sábado, 23 de abril de 2011

Tomilhinha (Thymus zygis ssp. sylvestris



Tomilhinha/o, ou Serpão-do-monte [Thymus zygis L. ssp. sylvestris (Hoffmanns. & Link) Coutinho]

"Erva perene [da família Lamiaceae] com 1-3dm, de caules (...) puberulentos, mais ou menos tomentosos, erectos ou decumbentes; folhas com 6-10X1mm, axilares, lineares, subagudas, sesséis, tomentosas (...). Inflorescência até 10 cm densa e capitada (...); cálice com 3,5-5 mm, tomentuloso; corola com 4-5mm esbranquiçada" (in "Flores da Arrábida - guia de campo" de José Gomes Pedro - Isabel Silva Santos; ed. Assírio & Alvim -2010).
É um endemismo ibérico que ocorre no centro e sudeste da Península Ibérica. Em Portugal encontra-se no centro-oeste (calcário) e no centro-sul (arrábido) em sítios secos e solos calcários (op. cit.)
Floresce de março a julho.
(Local e data: Cabo Espichel; 15 - abril -2011)
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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tojo-gatunho (Ulex densus)


Tojo-gatunho (Ulex densus Welw. ex Webb)

Subarbusto muito ramificado, que raramente excede meio metro de altura, o Tojo-gatunho (também designado vulgarmente por Tojo-gatunha e Tojo-da-charneca) é uma planta da família Fabaceae que se apresenta sob a forma de uma moita muito densa. É um endemismo português que ocorre apenas no centro-oeste do território continental (designadamente nas proximidades de Lisboa) e no sul, na zona da Serra da Arrábida, em terrenos calcários e secos. 
Floresce de Fevereiro a Novembro.
(Local e data: Cabo Espichel; 15 - abril -2011)
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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Trovisco-macho (Euphorbia characias)



Trovisco-macho* (Euphorbia characias L. subsp. characias)

Planta da família Euphorbiaceae, perene, embora de duração limitada a dois ou três anos, apresenta-se sob a forma de um arbusto que pode atingir mais de um metro de altura e carateriza-se por ter caule lenhoso na base; folhas caulinares obovadas - lanceoladas, tomentosas e persistentes no inverno; flores formadas por 4 ou 5 brácteas, com 4 ou 5 "glândulas castanho-avermelhadas-escuras" no topo, e dispostas em pseudo-umbela multirradiada;  frutos sob a a forma de cápsulas.
Distribuição geral: a subespécie characias ocorre em toda a Região Mediterrânea Ocidental.  A subespécie wulfenii, por sua vez, distribui-se pela Região Mediterrânea Oriental.
Tem o seu habitat natural "em sítios sombreados, sobre rochas calcárias" (in "Flores da Arrábida - guia de campo", onde fui colher algumas das expressões usadas na descrição supra) e foi nesse ambiente que o exemplar fotografado, além de outros, foi encontrado. Há, no entanto, quem, pelo contrário, considere que a planta prefere encostas soalheiras e lugares áridos.
Floresce de janeiro a julho.
É cultivada como planta ornamental.
*Outros nomes comuns: Erva-leiteiras-das-areias; Maleiteira-maior; Titímalo-maior; e Trovisco.
(Local e data: Serra da Arrábida; 15 - abril - 2011)
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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Helianthemum marifolium


Helianthemum marifolium (L.) Mill.

Subarbusto muito ramificado, rasteiro (5-30 cm de altura) apresenta caules prostrados, folhas carnudas, ovado-lanceoladas, inflorescências sob a forma de cimeiras com flores (4-7) com 5 pétalas amarelas.
Planta da família Cistaceae, distribui-se pelo Sudoeste europeu (Portugal, Espanha e sul de França).  Em Portugal ocorre sobretudo no Centro sul (Arrábida), no Sudoeste do território continental e no Sotavento algarvio, em terrenos secos, calcários ou arenosos.
Floresce de março a julho.
É utilizada em jardinagem, como planta ornamental.
(Local e data: Cabo Espichel; 15 - abril - 2011)
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sábado, 16 de abril de 2011

