sábado, 22 de setembro de 2012

Sanganho (Cistus psilosepalus)

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Sanganho (Cistus psilosepalus Sweet *)
Pequeno arbusto da família Cistaceae muito ramificado, com a forma duma pequena moita (60-100cm) mais ou menos densa. Tem semelhanças com o Cistus monspeliensis, dele se distinguindo, em particular, pelo maior tamanho das sépalas (Obrigado, Miguel!).
É um endemismo ibérico que ocorre apenas na parte ocidental da Península Ibérica, incluindo a maior parte do território do Continente português e a parte mais ocidental de Espanha, geralmente, em solos ácidos, algo húmidos, arenosos ou xistosos, em zonas de clima húmido ou sob influência oceânica, pelo que, em Portugal, surge com mais frequência no norte e centro do país, sendo também mais abundante em regiões próximas do litoral do que no interior. 
É uma espécie calcífuga.
Floração: de Abril a Agosto.
*Sinonímia: Cistus hirsutus Lam.
[Locais e datas: Rapoula do Côa - Sabugal; 22 - Junho - 2012 (fotos 1, 2, 3 e 4); Barragem do Sabugal - Serra de Malcata; 20 - Junho - 2012 (foto5)]
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dianthus broteri

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Dianthus broteri Boiss. & Reut.
Erva vivaz, de caules múltiplos, podendo atingir até 50 cm, cespitosa, da família Caryophyllaceae
É um endemismo ibérico que se distribui pelo sul de Espanha e pelo centro e sul de Portugal, ocorrendo em clareiras de matos, em terrenos secos, frequentemente pedregosos, sobre substrato geralmente calcário ou margoso e, eventualmente, nas areais das dunas.
Distingue-se de outras espécies pelas pétalas de cor entre o quase branco e o rosa, com o limbo profundamente dividido (laciniado)
Floração: de Abril a Julho.
Nomes comuns: Em português encontrei apenas uma referência a "Cravinho-bravo". Em Espanha, a espécie é designada por Clavelina de pastor, Clavellina de Doñana  Clavellina de monte.
Local e datas: encosta do altiplano da Azoia, a sul do cabo Espichel; 1 de Junho de 2011 (fotos 1, 2, 3 e 5);    28 - Maio - 2012 (foto 4)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Cebola-albarrã (Urginea maritima)


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Cebola-albarrã, ou Cebola-do-mar [Urginea maritima (L.) Baker]
Planta herbácea, vivaz, bolbosa, inicialmente incluída na família Hyacinthaceae, dela transitou para se fixar  na família Asparagaceae.
 Distribui-se por toda a Região Mediterrânica e Canárias. Pese embora o epíteto específico de maritima, ou da sua designação como "Cebola-do-mar", a verdade é que a sua ocorrência está longe de estar limitada ao litoral. Em Portugal, por exemplo, encontra-se por quase todo o território do Continente, embora o seu aparecimento seja mais frequente no centro e sul.
Tem o seu habitat preferencial em fendas de rochas, frequentemente em arribas à beira do mar, em clareiras de matos e de bosques, em descampados, à beira de estradas e caminhos, sobre solos argilosos, argilo-xistosos, calcários, margosos e arenosos.
O comportamento da espécie é algo pecular: nos finais do Outono, princípios do Inverno surgem as folhas que, com a chegada do calor no final da Primavera, secam por completo, desaparecendo a planta literalmente da vista, ficando reduzida ao bolbo enterrado. Em meados de Agosto, ou até mais tarde, a planta lança uma haste floral que pode atingir mais de um metro de altura, apresentando uma inflorência, em espiga, que com frequência ultrapassa meio metro de comprimento.
Floração: de Agosto a Outubro.
Locais e datas: Parque da paz - Almada; 05 - Outubro - 2010 (foto 1); 14 - Setembro - 2012 (fotos 2, 3 e 4 ); 25 - Janeiro - 2011 (fotos 5 e 7); 22 - Setembro - 2011 (foto 6); Fórnea - Serra de Candeeiros; 27 - Agosto - 2012 (foto 8); Lagoa de Óbidos; 25 - Agosto - 2012 (foto 9); Cabo Carvoeiro; 30 - Agosto - 2012 (foto 10); Mata Nacional dos Medos - Costa da Caparica (foto 11)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Língua-de-cão (Cynoglossum clandestinum)

 




Língua-de-cão * (Cynoglossum clandestinum Desf.)
Planta bienal ou vivaz, da família Boraginaceae, com caule (entre 30 a 50 cm) simples ou fracamente ramificado, viloso-tomentoso (coberto de pêlos macios e compridos); folhas fracamente pecioladas, amplexicaules, lanceoladas ou lanceolado-lineares, tomentosas em ambas as páginas (superior e inferior); flores  com corola sempre fechada, reunidas em cimeiras.
Distribuição geral: Região Mediterrânica Ocidental (Península Ibérica, Sicília, Sardenha; norte de África, incluindo Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia).
Em Portugal está presente, pelo menos, no Algarve, Alto Alentejo, Estremadura e Beira Litoral. E na Serra da Arrábida, seguramente, digo eu. 
Ocorre em terrenos secos e descobertos, incluindo à beira de caminhos, qualquer que seja a composição do solo.
Floração: de Fevereiro a Maio.
*Outro nome comum: Cinoglossa-de-flor-fechada
(Local e datas: Serra da Arrábida; Março/Abril 2012)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Asclepias physocarpa





