quinta-feira, 26 de abril de 2012

Laranjeira-de-osange (Maclura pomifera)

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Laranjeira-de-osange, Pau-d'arco ou Maclura [Maclura pomifera (Raf.) Schneid.]
Árvore de folha caduca, da família Moraceae pode atingir entre 10 a 15 metros de altura. É uma espécie dióica [cada planta apenas tem flores femininas (foto 4) ou masculinas (foto 3)]. É originária dos Estados Unidos da América, onde é utilizada para fazer sebes vivas bastante eficazes a impedir o seu atravessamento pelos animais largados nas pastagens, dado que a planta dispõe de fortes espinhos. A madeira, dura e compacta, é utilizada, quer em marcenaria, quer na confecção de vários objectos, incluindo instrumentos musicais, sendo outrora usada pelas populações autóctones no fabrico de arcos e flechas.
Noutros países, onde foi introduzida, é mais utilizada como planta ornamental. Embora não se trate de espécie muito divulgada, é o que sucede em Portugal, onde a planta se encontra nesta altura no início da floração.
(Local e data: Parque da Paz - Almada; 24 - abril - 2012)
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Raspa-saias (Picris echioides)



Raspa-saias *(Picris echioides L.)
Planta herbácea, anual ou bienal, da família Asteraceae. O caule é erecto,  por vezes muito ramificado e, em altura, pode variar entre 30 e 90 cm, raramente atingindo maior dimensão. As folhas apresentam pêlos rígidos e alguns espinhos. As flores reunidas em capítulos são hermafroditas, de cor amarela e todas liguladas.
Originária da Região Mediterrânica, a sua área de distribuição é actualmente mais ampla por introdução noutros países, não só da Europa, como doutros continentes como os Estados Unidos da América, onde se encontra naturalizada. Ocorre, geralmente, em locais relvados, húmidos, em campos cultivados ou incultos, e em terrenos perturbados e à beira de caminhos. Em Portugal é relativamente vulgar e, nalguns locais, mesmo abundante.
Floração: de abril/maio a setembro.
*Outras designações comuns: Raspa-pernas; Repassage; Rompe-saias.
(Local e data: Parque da Paz - Almada; abril 2012)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Barba-de-bode (Tragopogon porrifolius)

 


 Barbas-de-bode (Tragopogon porrifolius L.)
Planta herbácea, bienal, ou anual, da família Asteraceae, cujo caule, simples, ou pouco ramificado, tem de altura, por regra, entre 20 a 60 cm, ainda que, por vezes, possa elevar-se até aos 120 cm.
É originária da Região Mediterrânica, mas difundida, naturalizada e cultivada, sobretudo, como planta ornamental, noutras regiões. Digo "sobretudo", porque a planta também é comestível, em particular, a raiz e  as folhas da roseta basal quando nova.
Encontra-se mencionada no Portugal Botânico de A a Z, onde lhe são atribuídas os nomes comuns de Barba-de-bode, Barba-de-cabra e Cercefi. Deduzo daí, embora não tenha encontrado qualquer outra referência nas fontes que habitualmente consulto, que a espécie também ocorrerá em Portugal, senão como planta espontânea, ao menos como espécie cultivada. Pessoalmente, não me lembro de alguma vez a ter avistado  no território português.
(Local e data: Piazza Armerina - Sicília; março - 2012)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Canabrás (Heracleum sphondylium)

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Canabrás, ou Branca-ursina (Heracleum sphondylium L.)
Planta herbácea, bienal, da família Apiaceae, com caule erecto, podendo atingir até 2m de altura, algo ramificado, oco, piloso, tal como as folhas, estas penatissectas, com 5-7 segmentos, e flores brancas, com corola assimétrica, reunidas em inflorescências múltiplas sob a forma de umbela.
Distribui-se por toda a região euro-asiática, preferindo locais húmidos e um tanto sombrios e frequentemente nas margens de cursos de água. Em Portugal é relativamente comum no norte e centro do território do Continente e rara no sul.
Floração: entre junho e agosto.
[Locais e datas: fotos obtidas em dois locais diferentes: fotos 1, 2, 3 e 4 - Rapoula do Côa - Sabugal; 21 Junho 2011; foto 5 -Troviscal - Sertã; 19 - maio - 2010. Em qualquer dos casos nas margens de cursos de água; Rio Côa, no 1º caso; Ribeira da Sertã, no 2º]

domingo, 22 de abril de 2012

Cicuta (Conium maculatum)





