sábado, 25 de setembro de 2010

Corriola-bastarda (Fallopia convolvulus)

Corriola-bastarda [Fallopia convolvulus (L.) Á. Löve]

Pertencente à família Polygonaceae, esta planta, originária da Europa, Ásia e norte de África, também é conhecida entre nós pelos nomes comuns  de  Erva-feijoeiraPolígono-trepador.
É mais uma das plantas "mal amadas" pelos agricultores e por eles tida como planta daninha, pois prejudica grandemente as culturas. De facto, não só concorre com as plantas cultivadas, ao nível do subsolo,  mas também lhes disputa a luz solar, como boa trepadeira que é, e de rápido crescimento.
Em Portugal ocorre sobretudo nas regiões a norte do Tejo, em terrenos incultos,  à beira dos caminhos e em terrenos cultivados. É nestes, porém, que a planta encontra melhores condições para prosperar e para dispersar as suas sementes, graças à movimentação das terras, inerente às lavouras.
(Local e data: Troviscal - Sertã; 09- Junho - 2010)
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Bardana-menor (Xanthium strumarium)

(aspecto geral)
(pormenor)
Planta da família Asteraceae e originária da América do Norte, a Bardana-menor (Xanthium strumarium L. ) (que é conhecida no Brasil pelas designações vulgares de  Carrapicho-de-carneiroCarrapicho-grande, além de outras) é, actualmente, considerada como planta cosmopolita, tendo em conta a sua distribuição a nível de todo o globo. Em Portugal também ocorre, designadamente nas regiões do Ribatejo, Alto Alentejo, Beiras , Trás-os-Montes, Alto Douro e Minho, surgindo habitualmente em zonas com muita humidade e frequentemente na proximidade de cursos de água, pois a abundância desta é necessária à germinação das sementes e as correntes contribuem para a sua dispersão.
A planta é utilizada em fitoterapia e, ao mesmo tempo, é considerada tóxica mesmo para os animais herbívoros que, embora não mostrem apetência por ela, podem, em caso de míngua de outros vegetais, ter que recorrer a ela para se alimentar. Não admira, por isso que, em muitos lugares, ela seja tida na conta de planta daninha.
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mamoeiro (Carica papaya)

(Mamoeiro)

(Pormenor do caule, folhas e frutos)

O Mamoeiro, ou Papaeira (Carica papaya L. ) é uma planta da família Caricaceae, originária da zona tropical da América (sul do México e América Central) onde se iniciou o seu cultivo, entretanto expandido por todas as zonas tropicais  do planeta. Os seus frutos (mamão, ou papaia) são consumidos, quer em natureza, quer em saladas ou em sumos.Também já encontrei a planta, em Portugal, em locais protegidos e a produzir frutos, embora não garanta a sua qualidade, porque os não provei.
(Local e data: Orchha - Índia; 20 - Agosto - 2010) 
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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quiabo (Abelmoschus esculentus) - A flor em falta

Faço uma pausa na digressão que tenho vindo a fazer pela flora indiana para colocar aqui a flor do Quiabo [Abelmoschus esculentus (L.) Moench] que ainda não tinha conseguido obter quando aqui publiquei esta planta. Ora a flor aberta, é linda. Ei-la, pois, antes que murche.
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domingo, 19 de setembro de 2010

Cordia sebestena

(Planta)

(Flores)

(Frutos)
Mais uma planta que gosta de calor: a Cordia sebestena L. Planta da família Boraginaceae, (designada por Nomeolvides, em espanhol e por Geiger Tree, em inglês)  encontra-se distribuída por tudo quanto é trópico, conquanto seja originária da América, (Flórida, América Central e Antilhas). Embora os seus frutos sejam comestíveis, se bem que pouco saborosos, deve a sua ampla distribuição ao facto de ser usada como planta ornamental, sobretudo, devido à beleza das suas flores.
Gosta de calor, suporta as secas, mas não aguenta geadas.
(Local e data: Udaipur - Índia; 24 - Agosto - 2010)
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sábado, 18 de setembro de 2010