Asclepias physocarpa (E.Mey.) Schlechter
Pequeno arbusto da família Apocynaceae, que pode atingir até 1,80m. Nativo do sudeste de África, encontra-se actualmente naturalizado noutras regiões do globo, onde foi introduzido como planta ornamental. Não garanto que se encontre naturalizado em Portugal, embora já o tenha encontrado em dois locais distintos e em ambientes bem diferentes: à beira de um sapal nas imediações do Seixal e no alto duma elevação nos arredores de Sesimbra.
Pelo que respeita à floração, diria, tendo em atenção a data da obtenção das fotografias (em 1 de Junho de 2012, as 4 primeiras e em 23  de Julho de 2011, a última) que, em Portugal, ela ocorre, pelo menos de Maio a Agosto.

sábado, 8 de setembro de 2012

Cardete (Eryngium tenue)

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Cardete (Eryngium tenue Lam.)

Planta herbácea, anual, de pequenas dimensões (3-40cm) que facilmente passa despercebida, embora se torne mais visível durante a floração, graças às suas inflorescências azuladas. Pode apresentar um caule único erecto, ramificado na parte superior, mas não é raro apresentar ramos laterais a partir da base, com menor altura que o caule principal. Durante a floração, que ocorre durante o mês de Agosto, as folhas murcham e acabam por secar.
Distribui-se pela Península Ibérica e norte de África, surgindo geralmente em baldios ou terrenos abandonados,  geralmente sobre solos secos, arenosos ou pedregosos, ácidos.
Em Portugal a sua ocorrência está limitada ao Alto Alentejo, Beira Baixa (?), Beira Alta, Estremadura, Douro Litoral e Trás-os-Montes.
[Local e datas: Barragem do Sabugal - Serra de Malcata; 12 - Agosto - 2012 (Fotos 1, 2, 3 e 4); 20 - Junho - 2012 (fotos 5 e 6)]
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ansarina-da-praia (Linaria polygalifolia subsp. polygalifolia)




 Ansarina-da-praia * (Linaria polygalifolia Hoffmanns. & Link subsp. polygalifolia**)
Planta herbácea, vivaz, da família Plantaginaceae, com caules com 10 a 45 cm de comprimento, geralmente glabros, simples ou ramificados, ascendentes ou decumbentes; com folhas, de lineares a ovado-elípticas, algo suculentas, alternas, mas verticiladas na base; flores (2 a 12) agrupadas em inflorescência geralmente densa, com corola com dois lábios, o superior com dois lóbulos e o inferior com três, de cor amarela, mais acentuada no centro do lábio inferior e esporão com veios vermelho-acastanhados; fruto em forma de cápsula globosa. 
É um endemismo ibérico que ocorre nos areais e dunas ao longo da faixa litoral  de Portugal (centro e norte) e da Galiza.
Floração: de abril a setembro;
*Outras designações comuns em Portugal:  Linária-da-praia; Linária-das-dunas; Passarinhos-amarelos; Passarinhos-da-praia. 
Na Galiza: paxariños amarelos; paxariños da praia; 
**Sinonímia : Linaria caesia var. decumbens Lange; Linaria lusitanica sensu Lange in Willk. & Lange; Linaria maritima sensu Merino; 
(Local e data: Areal a sul da Foz do Arelho - Lagoa de Óbidos; 26 - agosto - 2012)
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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Salsa-da-praia (Seseli tortuosum)

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Salsa-da-praia (Seseli tortuosum L.)
Planta herbácea, bienal, ou vivaz, da família Apiaceae (Umbelliferae). Tem caule estriado, glabro, algo tortuoso, ramificado a partir da base, que pode atingir entre 15 a 75 cm de altura; folhas basais largas e compridas, pecioladas, tripenatissectas com segmentos aproximadamente lineares, sendo as caulinares quase sésseis, de menores dimensões e menos divididas que as basais; flores muito numerosas, com corola entre o branco e o branco-amarelado, reunidas em inflorescências terminais formadas por umbelas de umbélulas.
Planta psamófila, ou psamófita (assim designadas as que se desenvolvem ou vivem normalmente em locais arenosos) ocorre geralmente ao longo das praias e das dunas das costas europeias do Atlântico (pelo menos até ao norte da França) e do Mediterrâneo e, menos frequentemente, nas margens de salinas. 
Floração: de maio a setembro.
[Locais e datas: S. Martinho do Porto; 28 - agosto - 2012 (fotos 1, 2, 3 e 4); Península de Tróia; 7 - agosto - 2012 (fotos 5  e 6)]
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domingo, 2 de setembro de 2012

Limónio (Limonium vulgare)







Limónio (Limonium vulgare Mill.)
Planta herbácea, perene, da família Plumbaginaceae. Pode atingir entre 30 a 60 cm de altura, dispondo-se as suas folhas (ligeiramente onduladas, bastante largas e compridas em relação a outras espécies suas congéneres), em roseta basal em torno da haste floral, onde as flores de cor variando entre o azul e o violáceo se agrupam em cacho de espigas relativamente densas.
Trata-se duma espécie halófita que suporta níveis de salinidade elevada ocorrendo sobretudo em terrenos de sapal. Distribui-se pela costa atlântica da Europa até ao sul da Suécia e por boa parte da costa do Mediterrâneo, estando também presente nas ilhas dos Açores, segundo esta fonte
Floração: de junho a setembro.
(Local e data: Lagoa de Óbidos; 25 - agosto - 2012)