Cicuta* (Conium maculatum L.)
Planta herbácea, bienal, da família Apiaceae. O caule, erecto, oco, bastante ramificado, pode atingir até 2,5 m de altura.
Originária das regiões temperadas da Europa, Ásia e norte de África, foi introduzida e encontra-se também naturalizada nas Américas do Norte e do Sul, Austrália e Nova Zelândia. É uma planta vulgar em Portugal, ocorrendo espontânea em terrenos húmidos, na margem de cursos de água, campos abandonados e incultos e à beira de estradas e caminhos.
É uma planta muito tóxica. Segundo se conta, Sócrates, o famoso filósofo ateniense, foi condenado à morte através da  ingestão dum preparado desta planta.
Floração: de abril a agosto;
*Outros nomes comuns: Abioto; Ansarina-malhada; Cegude; Cicuta-maior; Cicuta-de-Atenas. 
(Local e data: Rapoula do Côa - Sabugal; junho - 2010)

sábado, 21 de abril de 2012

Erva-abelha-maior (Ophrys speculum subsp. lusitanica)




 Erva-abelha-maior (Ophrys speculum Link subsp. lusitanica O.Danesch & E.Danesch)
Depois da publicação deste "post" sobre a subespécie nominal da Ophrys speculum Link, chegou hoje a vez de dar publicidade à subespécie O.s.lusitanica. As fotografias acima publicadas foram obtidas na mesma data e no mesmo local onde aquela outra foi encontrada. Dela diverge, não só quanto à bem diferente configuração das flores, mas também no que respeita à área de distribuição. A O.s.lusitanica é, com efeito e ao invés da subespécie nominal, endémica da Península Ibérica.
(Local e data: Serra da Arrábida; abril - 2012) 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Pampilho-aquático (Asteriscus aquaticus)



Pampilho-aquático [Asteriscus aquaticus (L.) Less.*]
Herbácea anual, pubescente, da família Asteraceae. Possui caule que pode atingir até 50 cm de altura, geralmente ramificado na parte superior, folhas oblongo-lanceoladas e inteiras, capítulos com 1 a 2 cm de diâmetro, composto de flores amarelas (as externas, liguladas) e brácteas involucrais externas em forma de estrela, ultrapassando, largamente, o capítulo e muito maiores que as internas.
Distribui-se por toda a região Mediterrânica e parte da Macaronésia (Madeira e Canárias). Em Portugal continental ocorre, de forma descontínua, desde o Minho ao Algarve. Pode encontrar-se em locais muito diversificados: campos cultivados e incultos; terrenos  movimentados e perturbados, mais ou menos recentemente; e até à beira de estradas e caminhos.
Floração: entre abril e junho;
*Sinonímia: Buphthalmum aquaticum L. (basónimo); Odontospermum aquaticum (L.) Sch. Bip.;
(Local e data: Serra da Arrábida; abril - 2012)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Erva-aranha (Ophrys bombyliflora)



Erva-aranha* (Ophrys bombyliflora Link)
Planta herbácea, vivaz, tuberosa, de pequenas dimensões, não ultrapassando, por regra, 10 a 20 cm. 
Nativa da Região Mediterrânica, ocorre também no território continental de Portugal, sobretudo no Algarve, onde é particularmente abundante. No entanto, também há registos da sua presença no centro oeste e na Serra da Arrábida, servindo esta publicação, que mais não seja, para confirmar a sua ocorrência nesta  última localização. A minha observação comprova, por outro lado, que a espécie encontra boas condições para se desenvolver em terrenos relvados em clareiras de matos, sobre substratos calcários.
Floração: de março a princípios de maio.
*Também designada, em vernáculo por Erva-mosca. Nenhuma das designações me parece muito pertinente, mas quem sou eu para contrariar a opinião popular? 
(Local e data: Serra da Arrábida; abril - 2012)
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terça-feira, 17 de abril de 2012

Maios-pequenos (Gynandriris sisyrinchium)



Maios-pequenos * (Gynandriris sisyrinchium (L.) Parl.