Armeria pseudoarmeria


Armeria pseudoarmeria (Murray) Mansf.
Planta da família Plumbaginaceae, é um endemismo português, que ocorre apenas nas proximidades do Cabo da Roca (Serra de Sintra). É uma espécie belíssima, infelizmente, ameaçada pelo abraço sufocante do Chorão-das-praias (Carpobrotus edulis).
O exemplar acima reproduzido foi mesmo fotografado na plataforma do Cabo da Roca, mas não lhe auguro grande futuro no local, onde o exótico Chorão-das-praias é rei e senhor. Em risco não está apenas a Armeria pseudoarmeria, mas todas as espécies nativas, sendo raros os exemplares que ainda por ali subsistem.
Estando o Cabo da Roca integrado no Parque Natural de Sintra-Cascais, espanta tanta indiferença perante esta situação, indiferença que, face ao actual estado das coisas, só pode classificar-se como um crime ambiental grave e de nefastas consequências para a flora local.
(Reeditado: A planta aqui publicada foi inicialmente identificada como sendo a Armeria welwitschii, quando na verdade se trata da Armeria pseudoarmeria. As minhas desculpas a todos os visitantes a quem , ainda que involuntariamente, induzi em erro.)
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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Avenca-brava (Asplenium trichomanes L. subsp. quadrivalens D. E. Mey.)

Avenca-brava (Asplenium trichomanes L. subsp. quadrivalens D. E. Mey.)
Esta espécie da família Aspleniaceae, também conhecida em Portugal pela designação comum de Avencão, é uma planta que pode encontrar-se em todos os continentes, em locais húmidos e sombrios, geralmente, em fendas de rochas e em muros de pedra e frequentemente na companhia de alguma espécie de musgos. Segundo esta fonte, são várias as subespécies da planta:  Asplenium trichomanes L. subsp. trichomanes; Asplenium trichomanes L. subsp. quadrivalens; Asplenium trichomanes L. subsp. inespectans; Asplenium trichomanes L. subsp. pachyrachis; e Asplenium trichomanes L. subsp. hexavalens.
Convirá que esclareça que a inclusão do exemplar da imagem na subespécie quadrivalens, fica a dever-se tão só ao facto de aqui se dar como existente em Portugal esta subespécie, partindo do pressuposto de que é a única, a qual ocorre praticamente em todo o país.
(Local e data: Troviscal - Sertã; 06 - março -2011)
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terça-feira, 12 de abril de 2011

Alecrim-das-paredes (Phagnalon saxatile)


Alecrim-das-paredes [Phagnalon saxatile (L.) Cass.]

Subarbusto da família Asteraceae, em geral, muito ramificado e que pode atingir, embora raramente, até 60 cm de altura, apresenta folhas ligeiramente onduladas e dentadas e flores em capítulos solitários.
Distribui-se por toda a Região Mediterrânica  e Macaronésia (Madeira, Canárias e Selvagens). Em Portugal continental, onde a planta também é designada por Alecrim-das-paredes-das-brácteas-estreitas (para o distinguir do muito semelhante Phagnalon rupestre - Alecrim-das-paredes-de-brácteas-largas) e por  Alecrim-dos-muros é uma espécie bastante comum, encontrando-se, com maior frequência, em muros de suporte de terras e em fendas de rochas, embora não seja infrequente deparar com ela em terrenos incultos, planos e rochosos.
Floresce de Março a Agosto.
Sinonímias: Conyza intermedia Lag.; Gnaphalium saxatile L.; Phagnalon intermedium (Lag.) Pau; Phagnalon lagascae Cass., nom. illeg.
(Local: Almada; 11 - abril - 2011)
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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Corriola-da-praia (Calystegia soldanella)



Corriola-da-praia [Calystegia soldanella (L.) R.Br.]

Também designada vulgarmente por Couve-marinha e Soldanela, a Calystegia soldanella é uma planta herbácea, vivaz, da família Convolvulaceae, com comportamento rastejante. Apresenta folhas bastante carnudas e flores solitárias. Quanto à distribuição, pode considerar-se uma planta cosmopolita, pois, como nativa, ou como introduzida, ela encontra-se em algumas zonas costeiras de todos os continentes, sobretudo nas areias das dunas, incluindo as dunas primárias.
(Local e data: Praia da Fonte da Telha - Almada; 11 - abril - 2011)
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domingo, 10 de abril de 2011

Flor-dos-passarinhos (Ophrys scolopax)


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Flor-dos-passarinhos (Ophrys scolopax Cav.)

