quinta-feira, 23 de abril de 2015

Papoila-peluda (Papaver hybridum)


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Papoila-peluda (Papaver hybridum L.)
Erva anual (tipo biológico: terófito) híspida (com pêlos compridos, rígidos, mais ou menos abundantes), com caules erectos ou ascendentes que, no geral, não ultrapassam 35 cm; folhas penatipartidas (com recortes que se aproximam da nervura central e por vezes chegam até ela); as flores são, em geral, suportadas por compridos pedúnculos, assegurando assim a visibilidade da corola formada por pétalas coloridas de vermelho-vivo, cor a que a mancha negra ao nível da unha acaba por dar ainda maior realce; frutos em forma de cápsula, mais ou menos globosa, revestida com filamentos rígidos.
Distribuição: Sul da Europa; Sudoeste da Ásia; Norte de África e em parte da Macaronésia
Em Portugal ocorre na maior parte do território do Continente (alegadamente, a única excepção é a Beira Baixa) e no arquipélago da Madeira. 
Ecologia/habitat: campos cultivados e incultos; e locais com com alguma espécie de intervenção humana, como bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 2000m.
Floração: de Março a Julho.
[Locais e datas: Portagem - Marvão; 2 - Maio - 2014 (foto 1); Elvas; 14 - Abril - 2015 (foto 6); Redondo; 14 - Abril- 2015 (fotos restantes)]

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Sapatetas (Astragalus pelecinus subsp. pelecinus)

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Sapatetas, Senras [Astragalus pelecinus (L.) Barneby subsp. pelecinus *]
Erva anual (tipo biológico: terófito) pelosa. ramificada desde a base, com caules (até 40 cm) geralmente prostrados; folhas curtamente pecioladas, penatissectas, com um número variável de folíolos (7 a 15); flores agrupadas (3 a 11) em cachos, com corola (formada por estandarte, asas e quilha, aquele em geral de maior tamanho do que as restantes peças) de cor azulada ou amarelada com reflexos azuis; fruto plano, sobre o largo, com margens sinuado-dentadas.
Família: Fabaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica e parte da Macaronésia. Em Portugal ocorre no arquipélago da Madeira e em  parte do  território do Continente ( Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Baixa, Beira Alta e Trás-os-Montes)
Ecologia /habitat: terrenos de pastagem e baldios, geralmente em locais perturbados, a altitudes até 2000m. 
Floração: de Março a Maio.
* Sinonímia: Biserrula pelecinus L. (basónimo)
[Locais e datas; Vila Velha de Ródão (concelho): 10 - Abril - 2015 (fotos 3 e 4);  Castelo Branco (concelho); 10 - Abril - 2015 (fotos restantes)]
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Genciana-da-praia (Centaurium maritimum)

  
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Genciana-da-praia (Centaurium maritimum (L.) Fritsch  *)
Erva anual (tipo biológico: terófito) glabra, com caule simples, erecto, com 5 a 30 cm; folhas inferiores agrupadas em 3 ou quatro nós basais, sésseis ou escassamente pecioladas, as superiores sésseis, de oblongo-ovadas a ovado-lanceoladas; flores com corola formada por lóbulos amarelos ou amarelo-pálidos, agrupadas em inflorescências paniculiformes, paucifloras, não sendo, porém, raros os casos em que se encontram exemplares reduzidos a uma única flor.
Família: Gentianaceae.
Distribuição: Região Mediterrânica, Açores e Madeira. No que a Portugal diz respeito, além da assinalada presença nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, a espécie ocorre também em quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: pastagens anuais e clareiras de matos e bosques, com humidade temporária, preferentemente em solos siliciosos,  a altitudes que podem ir desde o nível do mar até aos 1200m, frequentemente em locais próximos do litoral.
Floração: de finais de Março a Julho.
* Sinonímia: Gentiana maritima L. (basónimo)
Locais e datas: Serra da Arrábida; 17 - Abril - 2015 (fotos 1 e 4); Sintra; 15 - Maio - 2011 (fotos 2 e 3); Almada; 3 - maio - 2010 (foto 5)

domingo, 19 de abril de 2015

Alfavaca-de-gancho (Astragalus hamosus)







Alfavaca-de-gancho (Astragalus hamosus L.)
Erva anual (tipo biológico: terófito), ramificada desde a base, com caules que podem atingir até 50cm, prostrados ou ascendentes, revestidos por denso indumento piloso; folhas com um número variável  de pares de folíolos (7 a 15); flores com corola (composta por estandarte, asas e quilha) azulada ou amarela, O fruto, como o qualificativo específico anuncia, tem a forma de um gancho ou anzol (o vocábulo latino hamus tem exactamente esses significados).
Distribuição; Região Mediterrânica,  Região Irano-turânica e Macaronésia. Em Portugal ocorre em boa parte do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Litoral, Beira Alta e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem, a altitudes até 1700m, em qualquer tipo de substrato.
Floração: de Março a Maio.
(Local e data: Elvas; 15 - Abril - 2015)
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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Euphorbia oxyphylla