Planta herbácea, vivaz, túbero-bolbosa, da família Iridaceae.  Apresenta caule com 10 a 30 cm de altura, embora, quando cultivada (para fins ornamentais) apresente normalmente maiores dimensões. No entanto, as folhas,  decumbentes ou ascendentes, excedem, geralmente, em comprimento a altura do caule. É nativa da Região Medieterrânica  (sul da Europa, norte de África e sudoeste da Ásia), ocorrendo geralmente, em locais secos, em terrenos pedregosos, frequentemente sobre substrato calcário. 
Em Portugal encontra-se apenas no centro e no sul do território do Continente.
Floração: de janeiro a abril.
* Outra designação comum: Pé-de-burro.
(Local e data: Serra da Arrábida; março 2012)

domingo, 15 de abril de 2012

Erva-abelha-maior (Ophrys speculum)




Erva-abelha-maior * (Ophrys speculum Link)
Erva vivaz, tuberosa, da família Orchidaceae, de caules verde-amarelados com 10 a 30 cm de altura. Distribui-se pela Região Mediterrânica, em terrenos relvados, meio sombreados, algo húmidos, em clareiras de matos, frequentemente sobre solos calcários.
Em Portugal, ocorre apenas a sul do rio Douro.
São conhecidas três subespécies desta orquídea: a nominal, representada nas imagens supra; a O.s. lusitanica, endémica da Península Ibérica; e a O. s. regis-ferdinandii.
Floração: de março a junho
*Também designada em vernáculo por: Abelhão; Erva-abelha; e Erva-espelho.
(Local e data: Serra da Arrábida; abril 2012)

sábado, 14 de abril de 2012

Flor-dos-macaquinhos-dependurados (Orchis italica)


Flor-dos-macaquinhos-dependurados * (Orchis italica) Poir.**
Erva vivaz, tuberosa, da família Orchidaceae. Pode atingir até 50 cm de altura, mas o mais frequente é ficar-se por dimensões mais modestas: 20 - 30 cm. Distribui-se por toda Região Mediterrânica, surgindo geralmente em clareiras de matos, nas encostas de outeiros ou colinas, sobre solos magros, relvados e, em regra, pedregosos, frequentemente calcários. Está presente em Portugal, no centro e sul do território do Continente.
Floração: de março a maio. 
*Também é designada comummente por Flor-dos-rapazinhos e Flor-dos-macaquinhos.
** Sinonímia: Orchis militaris Poir.; Orchis longicornis Lam.; Orchis tephrosanthos Desf.; Orchis longicruris Link; Orchis undulatifolia Biv.; Orchis welwitschii Rchb.f.;
(Local e data: Serra da Arrábida; abril -2012)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Cardo-palustre (Cirsium palustre)



 Cardo-palustre [Cirsium palustre (L.) Scop.]
Planta herbácea, bienal, por via de regra. Pertence à família Asteraceae. Pode atingir até 2 m. de altura. Nativa da região euro-asiática, mas rara no sul da Europa, foi introduzida na América do Norte onde se encontra naturalizada e onde é considerada planta invasora. Tem o seu habitat em locais pantanosos ou húmidos. Em Portugal, ocorre apenas no norte e centro do Continente.
Floração: de maio a agosto.
(Local e data: Serra do Açor; 16- junho - 2011)

Ophrys tenthredinifera




Ophrys tenthredinifera Willd.
Erva vivaz, tuberosa, da família OrchidaceaeDistribui-se por toda a Região Mediterrânica, ocorrendo em Portugal no centro e sul do território do Continente. Surge em terrenos de pastagem mais ou menos sombreados, mas também, como no caso dos exemplares das imagens, em terrenos pedregosos calcários, em clareiras e sob coberto de matos.
Floração: de fevereiro a junho.
(Local e datas: Serra da Arrábida: 27/29 - março - 2012)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Tulipa-brava (Tulipa sylvestris subsp. australis)





 Tulipa-brava [Tulipa sylvestris L. subsp. australis (Link) Pamp.]
Planta herbácea, vivaz, bolbosa, da família Liliaceae. Distribui-se pelo centro e oeste da Região Mediterrânica, ocorrendo geralmente em terrenos pedregosos de substrato calcário, em clareiras e sob coberto de matas xerofílicas, condições observadas relativamente às plantas reproduzidas nas fotografadas supra, obtidas em dois locais diferentes da Serra da Arrábida, em 29 de março último.
Floração: de março a maio.

domingo, 1 de abril de 2012

Fritilária (Fritillaria lusitanica)

Fritilária (Fritillaria lusitanica Wikstr.)
Erva vivaz, bolbosa, da família Liliaceae. Apresenta caule não ramificado com 10 a 7o cm de altura, folhas todas lineares, diminuindo de comprimento a partir da base, flor campanulada, em geral, solitária.
Distribui-se pela Região Mediterrânica Ocidental,  ocorrendo em charnecas, brejos e clareiras de matos, frequentemente sobre substrato calcário.
Floração: de fevereiro a maio.
(Local e data: Serra da Arrábida; 29 - março - 2012)