Plumeria obtusa

Plumeria obtusa L.
Planta da família Apocynaceae, a Plumeria obtusa é, tal como as demais espécies do género Plumeria, nativa das regiões tropicais e subtropicais da América, (no caso da Plumeria obtusa são apontados como lugares de origem as Grandes Antilhas, o norte da América Central e o sudeste do México) mas tal como as restantes encontra-se naturalizada nas restantes regiões tropicais do mundo.
As plantas deste género podem revestir, ou a forma arbustiva, ou a de pequenas árvores e são muito utilizadas como plantas ornamentais, não apenas nos lugares de origem, ou nos locais onde se encontram naturalizadas, mas também noutras regiões. É o caso de Portugal, designadamente, do Algarve, onde já fotografei alguns exemplares de Plumeria rubra.
(Local e data: Agra - Índia; 21 - Agosto - 2010)
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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Coqueiro (Cocos nucifera)

Coqueiros no recinto da Basílica do Bom Jesus, em Velha Goa (agora batisada de Old Goa)

Coqueiro no mesmo local

Frutos (cocos)
Quem é que, em Portugal, não sabe o  que é um Coqueiro ? Ninguém, suponho eu, desde que Cavaco Silva se fez fotografar a trepar a um coqueiro durante uma visita a S. Tomé e Príncipe (se não estou em erro). Em todo o caso, aqui fica mais uma espécie para ampliar a colecção do "Botânico", espécie  pertencente à família Arecaceae e que dá pelo nome científico de Cocos nucifera L.
Ignora-se qual seja a região originária do Coqueiro, repartindo-se as opiniões pelo sudeste asiático e pelas regiões do nordeste da América do Sul. Seja como for, certo é que a planta se distribui, actualmente, seja devido à actuação humana, seja por acção de correntes marítimas, pelas regiões costeiras das regiões tropicais de todos os continentes.
A planta tem múltiplas utilizações. Dos frutos (cocos) aproveita-se a polpa interior para alimentação em fresco ou para ser usada em culinária, depois de seca, dela se obtendo também o chamado "óleo de coco"; o líquido que se forma na cavidade interior do coco, designada por "água de coco", é utilizado como refrescante. A casca exterior pode servir como combustível e para dela se extraírem fibras usadas para fins diversos. A madeira do tronco é utilizada na construção. E, finalmente, as folhas podem ser utilizadas na confecção de cestas e doutros produtos de artesanato, bem como na cobertura de habitações.
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domingo, 12 de setembro de 2010

Teca (Tectona grandis)

(Folhas e flores)

(Frutos)
A Teca (ou Teca-da-Índia, segundo o Portugal Botânico de A a Z) árvore da família Lamiaceae (que dá pelo nome científico de Tectona grandis L. f. )  é originária das florestas das regiões de monção existentes em todo o sul e sudeste da Ásia e, designadamente, da Índia, Malásia, Laos e Tailândia. Actualmente é cultivada noutras regiões tropicais e subtropicais para aproveitamento da madeira que é muito apreciada, devido à sua durabilidade e  leveza relativa, sendo utilizada, principalmente, na construção naval e no fabrico do mais diverso mobiliário.
(Fotografias obtidas em Goa (antigo Estado Português da Índia) em 26 de Agosto de 2010, em pouco boas condições devido à chuva própria da estação de monção, chuva que, além do mais, impossibilitou a obtenção de imagens publicáveis abrangendo a planta na sua totalidade.)
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Nim (Azadirachta indica)

Esta árvore, da família Meliaceae, que dá pelo nome científico de  Azadirachta indica A. Juss. é designada em português por Nim e Amargosa e, segundo o Portugal Botânico de A a Z, também por Lilás-da-índia (do inglês Indian Lilac) e Sicómoro-bastardo.
É originária de diversos países do sul da Ásia e, nomeadamente, da Índia, mas distribui-se actualmente pelas regiões tropicais ou subtropicais de outros continentes, sendo que nalguns países onde foi introduzida é considerada planta invasora.
Na medicina ayurvédica é tida na conta de "remédio para todos os males". As suas propriedades medicinais estarão ainda por comprovar, mas é aceite a sua importância em termos ecológicos, quer porque tem alguma eficácia no controlo biológico de pragas de insectos, quer porque, dada a sua resistência à seca, pode ser utilizada para combater a desertificação.
A árvore é também utilizada como planta ornamental e, pelo menos na Índia, é frequente encontrá-la nos parques e jardins públicos.
(Local e data: Deli - Índia; 17- Agosto - 2010)
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sábado, 4 de setembro de 2010

