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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Madorneira (Artemisia crithmifolia)

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Madorneira ou Erva-lombrigueira (Artemisia crithmifolia L.*)

Planta da família Asteraceae  pode atingir as dimensões dum pequeno arbusto (30-80 cm de altura) apresentando-se geralmente muito ramificada, com caule suculento, mas lenhoso na base (como se pode ver na foto 3); folhas igualmente suculentas, divididas, mas variáveis na forma desde a base até à inflorescência; flores diminutas em capítulos também pequenos agrupados em cachos muito ramificados e densos.
Distribui-se ao longo da costa ocidental da Europa desde a Holanda até ao sul de Espanha (fonte), ocorrendo sobretudo nas areias das dunas. Em Portugal continental está presente ao longo de toda a costa.
Floresce, tardiamente, só a partir de julho, mas por um longo período que, segundo a fonte citada supra, vai até novembro.
Sinonímia: Artemisia campestris L. subsp. lloydii Rouy; Artemisia campestris L. subsp. maritima Arcang. 
(Local e datas: Fonte da Telha - Costa da Caparica; 04 - maio 2011 (foto 1); 26 - julho - 2011 (fotos 2, 3 e 4); 05 - agosto - 2011 (foto 5)
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domingo, 18 de setembro de 2011

Agrimónia (Agrimonia eupatoria)




Agrimónia* (Agrimonia eupatoria L.)
Planta herbácea, vivaz, da família Rosaceae, com haste floral, geralmente não ramificada, que pode atingir até 1,50 m de altura. Distribui-se por quase toda a Europa, exceptuando o extremo norte, pelo oeste, centro e leste da Ásia, norte de África e ilhas da Macaronésia (excepto Cabo Verde). Em Portugal, além das ilhas da Madeira e dos Açores, distribui-se por quase todo o território do Continente, sendo, no entanto, duvidosa a sua presença na Beira Alta, Douro Litoral e Baixo Alentejo. Ocorre em quase todo o tipo de terrenos, geralmente sobre solos profundos e com alguma humidade, junto de sebes,  nas orlas e clareiras de bosques,  carvalhais  e soutos, designadamente.
Floresce da maio a julho.
As folhas e partes florais da Agrimónia são indicadas, em fitoterapia, para o tratamento de inflamações cutâneas e da orofaringe. Os seus componentes também são utilizados em cosmética e em tinturaria.
*Outras designações comuns: Erva-agrimónia, Erva-eupatória, Erva-hepática, Eupatória e Eupatória-dos-gregos.
(Local e data: Serra da Arrábida; 10 - maio - 2011)
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Alho-paniculado (Allium paniculatum)

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Alho-paniculado (Allium paniculatum L.)
Planta bulbosa, da família Alliaceae, é designada entre nós pelos nomes comuns de Alho-paniculado (Portugal Botânico de A a Z) ou de Alho-silvestre (segundo o Dias com Árvores, que opta pela designação científica de Allium pallens L. [sinónimo: Allium paniculatum L.]). Segundo esta fonte que apresenta uma longa lista de sinónimos há autores que entendem que o Allium paniculatum e o Allium pallens são espécies diferentes, embora a tese ali defendida vá no sentido de que se trata de sinónimos. De acordo com a mesma fonte, a espécie distribui-se pelo sul e leste da Europa, norte de África, Médio Oriente, Madeira e Canárias, tendo sido introduzida na América do Norte, onde prosperou, sobretudo na Califórnia, segundo li algures, a ponto de ali ser considerada planta nociva. Ocorre, ainda segundo a mesma fonte, em quase toda a Península Ibérica, incluindo, naturalmente, em Portugal, com excepção da região do Douro Litoral. Pessoalmente encontrei-me com ela em duas ocasiões, em locais tão distantes e tão diferentes como são o Cabo Espichel (onde vegetava entre rochas calcárias) e um cabeço no interior da Beira Alta (num relvado entre rochas graníticas) o que parece indiciar que a planta se adapta não só a ambientes bem diversos, mas também a solos de natureza bem diferente.
Floresce de maio a agosto.
(Locais e datas: Fotos 1, 2, 3 e 4: Rapoula do Côa - Sabugal; 21 - junho - 2011; Foto 5: Cabo Espichel; 01 - junho - 2011)
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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ornithogalum pyrenaicum



