terça-feira, 28 de junho de 2011

Alcachofra-brava (Cynara humilis)

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Alcachofra-brava *(Cynara humilis L.)
Erva vivaz, da família Asteraceae,  com caules que podem atingir até um metro de altura, embora, em regra,  fiquem por dimensões mais modestas, apresenta inflorescências em capítulo, corola geralmente azul-púrpura e, por vezes, branca.
Distribui-se pela Península Ibérica e pelo noroeste de África, designadamente, Argélia e Marrocos. Em Portugal ocorre, sobretudo, no centro e sul do território do continente, em terrenos secos e incultos, geralmente em solos calcários e/ou argilosos.
Floresce de maio a julho.
*A planta também é designada vulgarmente por Alcachofra-de-S.João e por Alcachofra-branca.
(Local e datas: Serra da Arrábida; 15- abril (foto 1);  29 - maio (foto2); 1 - junho (fotos 3 e 4)
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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Betónica-da-Alemanha [Stachys germanica subsp. lusitanica)




 Betónica-da-Alemanha [Stachys germanica subsp. lusitanica (Hoffmanns. & Link) P. Cout.] 

Esta subespécie de Stachys germanica, da família Lamiaceae, cujo caule pode variar entre 30  e 80 cm, terá também, segundo a Flora Digital de Portugal, a designação comum, algo complicada, de Betónica-da-Alemanha (subespécie-de-Portugal) e ainda de acordo com a mesma fonte, a sua distribuição está limitada  ao sul da Península Ibérica. Por sua vez, o Paulo Araújo no Dias com Árvores mostra-se mais generoso, pois acrescenta Marrocos à sua área de distribuição. As duas fontes parecem, no entanto, estar de acordo quanto à sua ocorrência em Portugal (no centro e sul do país), mas voltam a divergir quanto ao habitat: "relvados húmidos" para a Flora Digital e "terrenos pedregosos ou baldios e em orlas de bosques" diz o Paulo. Eu, que não percebo nada disto, só posso afirmar que as plantas fotografadas e outras várias, foram por mim encontradas nas margens dum ribeiro no sopé da Serra da Arrábida, onde a relva não faltava. E alta, como se pode ver pela fotografia.
Floração: de abril a agosto.
Nota complementar: tem razão o Paulo Araújo quando advoga que a designação de "Rabo-de-raposa"  assentava bem melhor à planta, por todas as razões e mais uma. 
(Local e data: Serra da Arrábida; 10 - 20 - maio - 2011)
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terça-feira, 7 de junho de 2011

Sideritis hirsuta





Sideritis hirsuta L.

Pequeno arbusto, algo lenhoso, da família Lamiaceae, muito ramificado, podendo alcançar os 50 cm de altura, embora, por regra, se contente com dimensões mais modestas, apresenta caules cobertos de pêlos mais ou menos compridos; folhas opostas e profundamente dentadas dispostas ao longo dos caules; flores com corola entre o amarelo e o branco, dispostas em grupos de 5 ou 6, distanciados uns dos outros,  formando, no conjunto,  espigas bastante compridas.
É considerada nativa da Região Mediterrânica Ocidental, encontrando-se, designadamente, na Península Ibérica, sul de França e de Itália e no noroeste de África. Em Portugal, segundo a obra citada no "post" anterior, ocorre no noroeste, no centro oeste, no centro sul (Arrábida) e no sudoeste setentrional do território do Continente. 
Tendo em conta as minhas observações diria que Sideritis hirsuta manifesta preferência por terrenos incultos, ao longo de encostas pedregosas ou mesmo rochosas de base calcária, não recusando as encostas com vistas para o mar. 
Floresce de abril a junho.
Também no caso desta espécie não encontrei designação comum em vernáculo. Em Espanha, entre outras  designações vulgares, encontra-se a de "Rabo de gato". Acho que não lhe assentaria mal de todo tal designação vertida para a nossa língua.
(Locais e datas: Serra da Arrábida; Azoia - Cabo Espichel; 10 e 29 - Maio -2011)
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domingo, 5 de junho de 2011

Assembleias (Iberis procumbens ssp. microcarpa)


