sábado, 27 de outubro de 2012

Paliteira (Ammi visnaga)







Paliteira * [Ammi visnaga (L.) Lam.]
Erva anual ou bienal, glabra, (tipo fisionómico: terófito), da família Apiaceae, com caule (geralmente com 40  a 100 cm de altura), robusto, algo suculento, normalmente ramificado; com folhas bi-penatissectas, ou tri-penatissectas, com segmentos de última ordem, estreitos, com margem inteira e aproximadamente lineares; e com flores, com pétalas brancas, agrupadas em inflorescências em forma de umbela composta de umbélulas.
Nativa da Região Mediterrânica, trata-se duma espécie que é cultivada nalguns países, supostamente devido à sua utilização na higiene oral e também em fitoterapia, por, alegadamente, os seus componentes terem acção anti-espasmódica e efeito bronco-dilatador. Tenha sido, ou não, essa razão, o facto é que foi introduzida como planta cultivada noutras regiões do globo, designadamente na América do Norte, onde, entretanto, se naturalizou.
Em Portugal, ocorre segundo esta fonte, no Alto Alentejo, Estremadura, Beira Litoral e Minho e também, tendo em conta a minha própria observação, na Península de Setúbal.
Habitat em terrenos cultivados, incultos ou em pousio, à beira de caminhos e mesmo em terrenos recentemente revolvidos e perturbados. 
Floração: de Maio a Setembro
*Outros nomes comuns: Bisnaga-das-searas; Funcho-silvestre; Ninhos-de-perdiz.
(Local e data: Costa da Caparica; 27 - Julho - 2010)
(Clicando nas imagens, amplia)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Rilha-boi (Ononis mitissima)




Rilha-boi *(Ononis mitissima L.)

Erva anual (tipo fisionómico: terófito) da família Fabaceae, com caule algo lenhoso, muito ramificado a partir da base, com porte erecto, ascendente, ou decumbente, que pode atingir até 60 cm; folhas trifoliadas, com folíolos geralmente glabros, elípticos, com margem serrada; flores com estandarte cor de rosa e quilha esbranquiçada, agrupadas em inflorescências terminais muito densas.
Distribui-se por toda a Região Mediterrânica, Médio Oriente e Macaronésia (Madeira e Canárias). Em Portugal, no território do Continente é dado como presente em todo o Alentejo, Algarve, Estremadura e Beira Litoral.
Ocorre em terrenos incultos, por vezes, degradados, na beira de caminhos, em solos algo secos, geralmente, argilosos.
Floração: de Maio a Julho.
*Outros nomes comuns: Unha-gata; Unha-gata-macia
(Local e data: Cova da Piedade - Almada; 10 - Junho - 2011)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Giesta-azul (Polygala microphylla)



Giesta-azul (Polygala microphylla L.)
Erva vivaz (tipo fisionómico: caméfito) da família Polygalaceae. Possui caule, mais ou menos ramificado, de prostrado a ascendente que pode atingir até 40 cm (de comprimento/altura) revestido de folhas pequenas, esparsas, de lineares a elípticas; inflorescências terminais com poucas flores de cor entre o azul e o violeta.
É um endemismo da parte ocidental da Península Ibérica que ocorre em  locais rochosos, secos e em fendas de rochas.
Em Portugal, aparentemente, é uma espécie rara, apenas presente no centro e norte do país.
Floração: de Fevereiro a Junho.
(Local e data:  Serra da Lousã; 15 - Junho - 2011)

sábado, 20 de outubro de 2012

Lisimáquia (Lysimachia vulgaris)



Lisimáquia *(Lysimachia vulgaris L.)
Herbácea, vivaz, rizomatosa, da família Primulaceae, segundo a classificação clássica, ou Myrsinaceae, segundo a classificação filogenética. Possui caule erecto, muito folhoso e bastante ramificado com 40 a 150 cm de altura; folhas quase sésseis, inteiras, ovado-lanceoladas, opostas ou dispostas em verticilos de 3 a 4; flores com corola formada, geralmente, por 5 lóbulos elípticos de cor amarela, aparecendo agrupadas em inflorescências em forma de cachos múltiplos.
Nativa de boa parte da Europa e da parte ocidental da Ásia, encontra-se actualmente distribuída por outras regiões do globo, onde foi introduzida, sendo considerada espécie invasora em diversos países.
Em Portugal distribui-se por todo o território do Continente, com excepção do Algarve, embora não me pareça ser espécie muito vulgar.
Tem o seu habitat nas margens de cursos de água e lagoas e, em geral, em sítios húmidos e em locais inundados.
Floração: De Junho a Agosto.
Outras designações comuns: erva-moedeira, erva-coelheira, lisimáquia-vulgar, grande-lisimáquia.
(Local e data: Rapoula do Côa - Sabugal; 21 - Junho - 2011)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Scrophularia sambucifolia subsp. sambucifolia

















Scrophularia sambucifolia L. subsp. sambucifolia
Planta herbácea vivaz, rizomatosa, da família Scrophulariaceae, cujo caule, ora simples, ora pouco ramificado pode atingir até cerca de 1,50m.
Distribui-se pela Península Ibérica e pela Região Mediterrânica Ocidental, ocorrendo em terrenos com alguma humidade, sobre solos de origem margosa ou calcária.