Ornithogalum pyrenaicum L.
Foi num espaço por onde já passei milhares de vezes (digo bem: milhares de vezes) num relvado nas margens do Côa, que acabei por deparar com esta bela espécie da família Hyacintaceae e que identifiquei graças, uma vez mais, ao Paulo Araújo. Quem mais haveria de ser ? 
A espécie, que é uma herbácea bulbosa, distribui-se, segundo a Flora Digital, por boa parte da Europa até ao sul da Grã Bretanha, pelo Cáucaso, Turquia (sudoeste da Ásia),  Marrocos  (norte de África) e Macaronésia (Canárias) e, segundo o mapa de distribuição fornecido pela mesma fonte, a espécie ocorre em Portugal em quase todo o território do Continente, com excepção do Alto Alentejo, de parte do Ribatejo e da zona litoral do Algarve, em zonas de matos, matagais e relvados húmidos. Não é, ao que me parece, particularmente abundante.
Segundo esta fonte, esta e esta, a planta, ao brotar é comestível. Daí que, em francês, a espécie seja conhecida pelas designações comuns de asperge des bois e aspergette e, em inglês, por Prussian asparaguswild asparagus e Bath Asparagus. Em Portugal é que ainda se não descobriu esta utilidade da espécie, o que não admira, pois ainda nem sequer se encontrou um nome para a designar em vernáculo.
Floresce de maio a julho.
(Local e data: Rapoula do Côa - Sabugal; 21 - junho - 2011)
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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Pampilho-marítimo (Asteriscus maritimus)



Pampilho-marítimo [Asteriscus maritimus (L.) Less. *]

Planta herbácea, perene, de base lenhosa, da família Asteraceae, o Pampilho-marítimo é uma espécie halófila que, se não aprecia, pelos menos, tolera muito bem os ambientes salinos, tendo em conta os locais onde, geralmente, se instala: nas encostas rochosas, falésias, e rochedos da orla marítima, ou nas areias do litoral.
Distribui-se pelas orlas costeiras do sul da Europa (Península Ibérica, França, Itália e Península Balcânica) e do norte de África (Marrocos, Argélia e Tunísia) e das Ilhas Canárias. Em Portugal, a sua presença está, segundo esta fonte, limitada à costa sudoeste meridional e ao Barlavento algarvio.
Apresenta folhas carnudas como característica que mais facilmente permite ao leigo, como eu, distingui-la doutras espécies do mesmo género.
Tem um longo período de floração que cobre toda a primavera e boa parte do verão.
*Sinonímia: Pallenis maritima (L.) Greuter; Buphthalmum maritimum L.; Bubonium maritimum (L.) Hill; Odontospermum maritimum (L.) Sch.Bip.
(Local e data: Praia do Alvor - Algarve; 23 - agosto - 2011)

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sábado, 3 de setembro de 2011

Limonium algarvense

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Limonium algarvense Erben

Planta perene, da família Plumbaginaceae, é considerada por alguns autores como um endemismo do sudoeste ibérico, limitado em Portugal, ao Algarve e, em Espanha, às províncias de Huelva e Cádis. Todavia, também há quem assinale a sua presença nas ilhas Baleares e nas costas do norte de Marrocos. Trata-se duma planta halófita obrigatória, pois necessita de sais para sobreviver e que tem, por isso mesmo, o seu habitat em terrenos de sapal (desde o sapal médio até ao alto) e em rochedos costeiros salpicados  pela ondulação marítima.
Apresenta folhas em roseta basal, raramente caulinares e hastes florais que podem atingir até 60 cm de altura.
Floração: de maio a agosto.
(Locais e datas: Fotos 1 e 2: Sapal de Castro Marim; 20 - agosto - 2011; fotos 3 e 4: Ria de Alvor, onde a espécie é muito abundante; 27 - agosto - 2011; foto 5: rochedo na praia dos Três Irmãos - Alvor; 30 - agosto 2011)
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Palmeira-anã (Chamaerops humilis)

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Palmeira-anã (Chamaerops humilis L.)