Planta herbácea vivaz, da família Orchidaceae, apresenta raízes tuberosas, caule erecto (com 20 a 45 cm) e flores, em número e em forma variáveis, dispostas em espiga.
Distribui-se pela Região Mediterrânica (designadamente na Península Ibérica, França, Itália e norte de África). Em Portugal ocorre, sobretudo, no centro e sul do território do continente, geralmente em lugares soalheiros ou pouco sombrios e em terrenos predominantemente calcários.
Floresce de março a junho
(Local e data: Logradouro da estação de serviço de Santarém, na A1; 09 - abril - 2011)
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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cila-alpina (Scilla bifolia)

Cila-alpina (Scilla-bifolia L.)
Herbácea, bulbosa e perene, a Cila-alpina* designação por que é conhecida entre nós a Scilla-bifolia  (cfr. Portugal Botânico de A a Z)  é uma planta da família Liliaceae, segundo a classificação clássica, ou da família Hyacinthaceae, de acordo com a classificação APG. Nativa da Europa centro-meridional, (designamente de Itália) e da Ásia ocidental, desenvolve-se, por via de regra, em lugares húmidos e sombrios e em prados de altitude até 2000. Caracteriza-se por ter duas folhas (daí o qualificativo específico de bifolia) na base, e uma única haste floral com a inflorescência em forma de rácimo, com um número variável de flores com 6 tépalas, geralmente, de cor azul intenso, mas também, embora raramente, brancas, ou de cor púrpura.
Floresce entre março e maio.
Também é cultivada como planta ornamental.
(*O exemplar das imagens seria mais adequadamente designado por Cila-taurina, pois foi fotografado na cordilheira Taurus, na Turquia, no mesmo local da espécie aqui publicada e na mesma data: 31 - março - 2011) 
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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ceratocephala testiculata



Ceratocephala testiculata (Crantz) Roth; sin: Ceratocephala orthoceras DC.; Ranunculus testiculatus Crantz
Espécie da família Ranunculaceae, a Ceratocephala testiculata (em inglês: Bur Buttercup; Curveseed Butterwort) é uma pequena erva anual (raramente excede, em altura,  5-6 centímetros), com folhas basais profundamente recortadas e com uma ou mais hastes  florais que apresentam na extremidade uma única flor com cinco pétalas amarelas.
É nativa das zonas temperadas da Ásia e de vários países europeus (Rússia, Ucrânia, Roménia, Bulgária, Áustria, Eslováquia, República Checa, Hungria e antiga Jugoslávia). Prospera, no entanto, como planta introduzida, em vários Estados do centro e oeste dos Estados Unidos, onde é considerada como planta daninha e sujeita a processos de erradicação.
É tóxica.
(Local e data: fotografada nas margens dum rio, um tanto poluído, nas proximidades da cidade de Avanos, na região da Capadócia - Turquia, em 30- março - 2011)
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terça-feira, 5 de abril de 2011

Gagea peduncularis



Gagea peduncularis (J. et C. Presl) Pascher
Planta bulbosa, pertencente à família Liliaceae, a Gagea peduncularis  (em inglês: Yellow Star of Bethlehem) é uma espécie típica da Região Mediterrânica Oriental, encontrando-se, designadamente, em países como a Grécia, Creta e Turquia e também, mais recentemente, em Itália. Espécie de pequena dimensão (os exemplares encontrados, em mais que um lugar, não tinham mais que uns escassos 6 centímetros) ocorre, sobretudo, em terrenos secos e em lugares pedregosos. Floresce de janeiro até  finais de abril.
(Local e data: Vale de Dervent - Capadócia - Turquia; 29- março - 2011)
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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Anemone blanda

Anemone blanda Schott & Kotschy
Planta vivaz, tuberosa, da família Ranunculaceae, a Anemone blanda apresenta folhas lobadas e pode apresentar flores de cor azul, branca ou cor de rosa. É geralmente considerada nativa da Grécia e da Turquia. Encontra-se, no entanto, divulgada como planta ornamental, noutras paragens. Floresce de março a maio, consoante a localização. É designada em língua inglesa pelos nome comum de  Grecian Windflower e, em língua francesa, por anémone de Grèce.
(A planta da imagem, com 10-12cm de altura, foi encontrada e, como é bem de ver, fotografada, num pequeno regato na cordilheira Taurus, na Turquia, em 31- março-2011)
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