quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Luzerna-das-areias (Medicago marina)

(aspecto geral da planta)

(Inflorescência)

(Infrutescências)
Mais uma planta apreciadora das areias dunares: a Luzerna-da-praia, ou Luzerna-das-areias (Medicago marina L.). Planta da família Fabaceae, é considerada nativa da Região Mediterrânica, mas que ocorre com frequência nas areias da costa atlântica do território português do Continente.
Note-se que as folhas se apresentam cobertas de pêlos compridos esbranquiçados, tratando-se, ao que tudo indica, de uma adaptação que permite à planta sobreviver num ambiente hostil. De facto, os pêlos permitem-lhe, por um lado, reter alguma humidade existente no ar, o que não é de somenos importância para uma planta que não pode contar com muita humidade no solo dada a natureza deste e, por outro, contribuem para reflectir a excessiva luz solar, pois onde se desenvolve, a planta não pode, em regra, contar com a sombra propiciada por qualquer outra espécie de maior envergadura.
(Local: Costa da Caparica)
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terça-feira, 10 de agosto de 2010

As minhas plantações (I)

É verdade: no início deste ano fiz umas quantas plantações de diversas espécies, a maior parte com sucesso. Trago aqui, para prova da plantação e do êxito, este exemplar de Castanheiro (Castanea sativa Mill.) da variedade "Martaínha".
O castanheiro, como é sabido, é uma árvore, da família Fagaceae, que pode atingir grandes dimensões e maior longevidade. Em Portugal ocorre sobretudo no interior norte e centro do território do Continente, geralmente em solos argilosos, conhecendo, no entanto, alguma regressão, devido à doença da tinta, aos incêndios e à invasão de outras plantas, como o pinheiro bravo, embora, nos últimos anos, se tenha também assistido ao aumento do número de plantações.
Algumas dessas novas plantações destinam-se à  produção de madeira (muito apreciada em marcenaria) embora o fim principal do cultivo do castanheiro continue a ser a produção da castanha que, não tendo já a importância alimentar que teve em séculos passados, continua a ser muito apreciada, podendo ser consumida em natureza, cozida, assada ou transformada em farinha, designadamente, para uso em confeitaria.
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Campainhas-rabanete (Campanula rapunculus)

(Folhas e base do caule)

(Haste floral)
Graças, porventura, a chuvas abundantes durante o inverno e a primavera, esta planta da família Campanulaceae, e que dá pelos nomes comuns de Campainhas-rabanete, Espera-do-campo (vá-se lá saber porquê)  Rapôncio e Rapúncio [nome científico: Campanula rapunculus L.; sin: Campanula rapunculus L. for. verruculosa (Hoffmanns. et Link) P. Cout.] despontou em grande profusão em diversos locais na região de Ribacôa que me são familiares e onde em anos anteriores não tinha dado sinal de vida.
Digo tal, porque se trata de uma planta bastante vistosa e que não passa despercebida facilmente. Desta feita, porém, encontrei-a, por diversas vezes e em locais variados, quer na bermas de estradas e de caminhos, quer em terrenos abandonados e incultos, locais onde, ao que parece, a planta tem o seu habitat.
É uma planta que se distribui por grande parte da Europa e que ocorre em Portugal  na maior parte do território Continente.
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domingo, 8 de agosto de 2010

Tornassol-com-pelos (Heliotropium europaeum)

(A planta)

(Inflorescência - pormenor)
Desculpar-me-á o visitante pelo facto de retornar a esta espécie. O que me motiva é o facto de as imagens que dela deixei noutra ocasião deixaram  muito a desejar.
Espero que estas cumpram a função de permitir a sua identificação.
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mirtilo

(A planta)

(Frutos)
Continuando a visita à horta, deparamos hoje com o Mirtilo (Vaccinium myrtillus L.) aqui com as vestes de planta cultivada.
Como espontâneo, este arbusto da família Ericaceae, também designado vulgarmente por Arando e Uva-do-monte, surge em parte da Europa, da Ásia e América do Norte. Em Portugal, ocorre, como espontâneo, no Norte do país (Minho e Trás-os-montes) e no Centro (Serra da Estrela).
Quer a utilização dos seus frutos em confeitaria, quer o consumo em natureza, conquanto não muito vulgarizados entre nós, até porque os frutos são caros, têm vindo a aumentar, havendo já empresas que se dedicam à sua produção e comercialização.
Há indicações de que o consumo destes frutos é benéfico para a saúde, pois, alegadamente, contribui para baixar o nível do mau colesterol; ajuda a prevenir infecções no aparelho urinário; protege o cérebro dos efeitos de deterioração cerebral associados à doença de Alzheimer e ao envelhecimento; e até melhora a vista!?
Toca, pois, a consumir !
ADENDA:
Garante-me o Luis Lopes da Fonseca, em mensagem enviada por correio electrónico, que a planta das imagens não é um exemplar de Vaccinium myrtillus, mas sim de um híbrido de "Vaccinium corymbosum de origem norte americana".
De caminho, sugere: "Numa oportunidade visite o Gerês na primavera mas, não perca tempo com a Serra da Estrêla, porque ali ele está muito provavelmente extinto há muito, devido aos fogos e ao sobre pastoreio. Não podemos ter tudo: mirtilos expontâneos e queijo da serra". E acrescenta este interessante episódio:
"As ovelhas adoram mirtilos. Um dia na quinta de Lamaçais (Caria), do Ministério da Agricultura, já lá vão 25 anos, o rebanho entrou no meu ensaio de mirtilos e foi uma "desgraceira". Nas primeiras linhas comeram tudo (ramos, folhas e frutos), depois já mais satifeitas só comeram folhas e nas ultimas linhas foram só os frutos, a jeito de sobremesa".
Com os meus agradecimentos ao Lopes da Fonseca, aqui fica a rectificação.
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domingo, 1 de agosto de 2010

Erva-pessegueira (Polygonum persicaria)

Prosseguindo na visita à horta iniciada no "post" anterior, constata-se que, em concorrência com as plantas cultivadas (as bem amadas), surgem ali muitas outras, consideradas daninhas pelos agricultores (as mal amadas). Entre elas conta-se a da imagem que, não obstante não dar pêssegos, dá pelo nome de Erva-pessegueira (Polygonum persicaria L.), sendo também designada pelos nomes comuns de Cristas; Erva-das-pulgas; Erva-pulgueira; Persicária; Persicária-vulgar; Pessegueira e Pesseguelha.
Pertencente à família Polygonaceae, é considerada nativa da Europa e Ásia, encontrando-se, no entanto,  naturalizada noutros continentes e como tal é qualificada como planta cosmopolita.
Manifesta preferência por terrenos húmidos e sombrios, qualquer que seja a natureza dos solos, desenvolvendo-se nas margens de cursos de água, em relvados húmidos  e, sobretudo, em terrenos afectos a culturas de regadio, pois a movimentação das terras facilita a propagação das sementes e a sua germinação.
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