Também designada vulgarmente por Palma, Palmeira-das-vassouras, Palmeira-de-leque-da-europa, Palmito-espanholLeque-do-mediterrâneo e Palmeira-vassoureira, esta espécie da família Arecaceae  distribui-se pelas duas margens do Mediterrâneo ocidental (no sul da Europa - Portugal, Espanha, França, Itália - em algumas ilhas, como Malta, e no norte de África -Marrocos, Argélia e Tunísia) e é mesmo a única palmeira nativa da Europa, sendo igualmente a única espécie do género Chamaerops
Reveste geralmente a forma arbustiva, não ultrapassando, por via de regra, os 4 metros e com frequência não atinge sequer tal altura, designadamente quando implantada em terrenos mais pobres. É como planta cultivada para fins ornamentais que a planta atinge maiores dimensões.
Em Portugal, a espécie surge espontânea sobretudo no Algarve, particularmente, ao longo de toda a zona do barrocal, desde o barlavento até ao sotavento, em terrenos secos e pedregosos.
Floresce de março a maio.
Planta dióica, a polinização das suas flores é, tanto quanto é sabido,  assegurada, principalmente, por um insecto que dá pelo nome de  Deleromus Chamaeropsis e, provavelmente, também pelo vento.
Os seus frutos (drupas - v. foto 4) servem de alimento a vários animais mamíferos (coelhos, raposas, texugos, além doutros) que pagam o favor, dispersando as sementes da planta.
Era usada tradicionalmente no fabrico de vassouras, de esteiras e cordas e é actualmente cultivada como planta ornamental mesmo em regiões donde não é originária. Mais importante, no entanto, que a importância económica da planta é a sua importância ecológica: graças à resistência à secura e à  capacidade de regeneração após incêndios, ela contribui para evitar a erosão dos solos e a desertificação.
(Locais e datas: Foto 1: Barrocal algarvio - região de Tavira; 20- agosto - 2011; Fotos 2, 3 e 4: Barrocal - região de Portimão; 30 - agosto - 2011)
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sedum pruinatum


Sedum pruinatum Brot.
Espécie da família Crassulaceae, o Sedum pruinatum é, segundo esta fonte e esta (a que recorro com frequência para redigir estas notas) um endemismo luso-galaico que ocorre, do lado português, nas Beiras (Alta e Baixa) Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes e do outro lado da fronteira, apenas na Província de Ourense. Desenvolve-se, geralmente, na encosta dos montes, em terrenos secos e pedregosos de natureza xistosa ou granítica. 
Floresce de junho a setembro.
(Local e data: Troviscal - Sertã; 16 - junho - 2011)
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sargaço (Cistus monspeliensis)




Sargaço* (Cistus monspeliensis L.)

Pequeno arbusto (altura até 1,2 m) da família Cistaceae, erecto,  muito ramoso e viscoso, formando uma moita compacta. Apresenta folhas subsésseis, lineares ou linear-lanceoladas, com três nervuras longitudinais; flores com 5 pétalas brancas, frequentemente manchadas de amarelo na base, medindo 9-14 x 6-10 mm, dispostas em cimeiras unilaterais, com 2 a 9 flores por cimeira.
Bem adaptada a climas quentes e terrenos secos, a espécie cresce em vários tipos de solos, desde os graníticos aos arenosos, passando pelos xistosos, argilosos e calcários, podendo encontrar-se em colinas secas, charnecas, matagais e  florestas com boas clareiras.
Distribuição geral: Região Mediterrânica  e Macaronésia (Madeira e Canárias).
Em Portugal, a espécie ocorre, além da ilha da Madeira, no centro e sul do território continental.
Floração: de abril a junho.
* Outras designações comuns: Sargação; Sargaço-escuro; Sargaço-terrestre; Alecrim-de-fora.
(Local e data: Serra da Arrábida; 10 - maio - 2011)
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Salgueirinha (Lythrum salicaria)



Salgueirinha* (Lythrum salicaria L.)
Erva vivaz, da família Lythraceae, com ampla distribuição a nível do globo, tendo direito, a esse título, a ser considerada como planta cosmopolita. Desenvolve-se, geralmente, nas margens de cursos de água e em relvados húmidos. Em Portugal encontra-se distribuída por todo o país, embora não seja uma espécie excessivamente abundante.
Possui: caule tubular, erecto, mais ou menos ramificado, que pode atingir até 1,5m de altura; folhas inteiras, sésseis, de lineares a lanceoladas, geralmente opostas, as superiores por vezes alternas; flores com 5-6 pétalas de cor entre o violeta e o púrpura, dispostas em espigas compridas (até 40 cm) e terminais. 
Floração: de abril a agosto;
* Outras designações comuns: Erva-carapau; Salicária; Salgueira.
(Local e data: Rio Pônsul em Idanha-a-Velha; 26 - junho -2011)
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domingo, 14 de agosto de 2011