Floração: de Fevereiro a Maio.
(Local e datas: A-1 - Estação de Serviço de Santarém; Fevereiro, Março, Abril - 2011)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Polygala serpyllifolia






 Polygala serpyllifolia Hosé

Herbácea, vivaz (tipo fisionómico: caméfito), da família Polygalaceae. Apresenta caules, de prostrados a ascendentes, revestidos por folhas geralmente opostas, em particular as inferiores ou subopostas as superiores, característica que a distingue da sua muito semelhante congénere P. vulgaris, que possui folhas alternas.
Distribui-se pela Europa Central e Ocidental, ocorrendo, geralmente, em turfeiras e em relvados húmidos ou muito húmidos, sendo que surge, com frequência, em zonas de altitude. Tal acontece pelo menos em Portugal, onde a sua distribuição está, aparentemente, limitada ao Centro e Norte do território do Continente.
Floração: de Junho a Setembro.
(Local e datas: Serra da Estrela; 7 a 24 - Junho - 2012)
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ajuga pyramidalis subsp. meonantha






Ajuga pyramidalis L. subsp. meonantha (Hoffmanns. & Link.) R.Fern.

Herbácea vivaz (tipo fisionómico: Hemicriptófito) da família Lamiaceae. Contando com a inflorescência em forma de pirâmide,  pode atingir entre 10 a 40 cm de altura.
Distribui-se pela Europa ocidental e central, ocorrendo em zonas de altitude, em prados e em terrenos relvados, em locais húmidos e sombrios.
Em Portugal a espécie não é, aparentemente, muito abundante, distribuindo-se, de forma dispersa, pelas zonas montanhosas do centro e norte do território do Continente.
Floração: de Março a Julho.
(Local e data: Serra da Estrela; 08 - Junho - 2012)
(Clicando nas imagens, amplia)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Girassol-batateiro (Helianthus tuberosus)



Girassol-batateiro, ou Tupinambo (Helianthus tuberosus L.)
Espécie herbácea, tuberosa, perene, da família Asteraceae, pode atingir até 4m de altura, embora normalmente não ultrapasse os 2m.  
Originária da América do Norte,  foi introduzida noutras regiões do globo, incluindo na Europa e em Portugal, devido ao facto de ser utilizada quer como espécie alimentar (os seus tubérculos são comestíveis e são, para além disso, utilizados pela indústria açucareira na produção de frutose), quer como planta ornamental.
O seu cultivo em Portugal, onde os tubérculos são utilizados, sobretudo, na alimentação animal, tem vindo a decair com o progressivo abandono dos campos e a desertificação do interior, não tendo, nem a expansão, nem a importância económica que lhe é atribuída noutros países.
Floração: de Agosto a Outubro.
(Local e data: Troviscal - Sertã; 04 - Outubro - 2012)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Cila-de-Outono (Scilla autumnalis)







Cila-de-Outono (Scilla autumnalis L.)
Planta herbácea, bolbosa, perene, encontra-se actualmente classificada como pertencendo à família Asparagaceae , depois de ter "abandonado" a família Hyacinthaceae.
É uma pequena planta cuja haste floral, a  primeira a surgir, pode variar, em altura, entre 10 a 30 cm embora, por regra, não vá além dos 20cm. As folhas, em número variável (2 a 6) são todas basais.
Distribui-se por grande parte da  Europa, pelo sudoeste asiático e pelo noroeste de África, surgindo em clareiras de matos, em terrenos incultos e em locais rochosos, por vezes, mesmo nas fendas de rochas, sendo, aparentemente, indiferente à composição dos substratos, pois ocorre em solos argilosos, arenosos, calcários, siliciosos e até mesmo xistosos.
É fácil a sua identificação, pois é a última do seu género a florir, podendo a floração decorrer desde Agosto até Novembro. 
(Local e datas: Troviscal - Sertã; 3;6 - Outubro - 2012)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Feto-dos-carvalhos (Davallia canariensis)





Feto-dos-carvalhos, ou Cabrinha [Davallia canariensis (L.) Sm.]
Feto epifítico da família Davalliaceae, apresenta folhas solitárias dispersas ao longo do rizoma,  desenvolvendo-se este no tronco de árvores folhosas, ou entre rochas musgosas, em locais frescos e húmidos. Distribui-se pelo sudoeste europeu, noroeste africano, Madeira e Canárias. Em Portugal continental surge sobretudo a norte do Tejo em locais com influência oceânica. É particularmente abundante na Serra de Sintra, onde as fotografias supra foram obtidas, em finais de Setembro deste ano.
(Clicando nas imagens, amplia)