Árvore-mastro (Polyalthia longifolia)

(1)

(2)

(3)
Planta da família Annonaceae, a Polyalthia longifolia Sonn é originária da Índia (onde as fotografias foram obtidas) e do Sri Lanka, mas foi introduzida para fins ornamentais noutros países tropicais, como, por exemplo, no Brasil, onde é designada por Árvore-Mastro, Ashopalo ou Choupala (Fonte).
O uso, como planta ornamental, da Polyalthia longifolia,  nos países de origem e, designadamente, na Índia, é também o mais importante, encontrando-se com frequência, quer em parques públicos, quer em praças, ruas e avenidas, sendo igualmente utilizada em jardins privados para formar sebes vivas, já que tolera podas profundas para obter os resultados desejados (foto 2). Na Índia, as próprias folhas (foto 3) são usadas como elemento decorativo em festas religiosas ou de outra natureza.
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Bombardeira (Calotropis procera)


Mais uma planta trazida na bagagem da viagem à Índia: trata-se de um arbusto da família Apocynaceae e que dá pelo nome científico de Calotropis procera (Aiton) W.T.Aiton [Sinónimos: Asclepias procera Aiton; Calotropis busseana K.Schum.; Calotropis hamiltonii Wight; Calotropis heterophylla Wall.; Calotropis inflexa Chiov.; Calotropis persica Gand.; Calotropis syriaca (S.G.Gmel.) Woodson; Calotropis wallichii Wight; Madorius procerus (Aiton) Kuntze]. Segundo o "Portugal Botânico de A a Z", a planta é conhecida,  entre nós, pelas designações de Bombardeira e de Algodoeiro-de-seda, divergindo das designações, entre si convergentes, nas línguas inglesa (Apple of Sodom), francesa (Pommier de Sodome) e espanhola (Manzana de Sodoma). As apontadas designações têm, no entanto, todas elas, a sua explicação: os frutos da planta têm uma forma arredondada e o tamanho aproximado duma maçã, e ao serem colhidos, depois de maduros, como que "explodem", libertando as sementes providas de penachos brancos, cujas fibras podem ser utilizadas como substituto do algodão hidrófilo.
É considerada nativa da Ásia (Médio Oriente, Arábia Saudita e Índia) e de África, e encontra-se naturalizada na América do Sul, onde foi introduzida. Tem o seu habitat preferencial em ambientes desérticos quentes,  em locais onde exista alguma humidade, como sejam as depressões de cursos de água, ou os oásis.
(Local e data: Agra - Índia; 21- Agosto- 2010)
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Marmeleiro-da-índia (Aegle marmelos)




Mantido aqui no "Botânico Aprendiz" um já longo silêncio, em resultado de uma visita de estudo que me levou até à Índia, parece-me adequado dar continuidade aos trabalhos, com a publicação duma planta que encontrei naquelas paragens. Trata-se da  Aegle marmelos (L.) Corrêa, designada entre nós por Marmeleiro-da-índia, Marmeleiro-de-bengala, ou Sirifoles (Cfr. Portugal Botânico de A a Z)  planta  da família Rutaceae que cresce espontaneamente em florestas secas do sul e do centro da Índia, do sul do Nepal, bem como do Sri Lanka,  Myanmar,  Paquistão,  Bangladesh, Vietname, Laos, Cambodja  e Tailândia, países onde é igualmente cultivada como árvore de fruto, cultivo entretanto alargado a outros países asiáticos.
Os seus frutos podem ser consumidos depois de secos ou em fresco, sendo, neste caso, aproveitados para o fabrico de sumos.
(Curiosamente, o autor responsável pela reclassificação da planta foi um português, José Francisco Correia da Serra, também conhecido nos meios científicos da época por Abade Correia da Serra. Residirá, porventura, nesse facto, a explicação para a atribuição à espécie do qualificativo, bem português, "marmelos". Isto digo eu, pondo-me a inventar.)
(Local e data: Agra - Índia; 21-Agosto-2010)
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