Espinheiro-preto (Rhamnus lycioides subsp. oleoides)

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Espinheiro-preto ou Fura-panelas [Rhamnus lycioides subsp. oleoides) (L.) Jahandier & Maire]*

Arbusto ramoso, espinhoso e parcialmente perenifólio, da família Rhamnaceae que, geralmente, não ultrapassa 2 m de altura. Apresenta folhas persistentes e caducas, umas e outras inteiras, ovado-elípticas, de cor verde brilhante e geralmente coriáceas; flores pedunculadas, muito pequenas, com corolas formadas por 4 ou 5 pétalas, por vezes ausentes,  dispostas em cimeiras frouxas; frutos obovóides, levemente achatados (característica mais evidente antes da maturação) de pequenas dimensões (3,3-5 x 3,4-5mm) amarelados ou avermelhados, quando imaturos, negros após a maturação. 
Distribuição geral: Região Mediterrânica Ocidental.
Ocorre também em Portugal em lugares dispersos desde o Alto Douro até ao Algarve, sendo a sua ocorrência mais frequente no sul do território continental e muito rara no norte e centro, provavelmente devido ao facto de a espécie não suportar grandes geadas.
Floração: de março a maio.
*Sinonímia: Rhamnus lycioides L. raça oleoides (L.) Samp.; Rhamnus lycioides L. raça oleoides Samp.; Rhamnus oleoides L.; Rhamnus oleoides L. for. angustifolia (Lange) P. Cout.;Rhamnus oleoides L. for. sublanceolata Mendonça et Vasc.
Local e datas: Mata Nacional dos Medos - Costa da Caparica - Almada; 04 - maio - 2011 (foto 1); 11 - abril - 2011 (foto 2); 19 - maio - 2011 (fotos 3 e 4); 26 - julho - 2011 (foto 5); 02 - agosto - 2011 (foto 6)
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domingo, 7 de agosto de 2011

Herniaria maritima





Herniaria maritima Link
Planta perene, da família Caryophyllaceae, é um endemismo português que ocorre apenas nos cordões dunares, ao longo do litoral entre o Cabo Carvoeiro e o Algarve. Apresenta caules muito ramificados, geralmente prostrados, por vezes, com consistência lenhosa, podendo atingir até 30cm de comprimento; folhas pequenas, carnudas e cobertas em toda a superfície com pêlos, tal como as flores que são diminutas (1,5-2 mm) e que se agrupam em gromérulos, mais ou menos densos. 
Floração: de maio a agosto.
(Local: Fonte da Telha - Costa da Caparica - Almada; 05 - agosto - 2011)
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cordeiros-da-praia (Otanthus maritimus)

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Cordeiros-da-praia *[Otanthus maritimus (L.) Hoffmanns. & Link]
Pequeno arbusto, da família Asteraceae, perene, lenhoso na base, lanuginoso (densamente coberto de pêlos compridos e esbranquiçados) com caules rizomatosos, ascendentes, com 20-50 cm de altura; folhas oblongas, ou oblongo-lanceoladasgeralmente inteiras, carnudas, sésseis e, tal como os caules, cobertas de pêlos; flores reunidas em capítulos dispostos em corimbos terminais. 
Distribui-se ao longo da costa leste do oceano Atlântico (desde a Islândia até às Canárias) e por toda a costa do Mediterrâneo. Em Portugal ocorre ao longo de todo o litoral, nos areais marítimos, incluindo nas dunas primárias.
Floração: de maio a setembro.
Sinonímia: Achillea maritima (L.) Ehrend. et Y. P. Guo; Diotis maritima (L.) Cass.; Filago maritima L.
(*A espécie também é designada, vulgarmente, por Atanásia-marítima)
(Local e datas: Fonte da Telha - Almada; 19 - abril - 2011 (fotos 1 e 2); julho - 2011 (as restantes)
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