Assembleias * (Iberis procumbens Lange, subsp. microcarpa Franco & P. Silva)

Erva vivaz, da família Brassicaceae, lenhosa na base, ramificada a partir do colo, com ramos geralmente prostrados e curtos, orientados em várias direcções, mas eventualmente menos prostrados, quase erectos e mais alongados, quando a planta tem de competir pela luz solar com a vegetação circundante; folhas um tanto carnudas, inteiras, ou com 1 ou 2 pares de dentes pouco pronunciados; flores em corimbos, brancas no exterior e violáceas no interior.
Segundo a obra Flores da Arrábida - guia de campo, de José Gomes Pedro - Isabel Silva Santos, obra que segui de perto até aqui, esta espécie é endémica de Portugal, ocorrendo apenas no Centro oeste do território do Continente e na Arrábida, em encostas e arribas marítimas, sobre solos calcários. 
Floração: de abril a agosto.
* A designação vulgar é comum a outras espécies do mesmo género.
(Local e data: Serra da Arrábida; 10 - maio - 2010) 
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sábado, 4 de junho de 2011

Matthiola fruticulosa



Matthiola fruticulosa*(Loefl ex L.) Maire

Erva vivaz, lenhosa na base, da família Brassicaceae, com caule muito ramificado, podendo atingir os 60 cm de altura; folhas geralmente lineares, por vezes, oblongas; flores com 4 pétalas de cor púrpura (eventualmente amarelas) dispostas em cachos pouco densos.
Distribuição geral: Região Mediterrânica.
Em Portugal, ocorre no nordeste setentrional, Baixo Douro, Arrábida e sudeste do território do Continente. 
Surge em terrenos incultos, secos, rochosos e com boa exposição solar, brotando, pelo menos as que avistei, em solos calcários e frequentemente em fendas de rochas.
Floração: de abril a julho. 
*Não encontrei designação em português. Parece-me, no entanto, que já vai sendo tempo de a baptizar. Os espanhóis designam a espécie por alhelí del campo, expressão que poderíamos traduzir por Goivo-do campo. Prefiro, no entanto, tendo em conta o local em que as fotografei, a designação de Goivo-das-encostas, ou, em alternativa, Goivo-das-rochas.
(Local e data: encostas marítimas na zona da Azoia - Cabo Espichel; 01 - junho -2011)
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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Omphalodes linifolia


Omphalodes linifolia (L.) Moench

Erva anual, da família Boraginaceae, de caule simples ou pouco ramificado,
com 15 a 40 cm de altura; folhas levemente serrilhadas; flores com corola 
de cor geralmente branca dispostas em cimeiras nuas.
Distribuição geral: Península Ibérica e sudeste de França.
Em Portugal ocorre na Terra Quente, (Alto Douro), Centro oeste, Centro 
sul (Arrábida) no sudeste e no barrocal algarvio, surgindo em terrenos secos, 
pedregosos e incultos e, por via de regra, sobre solos calcários.
Suponho que é uma planta rara. 
Floresce de abril a junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 10 - maio - 2011)
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Nepeta tuberosa






Nepeta tuberosa L. *
Planta vivaz, de rizoma tuberoso, da família Lamiaceae, apresenta caule simples que pode atingir cerca de 8o cm de altura, e inflorescência em espiga geralmente comprida (cerca de um terço da altura da planta).
Distribui-se pela Península Ibérica, Sicília e Marrocos. Em Portugal a sua distribuição está limitada à Beira Litoral, Estremadura, incluindo a Península de Setúbal, Alentejo e Algarve.
Tendo em conta os casos que me foi dado observar, diria que a Nepeta tuberosa surge, frequentemente, aos pares, em encostas de colinas, secas e pedregosas e, geralmente, sobre solos calcários.
Floresce de Abril a Agosto.
*Sinonímia: Glechoma reticulata (Desf.) Kuntze; Glechoma tuberosa (L.) Kuntze; Nepeta gienensis Degen; Nepeta lanata Jacq.; Nepeta reticulata Desf.
[Local e data: Serra da Arrábida; 10 - maio - 2011 (as 3 primeiras imagens) e 20 do mesmo mês (as restantes)]
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(Arranjo do editor num momento de "inspiração" artística)