locais e datas: Rapoula do Côa - Sabugal; 15 / 22 - Junho - 2012 (fotos 1, 2, 4, 5 e 6) ; Aldeia de S. Francisco - Covilhã; 7 - Junho - 2012 (foto 3)]

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Scrophularia sambucifolia subsp. sambucifolia

















Scrophularia sambucifolia L. subsp. sambucifolia
Planta herbácea vivaz, rizomatosa, da família Scrophulariaceae, cujo caule, ora simples, ora pouco ramificado pode atingir até cerca de 1,50m.
Distribui-se pela Península Ibérica e pela Região Mediterrânica Ocidental, ocorrendo em terrenos com alguma humidade, sobre solos de origem margosa ou calcária.

Floração: de Fevereiro a Maio.
(Local e datas: A-1 - Estação de Serviço de Santarém; Fevereiro, Março, Abril - 2011)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Verbasco-pulverulento (Verbascum pulverulentum)


Verbasco-pulverulento (Verbascum pulverulentum Vill.)
Planta da família Scrophulariaceae, o Verbasco-pulverulento distribui-se pelo centro, oeste e sul da Europa, ocorrendo geralmente em  terrenos incultos, frequentemente pedregosos e à beira dos caminhos, locais onde não passa despercebida, pois chega a atingir dois metros de altura, sobressaindo facilmente entre as plantas, normalmente herbáceas, que a rodeiam.
Em Portugal é uma planta bastante comum, sobretudo no norte e centro do território do continente.
É considerada tóxica para os animais.
(Local e data: Sabugal; junho 2010)
(Clicando nas imagens, amplia)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ansarina (Linaria caesia)

Ansarina [Linaria caesia (Pers.) DC. ex Chav. subsp. decumbens (Lange) M. Laínz]

Planta da família Scrophulariaceae, a Ansarina, também designada por Linária-das-dunas, Linária-da-praia e Passarinho-amarelo, é um endemismo ibérico que ocorre na parte ocidental da Península Ibérica, tendo o seu habitat nos areais  costeiros e sistemas dunares ao longo do litoral.
(Local:  Dunas junto da Ria de Aveiro)
(Clicando nas imagens, amplia)