Euphorbia oxyphylla Boiss. 
Planta perene, rizomatosa (tipo biológico: caméfito), glabra, glauca, com caules com 20 a 45 cm, grossos, erectos ou ascendentes. algo lenhosos na base.
Família: Euphorbiaceae
Distribuição: Endemismo ibérico, com ocorrência limitada ao centro e oeste da Península Ibérica. Em território português surge apenas na Beira Alta, Beira Baixa e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat; Clareiras de matos, taludes; bermas de estradas e caminhos; terrenos pedregosos e fendas de rochas, a altitudes entre 300 e 1700m. Espécie silicícola.
Floração: de Abril a Julho.
Nota: o látex produzido por esta espécie é altamente corrosivo e "particularmente tóxico". 
[Locais e datas; Rapoula do Côa (Sabugal); 10 - Junho - 2014 ( 2 últimas fotos); Sortelha (Sabugal) 16 - Abril -2015 (fotos restantes)]

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Myosotis discolor subsp. dubia


Myosotis discolor Pers. subsp. dubia (Arrond.) Blaise    
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Boraginaceae, com caules (até 40 cm) erectos ou ascendentes, simples ou ramificados, com indumento formado por pêlos compridos mais ou menos rígidos e patentes (= com inserção em ângulo mais ou menos recto).
Das três subespécies de M. discolor que ocorrem na Península Ibérica, duas estão presentes em Portugal: a nominal M. d. discolor e a M. d. dubia, sendo esta a que se encontra representada nas imagens supra. Distingue-se ela da subespécie nominal porquanto, além de outras características menos perceptíveis, esta apresenta, pelo menos, as duas folhas superiores subopostas, enquanto, na M. d. dubia as folhas são todas alternas. Por outro lado, os lóbulos da corola no caso da M. d. dubia, são, antes da completa abertura da flor, brancos ou brancos e amarelos, ao passo que no caso da M. d. discolor são amarelos ou amarelados, mas nunca brancos. Uma vez completamente abertas as flores, os lóbulos da corola,  no caso da M. d. dubia, passam a azuis e no caso da M. d. discolor podem passar a azuis, a azuis violeta ou a rosados.
Distribuição: a subespécie em questão (M. d. dubia) distribui-se pelo Oeste da Europa e pelo Noroeste de África. Em Portugal ocorre em quase todo o território do Continente, embora, aparentemente, não seja muito comum.
Ecologia/habitat: campos cultivados e incultos, pastagens, clareiras de bosques e de matagais, sobre solos com alguma humidade e, preferentememte, ácidos, a altitudes até 1500m. 
Floração: de Março a Abril.
(Local e data: Serra de Candeeiros; 11 - Março - 2015)
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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Genista tournefortii subsp. tournefortii

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Genista tournefortii Spach subsp. tournefortii 
Pequeno arbusto (tipo biológico: caméfito) que, por norma, não ultrapassa, em altura, 50cm, moderamente espinhoso, se nos ativermos ao padrão geral das espécies do mesmo género, com caules ascendentes ou decumbentes,  muito ramificados, com ramos velhos desprovidos de folhas, mas com espinhos não muito agressivos e ramos novos, vilosos (revestidos com pêlos compridos e macios), inermes, com folhas inteiras, alternas, sem estípulas, de ovadas a lanceoladas, algo vilosas, com  pêlos em ambas as páginas (frente e verso). Inflorescências em cacho agrupando flores com corola amarela em que sobressai a quilha, bem maior do que o estandarte, este, por sua vez, maior do que as asas.
Família: Fabaceae;
Distribuição: Endemismo ibérico, com ocorrência limitada ao Centro e Oeste da Península Ibérica. Em Portugal assinala-se a sua presença apenas no território do Continente (Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral, Beira Alta e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: terrenos de mato; orlas e clareiras de bosques, em geral, sobre solos calcários, a altitudes até 1500m.
Floração: de Março a Julho.
[Locais e datas: Mafra (concelho); 1 - Abril - 2015 (Fotos 1, 3 e 4); Cabo Espichel: 4 - Abril - 2015 (foto 2)]

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Alecrim-das-paredes-de-brácteas-largas (Phagnalon rupestre)






Alecrim-das-paredes-de-brácteas-largas [Phagnalon rupestre (L.) DC.]
Pequeno arbusto (10 a 40 cm) (tipo biológico: caméfito) da família Asteraceae, com caules ascendentes, revestidos de tomento branco, denso, com frequência ramificados desde a base; folhas alternas, levemente onduladas e com margens, por vezes, revolutas,  revestidas, tal como o caule, de tomento branco, sobretudo, na página inferior; flores agrupadas em capítulos ovóides, solitários, longamente pedunculados.
A suposta designação vulgar de "Alecrim-das-paredes" não faz grande sentido, visto que a planta poucas ou nenhumas semelhanças tem com o verdadeiro alecrim (Rosmarinus officinalis). Mais sentido faz o acrescento "de-brácteas-largas" na medida em que chama a atenção para uma das características que podem servir para a distinguir  do seu congénere Phagnalon saxatile, bem mais comum e que também é apodado de "Alecrim-das-paredes" ou "Alecrim-das-paredes-de-brácteas-estreitas".  
Distribuição: Região Mediterrânica e Canárias. Presente em Portugal, o Ph. rupestre tem, no entanto, uma distribuição bem mais limitada do que  o seu congénere Ph. saxatile que pode encontrar-se em todo o território do Continente. Tendo em conta os registos existentes no portal Flora.on, a sua presença está, aparentemente, limitada ao Algarve, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: terrenos rochosos, pedregosos, secos, taludes, muros e paredes, geralmente sobre solos calcários.
Floração: de Março a Junho
(Local e data: Mafra (concelho); 1- Abril - 2015)